segunda-feira, 18 de maio de 2026
domingo, 17 de maio de 2026
Benfica:- Otamendi, até sempre
O Benfica oficializou, este domingo, a saída de Otamendi. O central argentino de 38 anos, que estava em final de contrato, coloca assim um ponto final na sua passagem pelas águias, que começou em 2020, ano em que chegou do Manchester City.
No comunicado publicado no site oficial, o Benfica agradece a "paixão, dedicação, competência, liderança e profissionalismo" mostrados por Otamendi ao longo das últimas seis temporadas, e explica que o capitão "entendeu ter chegado ao fim o seu ciclo no clube".
Nicolás Otamendi disputou um total de 281 jogos com a camisola do Benfica, nos quais contribuiu com 18 golos e 14 assistências.
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Obrigado por tudo Otamendi. Que sejas sempre muito feliz.
ATÉ SEMPRE
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sábado, 16 de maio de 2026
Estoril Praia vs Benfica - Liga Betclic - 34ª Jornada
quarta-feira, 13 de maio de 2026
Quando a Luz joga contra o Benfica
O empate entre o Benfica e o Braga voltou a deixar a Luz a ferro e fogo. A frustração dos adeptos é compreensível. Mas há uma diferença enorme entre exigir mais do clube e transformar o estádio num tribunal.
Os assobios resolvem exactamente o quê?
A equipa joga mal, empata, falha, desilude e lá vêm os assobios. Como se aquilo fosse mudar alguma coisa. Como se assobiar jogadores, treinador ou crispar ainda mais o ambiente à volta da equipa fosse resolver anos de más decisões, planeamento inexistente e uma gestão desportiva completamente aos solavancos.
Uma coisa é a revolta. Isso percebe-se perfeitamente. Esta época é apenas mais uma numa sequência longa em que o Benfica parece viver em permanente recomeço. Mudam treinadores, mudam jogadores, muda o discurso, muda tudo. Menos os problemas de fundo.
Mas os assobios? Resolvem exactamente o quê?
Os jogadores passam a jogar melhor? A direcção ganha competência? O planeamento da próxima época fica mais claro? Não. A única coisa que se consegue é criar um ambiente ainda mais pesado à volta de uma equipa que já entra em campo sobre brasas.
A Luz já foi outra coisa. Já foi força. Já foi empurrão. Um inferno para os adversários. Hoje, demasiadas vezes, é um inferno para os nossos! E isso irrita-me tanto quanto o resto.
Uma coisa é protestar. Outra é criar um ambiente onde o próprio clube se consome por dentro. Exigência e ruído não são sinónimos. O Benfica sempre teve adeptos exigentes e ainda bem. Mas exigir é puxar pela equipa, não é destruir qualquer margem de confiança no momento em que ela mais falta faz.
Por isso, volto à mesma pergunta: Os assobios resolvem exactamente o quê?
Nada. Só aumentam o caos. Quando o ruído domina o estádio, o que fica não é um Benfica mais forte, mas sim um Benfica mais frágil.
Isso significa bater palmas a tudo? Não. Mas uma crise destas pede inteligência, no momento certo e no sítio certo, focada no que realmente tem de mudar, não apenas no que se vê dentro das quatro linhas. E, se não me engano, houve eleições há pouco tempo, não foi? Pois… isso também devia fazer pensar muita gente.
Portanto, se vêm para assobiar, mais vale ficarem em casa. Peguem nas trouxas, vão dar uma volta ao bilhar grande e deixem o lugar a quem percebe que a Luz é sagrada.
segunda-feira, 11 de maio de 2026
Benfica vs Braga - Liga Betclic - 33ª Jornada.
Assistentes: Bruno Jesus e Luciano Maia
4.º árbitro: Fábio Melo
VAR: Luís Ferreira
AVAR: Valdemar Maia
quinta-feira, 7 de maio de 2026
NOVELAS BENFIQUISTAS
De novela em novela assim se fala do Benfica. Todas as épocas é assim. Não falando de algumas mais distantes, falo de uma mais recente: RICARDO HORTA
Agora são as novelas José Mourinho que já fez as malas para ir para o Real Madrid e a contratação do Cristiano Ronaldo. Ups, enganei-me. Queria escrever Rodrigo Zalazar jogador do Braga
Diz a imprensa, altamente "especializada" nas questões benfiquistas que Rodrigo Zalazar pede um ordenado ao nível dos praticados na Arábia Saudita para vir representar o Benfica. A ser verdade, o jogador tem todo o direito de pedir o que quer. Também é verdade que o Benfica tem o direito de lhe dizer: Até um dia, que sejas feliz.
António Salvador, presidente do Braga, a ser verdade, pede ao Benfica, 30 milhões pelo passe do jogador. Quer ficar com os cofres cheios à custa do Benfica. Não vindo para o Benfica vai acabar por o vender para um clube qualquer da Europa ou fora dela por 20 milhões ou menos. Já vimos outros filmes assim.
Eu, caso fosse presidente do Benfica, depois da novela RICARDO HORTA, jamais negociava um jogador com o presidente do Braga. Riscava-o pura e simplesmente da minha lista com quem negociar.
Claro que, justamente, António Salvador defende os interesses do Braga. Sei disso. Mas também sei que o Benfica não deve ser uma mina de ouro para o Braga. Por mim, negociar com António Salvador, era caso encerrado.
Quanto a José Mourinho, sei que é um grande treinador. Ganhou muitos títulos por onde passou. Também foi despedido de quase outros tantos países onde treinou.
Onde ganhou foram sempre gastos – menos no Porto – milhões de euros em grandes jogadores. Como agora está na moda e se ousa dizer: ASSIM TAMBÉM EU.
É quase certo que se José Mourinho não ficar, com o Benfica, em segundo lugar, que vai embora. O Benfica gastou milhões em aquisições. Umas, poucas, deram certo, outras nem tanto. Com ou sem Mourinho, penso que o Benfica estaria a lutar pelo 2º lugar da mesma forma. Uma coisa é certa. O Benfica RARAMENTE aproveita um deslize do Sporting ou do Porto. É triste dizê-lo mas é a pura verdade.
Não sou fã de nenhum treinador do mundo nem de nenhum jogador exceto do incomparável Eusébio da Silva Ferreira, com quem tive o privilégio de conversar algumas vezes. Jogador fabuloso que foi, homem simples que sempre foi. Paz à sua alma. Viva a sua memória. Sou sim FÃ DO BENFICA.
Até ao final da época vão ser comparados pela imprensa uns 200 jogadores e vendidos alguns poucos pois, para essa imprensa, o Benfica não tem jogadores vendáveis, por serem jogadores medianos. Puro engano. O Benfica tem bons jogadores. Parece que também não são Rodrigo Zalazar, esse craque que, no preço de venda, quase se equipara a Cristiano Ronaldo. Mas são jogadores que podem render alguns milhões de euros ao Benfica, para desgosto desse imprensa miserável que vive à custa do enorme Benfica.
Se José Mourinho for embora, outro treinador virá e o Benfica é e será sempre um enorme clube.
Quanto a jogadores que encherão o Estádio da Luz e o Seixal, olhando à quantidade das aquisições do Benfica, confesso que já estou a imaginar o clube a ter que aumentar a lotação do Estádio para 300 mil lugares.
O Benfica é um clube grande? Não, não é. O Benfica é um clube ENORME. Os outros são do tamanho do MUNDO. O Benfica é do tamanho do UNIVERSO. Essa a grande diferença.
BENFICA SEMPRE
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segunda-feira, 4 de maio de 2026
Estava ganho… até deixar de estar
Uma pessoa nunca pode estar descansada nem quando está a ganhar por dois. A malta olha para um 2-0 fora, jogo controlado, adversário completamente abafado e pensa "ok, hoje não há novela". Ingénua.
A primeira parte foi daquelas que dá gosto, parecia que finalmente alguém tinha explicado à equipa que o futebol consiste em meter a bola na baliza. O Schjelderup estava endiabrado, o Aursnes parecia ter três pulmões e o miúdo António Silva ali, tranquilo, a fazer de adulto na sala. E o Ivanovic em grande nível, sempre ligado à corrente, a mostrar serviço, não merecia nada do que se passou a seguir.
2-0. Fácil. Limpo.
E estranho.
Porque neste Benfica quando parece fácil, é porque ainda não começou a parte criativa.
E não falha.
O Otamendi decidiu que o jogo estava a ser aborrecido e resolveu acrescentar conteúdo com uma entrada completamente estapafúrdia a meio-campo, repito, meio-campo!!! Vermelho direto. Porquê? Porque sim!!
O Mourinho não quis ficar atrás e ligou o modo vintage, a querer segurar o resultado em vez de segurar o jogo. Quando vi o Prestianni a sair comecei a olhar para o tecto como se ele tivesse respostas, depois o Schjelderup e aí já só me dava para rir para não chorar, e por fim a entrada do Rafa (até fui confirmar se o Pavlidis já tinha sido vendido), que me pôs a rezar a todos os santinhos incluindo alguns que inventei na hora.Resultado? Um filme de terror. Equipa encolhida, tremideira, pânico, ninguém a saber o que fazer e o Famalicão, que até então ainda não se tinha visto, de repente virou o Bayern de Munique. E pronto, golo aqui, golo ali, e ainda quase levávamos a reviravolta completa para fechar o pacote de sofrimento premium. Ansiedade, taquicardia e vontade de desligar a televisão e ir plantar batatas.
No fim, o empate sabe a derrota e àquele "Ah, mas ainda estamos à frente do Sporting". Pois estamos. Mas com esta capacidade de complicar o simples, até contra o vento temos de fazer contas.
Agora vêm jogos com o Braga e Estoril. Portanto, tirem o cavalinho da chuva e tenham os ansiolíticos à mão, porque isto vai ser tudo menos tranquilo.
Já sei, a arbitragem foi o que foi mas não chega para justificar o desnorte que se viu em campo. Ponto.
sábado, 2 de maio de 2026
Famalicão vs Benfica - Liga Betclic - 32ª Jornada.
O juiz do encontro vai ter André Dias e Fábio Silva como assistentes e Diogo Araújo no papel de quarto árbitro.
segunda-feira, 27 de abril de 2026
BENFICA - MOREIRENSE: UMA VISÃO SIMPLISTA
Acedendo a solicitações de diversas famílias, e de algumas personalidades, desconhecidas, que pretendem manter o anonimato, que teimam em perder o seu precioso tempo a ler o que escrevinho, ou rabisco, vou tentar passar para o "papel", a minha visão do jogo Benfica - Moreirense.
Convém esclarecer, para minha auto defesa, que não sou jornalista ou comentadeiro de alterne, daqueles que infestam as estações televisivas, nos ditos programas da especialidade do pontapé na redondinha. Portanto, não tenho jeito, muito menos trejeitos, e nem sequer obrigação, de me mostrar isento quando o assunto é Benfica...Contrariamente àqueles que exibem, orgulhosamente, uma qualquer carteira jornalística, que os obrigaria à dita isenção e os vinculam à verdade, e não à especulação...mas essa corja jornaleira não tem vergonha na puta do focinho !
Agora, e finalmente, vamos ao jogo.
Vou tentar ser o mais sintético possível. Desde já, dizer que foi um jogo com vários lances para os "apanhados". Começámos bem. O Tó Silva, cumprindo as diretrizes do seu vampiro, vulgo Empresário, resolveu completar o CD com a compilação dos seus melhores momentos de futebolista, para ver se encontra comprador. Vai daí, pegou na bola, parecendo um jogador cheio de classe, galgou terreno, tipo vamos lá que se faz tarde, e só parou quando a endossou, já dentro da área adversária, a Barreiro, para este fazer o primeiro golo. O "Tó das babes" deve ter valorizado uns milhõezitos...! Parecia que iria ser uma jogatana descansada...finalmente !
Mas não. Puro engano
O Benfica gosta de proporcionar uma experiência diferente nos seus jogos. Se há duas equipas em campo...as duas têm de jogar e atacar...O povinho pagante, e sofredor, vai lá para isso. Para estar sentadinho nos seus lugares, rodeados da prole com fones nos ouvidos, ou aproveitando para jogar nos tablets ou telemóveis, só delirando no inicio e no intervalo dos jogos, quando o DJ de serviço entra em ação...
Porra, como é diferente o futebol hoje em dia...O futebol, e muitos dos que vão ao futebol e assistem ao mesmo, parecendo estar numa Ópera ou em outro qualquer Sarau, onde o silêncio impera.
Portanto, não estranhou que nem passados 5 minutos, já o Trubin estava a mostrar que nem só de golos com a cabeça à equipa de ordinários mentirosos, ele vive.
Efetuou, três boas defesas de rajada, que permitiram manter a vantagem ... que durou até perto dos 26 minutos, quando num pontapé longo do guarda redes adversário, o Dahl me fez recordar do Martin Pringle, o, simpático, Sueco com menos classe e atributos futebolísticos que passou pelo Benfica, e quiçá por Portugal !!
Claro que o coitado do Suéquito, não teve culpa sozinho. Ele teve foi uma péssima abordagem ao lance, falhando em todos os critérios do que deve ser feito numa situação daquelas...Talvez numa atitude solidária, ao retardador temporal, claro está, para com o seu capitão, que também já teve paragens cerebrais análogas...ou burrice competitiva semelhante.
Lembrar, que todos os jogadores do Benfica viraram as costas à bola, deixando o guarda redes à vontade para a colocar rapidamente.
Convém recordar que uma grande área, tem, mais metro menos metro, sensivelmente 15m por 40m...portanto é muito espaço onde o keeper pode estar. O jogador adversário, fora da área pode tentar impedir, legalmente, que a bola seja colocada em jogo rapidamente se tal for tentado no limite da mesma.
Valeu que ainda antes do intervalo, passados sensivelmente três minutos do golo dos Cónegos, depois de uma jogada de insistência, e algumas carambolas, o Rios desfez a igualdade.
Diga-se, que na verdade a nossa vantagem até poderia ser superior. Houve uma bola ao poste, e nem sequer faltou, o habitual lance de grande penalidade não assinalado pelos metralhas alternadeiros de serviço...desta vez um empurrão, ao Otamendi, visível até pelo Stevie Wonder !!!
Adiante...Siga pra bingo.
Bem, o Moreirense acabou por aqui. Muita correria, muita vontade e pressão, um futebol muito rendilhado e de cariz romântico...mas pólvora seca em demasia. Agradável à vista. Nota-se ser uma equipa bem trabalhada, mas neste jogo foi poucochinho.
Mourinho, depois da quase borrada tática do 4x3x3, com a nulidade Rafa encostado à esquerda e o individualista anárquico Lukébaquio na direita, retificou na segunda parte, primeiro invertendo o triangulo no meio campo, e depois, com as substituições, que permitiu à equipa jogar no sistema em que está mais rodada, o 4x2x3x1...e foi um descanso até ao fim, apesar da posse de bola algo repartida. Mas o Benfica sempre mais perigoso.
Após uma recuperação de bola por Dedic, este passou a Rios que a endossou ao Croata para este fazer o 3-1...Para dois minutos depois, num passe vertical de Manu para Prestianni, este fazer gato sapato do adversário, esperar pela chegada de Dedic, e o lateral direito oferecer o bis a Ivanovic... E finalmente os fones saltaram das orelhas, os aparelhómetros dos jogos de entretenimento voltaram a ser desligados, e o povo pulou, gritou e dançou...É disto que o meu povo gosta...ripa na rapaqueca...que para a semana há mais.
Nesta altura, Rafa e Pavlidis, precisam de banco. A má preparação de um e o cansaço e desilusão por não ir ao Mundial de outro, reflete-se negativamente nas exibições da Equipa. Shjelderup, e não só, devem olhar para o profissionalismo de Ivanovic, e tirar as suas ilações, do porquê o Croata jogar sempre, mesmo o pouco tempo que lhe dão, como se fosse o ultimo jogo da época ou o ultimo para provar que quer estar nos convocados da sua Seleção. Joga sempre da mesma maneira, seja titular ou não. Tem a minha admiração.
É um bom árbitro, para apitar os jogos Solteiros - Casados, pela altura das Festas da minha Aldeia...Antes da meia hora, já teria levado com um garrafão de cinco litros na cornadura. Daqueles forrados a vime, para amortecer o impacto e voltar a ser usado. Vazio claro, porque o liquido, é precioso demais para ser gasto com tal criatura, que voltou a demonstrar a falta de isenção em lances muito fáceis de analisar. Ele, e o famoso Manel dos Camarotes das Antas, que foi o seu cumplice a partir do VAR.
Foi, no geral, um jogo entretido.
OBS 1: No final desta jornada, ficámos dependentes só de nós, o que não me deixa nada descansado, para alcançar uma melhor classificação, do que aquela que nos estava destinada desde o inicio deste Campeonato mentiroso e falso...Com vencedor pré anunciado, mesmo antes do inicio.
Não festejo segundos lugares, mas não deixa de ser curioso, que o Benfica, o Clube que na opinião dos opinadores encartados, é o menos capaz dos chamados grandes, e que na douta sapiência dos comentaristas é o que pior futebol pratica, mas que apesar de ter sido até agora o mais prejudicado dos três, direta e indiretamente, e apesar de algumas culpas próprias, depender só de si mesmo para almejar o tal lugar que não lhe era atribuído por todos, na generalidade...
OBS 2 : Mourinho, sempre foi, mas em Portugal só desde que representa o Benfica, muito criticado por falar em arbitragens, embora tal seja uma das suas imagens de marca.
Os elogios para o Italiano e o Transmontano, treinadores do rivais, sempre foram mais do que muitos, por não falarem desse tema...Mas o karma é lixado. O do Norte já mostrou mais do que uma vez o mau perder, ou não ganhar, que tem. O sapista de Mirandela, afinal agora já vê os lances todos, já vai de encontro ao árbitro no intervalo para o questionar, e deixa a canjinha arrefecer para ver os lances duvidosos...Pois...o karma é mesmo lixado. Palhaços. Ou, pobres palhaços.
OBS 3 : Lukébakio. Não foi um gosto, muito menos um prazer. Dá cordas aos sapatos e desaparece daqui...O Benfica é grande demais para ti.
Havia planeado escrever, qualquer coisinha sobre o "Mega Processo" Saco Azul e o não castigo aos cretinos mentirosos do Real Madrid...Mas o texto já vai longo, seria misturar alhos com bogalhos, e lá teria eu de chamar bandalhos a toda a escumalha, incluindo Luisão, Infantino e a corja prostituta de jornaleiros e comentadeiros painelistas, que condena rapidamente sem qualquer conhecimento de causa, e que agora não teve coluna vertebral para reconhecer tal, ou ter a dignidade de um pedido de desculpas.
SERVE PARA OS DOIS CASOS.
"Prontos", tá feito. Quem não gostou tem uma boa solução, embora aconselhe a passar por cá mais vezes para ver se mudo...Apesar de onde este saiu...haver mais na mesma linha.
Quem teve paciência, e o gosto duvidoso de ler tudo o que escrevinhei...as minhas desculpas...Mas não dou mais do que isto !!
VIVA O BENFICA
SEMPRE PELO BENFICA
sábado, 25 de abril de 2026
Benfica vs Moreirense - Liga Betclic - 31ª Jornada.
Iancu Vasilica, árbitro da AF Vila Real, foi nomeado pelo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol para apitar o Benfica-Moreirense da 31.ª jornada da Liga Betclic. O jogo disputa-se no Estádio da Luz às 18h00 de sábado, 25 de abril.
O juiz do encontro vai ter João Bessa Silva e Inácio Pereira como assistentes e Gonçalo Neves no papel de quarto árbitro.
O videoárbitro (VAR) será Manuel Oliveira, e o assistente (AVAR) David Soares.
Constituição das equipas:
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BENFICA: Trubin, Bah, António Silva, Otamendi, Dahl; Aursnes, Ríos; Lukebakio, Barreiro, Rafa e Pavlidis.
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SUPLENTES BENFICA: Samuel Soares, Enzo Barrenechea, Bruma, Ivanovic, Sudakov, Manu Silva, Dedic, Schjelderup e Prestianni.
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MOREIRENSE: André Ferreira, Fabiano Souza, Maracás, Gilberto Batista, Diogo Travassos; Stjepanovic, Afonso Assis; Kiko Bondoso, Alan, Rodrigo; Landerson.
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SUPLENTES MOREIRENSE: Caio Secco, Kevyn, Teguia, Luís Hemir, Nile John, Kiko Domingues, Leandro Santos e Yan Lincoln.
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terça-feira, 21 de abril de 2026
Um dérbi é sempre um dérbi
O dérbi entre Sporting e Benfica foi exatamente aquilo que estes jogos devem ser: intensidade, domínio alternado, momentos de aperto, decisões nos detalhes e muitos nervos.
O Mourinho, a quem já critiquei bastante, preparou bem o jogo. O Benfica entrou com uma ideia clara: travar a construção do Sporting e tirar-lhe conforto logo na origem. A aposta em Ivanovic foi exatamente isso, muita agressividade na pressão, e, junto com Barreiro, conseguiu condicionar bastante a saída de bola deles.
Mas o início foi atribulado, com o Sporting em 15 minutos a ter 3 oportunidades de golo. Nós tivemos o Trubin. Primeiro a complicar o que parecia simples com uma defesa estranhíssima e minutos depois a defender o penálti de Suárez. Em poucos instantes passou de susto a herói. Pelo meio ainda houve um remate muito perigoso do Catamo.
O Benfica aproveitou o embalo e chegou ao golo por Schjelderup, que foi dos mais perigosos durante todo o jogo. Sempre activo, sempre a aparecer entre linhas e com critério no momento da decisão..
Bem acompanhado por Prestianni que foi outro dos destaques. Não fez números, mas fez jogo, pediu bola, acelerou transições e foi uma dor de cabeça para os adversários. Daqueles jogos em que não aparece na estatística, mas aparece na memória de quem viu.Na segunda parte, o Sporting voltou com vontade: O Rui Borges arriscou, nós com onze metidos na área e eu a pensar lá vamos nós outra vez! E deu empate, claro, com Morita a aparecer sozinho onde ninguém devia estar sozinho. O jogo voltou a abrir e a ficar perigoso para os dois lados. Várias oportunidades com as duas equipas a fazer pela vida.
Mas depois vieram as substituições no Benfica - finalmente!. Entraram Rafa, Lukebakio e Pavlidis, e de repente parecia que alguém tinha carregado no botão de turbo. O Sporting ainda marcou, ou pensou que marcou, mas o fora de jogo apareceu mesmo a tempo de travar a festa.
E quando já estávamos todos resignados ao empate, eis que surge aquele momento à Benfica. Jogada rápida, sempre ao primeiro toque, bola a circular, defesa deles a olhar e o Rafa, apesar de pressionado, a conseguir marcar.
Drama, caos, alegria, tudo ao mesmo tempo.
Uma palavra para o inevitável Aursnes. Um jogo monstruoso, mais um, apesar do penálti. Não há grandes floreados: está sempre bem posicionado, sempre a dar linhas de passe e sempre a resolver problemas antes deles se tornarem visíveis. Um daqueles jogadores que fazem o sistema funcionar sem precisar de protagonismo. E para o Otamendi, que esteve em modo “General”.
Ganhámos. Em Alvalade. Num dérbi. Tudo certo.
Só que não.
É que isto sabe sempre bem, claro que sabe, ganhar ao rival nunca cansa, mas depois olhamos para a tabela e percebemos que andamos aqui a festejar enquanto fazemos contas que não dependem de nós. O segundo lugar? Talvez. Provavelmente. Quem sabe.
Um dérbi é sempre um dérbi, ganhar é obrigatório mas este sorriso vem com aquele travo amargo de “se calhar já não chega”.
domingo, 19 de abril de 2026
Sporting vs Benfica - Liga Betclic - 30ª Jornada.
João Pinheiro foi o árbitro escolhido para o dérbi entre Sporting e Benfica da 30.ª jornada, no próximo domingo às 18h, em Alvalade. O árbitro da AF Braga vai ser auxiliado por Bruno Jesus e Luciano Maia, enquanto Rui Costa vai estar no VAR, na Cidade do Futebol.
Constituição das equipas:
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SPORTING: Rui Silva; Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Diomande e Maxi Araújo; Morita e Hjulmand; Geny Catamo, Trincão e Pedro Gonçalves; Luis Suárez.
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Suplentes do Sporting: João Virgínia, Debast, Geovany Quenda, Vagiannidis, Kochorashvili, Daniel Bragança, Salvador Blopa, Rafael Nel e Ricardo Mangas.
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BENFICA: Trubin; Dedic, Otamendi, Tomás Araújo e Samuel Dahl; Richard Ríos, Aursnes e Leandro Barreiro; Prestianni, Ivanovic e Schjelderup.
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Suplentes do Benfica: Samuel Soares, António Silva, Barrenechea, Bah, Sudakov, Lukebakio, Pavlidis, Sidny Cabral e Rafa Silva.
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Carrega Benfica
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sexta-feira, 17 de abril de 2026
PINHEIRINHO...PINHEIRINHO
domingo, 12 de abril de 2026
Benfica vs Nacional - Liga Betclic - 25ª Jornada.
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quinta-feira, 9 de abril de 2026
No papel ganhámos tudo, não foi?
"Esta (época) foi preparada para ganhar o campeonato nacional e ter uma boa prestação na Liga dos Campeões, mas não está a ser o que queríamos. É responsabilidade de todos nós. Por respeito à camisola que é sagrada e por respeito aos adeptos, não abandonamos a época até estar terminada".
Este discurso de Rui Costa não é apenas desfasado da realidade, é o retrato de uma liderança perdida, desnorteada e, pior ainda, sem noção da gravidade do que fez ao Benfica. Falar em “responsabilidade de todos” quando ninguém dentro da estrutura dá a cara com consequências reais é, no mínimo, um insulto à inteligência dos adeptos.
O que se viu esta época não é azar, é incompetência pura e simples. Falhas de planeamento grotescas, escolhas de treinador sem critério, reforços inúteis e uma gestão interna inexistente, criaram um cenário caótico que destruiu qualquer possibilidade de sucesso. Temos uma equipa sem identidade, sem intensidade, e incapaz de reagir às adversidades. E enquanto isso acontece, Rui Costa continua a enunciar chavões vazios como se palavras pudessem compensar a mediocridade absoluta. O “respeito pela camisola” proclamado pelo nosso Presidente não passa de demagogia barata. O verdadeiro respeito seria admitir que esta direção está sem rumo e a navegar à vista, hipotecou várias temporadas e expôs o clube ao ridículo.
A próxima época não pode repetir este desastre, decisões difíceis têm de ser tomadas. É um caminho de pedras, mas inevitável se quisermos recuperar o nosso Benfica.
Com isso em vista, deixo-vos algumas questões abertas a debate, já que somos parte interessada. Pedia-vos apenas que sustentassem as vossas opiniões.
- Treinador: Mantemos o Mourinho com todas as implicações que isso traz ou avançamos para a contratação de um novo treinador (mais um...)? Quem?
- Jogadores: Quem deve ser dispensado? A quem se deve dar uma nova oportunidade?
- Formação: Que jovens da formação devem ser promovidos à equipa principal, aproveitando que a época está perdida para apostar no futuro? Ou não devem?
- Reforços: Que posições críticas precisam de reforços evitando apostas arriscadas ou improvisos de mercado? Nomes?
- Estratégia desportiva: Apostamos num novo all-in? Ou reconstruimos, o que demora tempo? Estaremos dispostos a perder no médio prazo para que uma reconstrução sólida seja feita?
- Liderança do clube: Se a próxima época também for um desastre, devemos forçar eleições ou vamos continuar a aceitar mediocridade e um clube refém de interesses obscuros?
terça-feira, 7 de abril de 2026
Assim Não Vamos Lá
O empate frente ao Casa Pia não foi apenas mais um tropeço numa época irregular do Benfica — foi a confirmação clara de um ciclo falhado. Num momento em que qualquer deslize seria fatal, a equipa apresentou-se apática, previsível e, sobretudo, incapaz de assumir a responsabilidade que o contexto exigia. O jogo de ontem expôs, sem filtros, as fragilidades de um conjunto emocionalmente desligado das exigências de lutar por títulos.
A exibição revelou problemas que se arrastam há demasiado tempo. A circulação de bola foi lenta e previsível, incapaz de desmontar uma organização defensiva disciplinada. No último terço, o Benfica mostrou-se estéril, dependente de iniciativas individuais e sem mecanismos colectivos consistentes. Ainda mais alarmante foi a falta de intensidade sem bola, um sinal claro de uma equipa perdida, sem agressividade nem compromisso competitivo. E isso leva-me inevitavelmente ao treinador.
O talento do Mourinho para apontar erros alheios é inegável, mas, por mais certeiras que sejam as suas observações, correm o risco de se tornar mais em espectáculo do que instrumento de mudança. As palavras impactam, provocam e entretêm, mas não organizam, não defendem, não marcam golos. Em suma não conseguem dar em campo aquilo que falta: eficácia, consistência e liderança.
Este empate não só afasta de vez qualquer hipótese, ainda que remota, de lutar pelo título, como nos deixa completamente dependentes de terceiros para garantir o segundo lugar e, por conseguinte, o acesso à Liga dos Campeões, com todas as implicações financeiras e desportivas bem conhecidas.
Mas reduzir o problema ao que se passou ontem seria simplista. O Benfica não falha por falta de recursos, falha apesar deles. Com uma das melhores estruturas do país, estabilidade financeira e planteis com talento, o clube continua incapaz de construir uma base competitiva sólida e duradoura. A gestão desportiva continua marcada por decisões erráticas: vendas prematuras, contratações pouco coerentes com as necessidades da equipa e mudanças constantes de rumo que impedem qualquer consolidação.
A formação, um dos maiores trunfos do clube, é um exemplo gritante dessa incoerência. O Benfica produz talento reconhecido a nível internacional, mas raramente o integra de forma consistente na equipa principal. A pressão financeira e a lógica de mercado sobrepõem-se à lógica desportiva, e o resultado é um círculo vicioso, forma-se bem, vende-se cedo, e recomeça-se constantemente. Assim, não é possível criar uma espinha dorsal competitiva capaz de garantir ambições reais, tanto a nível interno como europeu.
Perante este cenário, é redutor — e até conveniente — apontar factores externos como arbitragem ou contexto competitivo. A realidade é muito mais incómoda: os principais problemas estão dentro do clube. O planeamento falha, a execução é inconsistente e os erros repetem-se sem sinais claros de aprendizagem. Há uma cultura de gestão que parece mais focada em equilibrar contas e reagir ao imediato, em vez de construir um projecto desportivo robusto.
Dentro de campo, isso traduz-se em equipas sem identidade clara que alternam entre momentos de domínio ilusório e quebras abruptas, evidenciando falta de coesão táctica e emocional. Falta um modelo de jogo consolidado, falta capacidade de adaptação e, acima de tudo, falta exigência continuada.
O mais perturbador é que este já não é um problema conjuntural. É estrutural. E enquanto não houver uma mudança radical na forma como o clube se pensa a si próprio, o Benfica continuará preso neste ciclo de promessa e desilusão.
O Benfica tem tudo para liderar de forma inequívoca: talento, infra-estruturas, capacidade financeira e uma massa adepta fiel. Mas isso, por si só, não ganha títulos. É preciso estratégia e coragem para tomar decisões que priorizem o sucesso desportivo a médio e longo prazo.
Sem essa mudança, o futuro será apenas uma repetição do presente. Não se trata apenas de jogadores ou do treinador, mas de uma cultura competitiva que parece acomodada à mediocridade. A dimensão do Benfica não pode aceitar exibições como a de ontem como algo circunstancial, já não o são. São, infelizmente, sintomáticas.
Se não houver uma reflexão séria e estruturada, o risco não é apenas perder um campeonato ou um acesso europeu, é consolidar um ciclo de declínio que contrasta de forma flagrante com os recursos e a história do clube.
Perante isto, a questão deixa de ser retórica: estará o Benfica realmente interessado em construir um futuro sólido, baseado numa mudança de paradigma, ou se limita, ano após ano, a gerir um presente para não perder?
Não sei quanto a vocês, mas a resposta, para mim, é óbvia e muito preocupante.
E, ainda assim, para se reerguer, o Benfica só precisa de se assumir a si próprio.
segunda-feira, 6 de abril de 2026
Casa Pia vs Benfica - Liga Betclic - 22 ª Jorna
Árbitros assistentes:- José Mira, Alexandre Ferreira
4º árbitro:- Diogo Rosa
VAR/AVAR:- Cláudia Ribeiro, Diogo Pereira
Delegados:- João Damásio, Carlos Carmo
Observador:- Humberto Gonçalves
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CASA PIA:Sequeira, André Geraldes, Sousa e João Goulart; Larrazabal, Iyad Mohamed, Rafael Barbosa e Rosas; Livolant, Cassiano e Tiago Morais.
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SUPLENTES DO CASA PIA: Ivan Mandic, Abdu Conté, Kelian Saka, João Marques, Oluwakorede Osundina, Kevin Machado, Kaique Lima, Abdu Dafé e Cláudio Mendes.
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BENFICA: Trubin; Bah, Otamendi, António Silva e Dahl; Barrenechea e Richard Ríos; Lukebakio, Rafa e Schjelderup; Pavlidis.
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SUPLENTES DO BENFICA: Samuel Soares, Banjaqui, Gonçalo Oliveira, Sidny Cabral, Manu Silva, Prestianni, Sudakov, Ivanovic e Anísio Cabral.
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quinta-feira, 2 de abril de 2026
Entre Gravatas e Soundbytes: O Jogo Que Nos Roubaram
Ser adepto de futebol em Portugal é assistir, impotente, à morte do que faz o futebol mágico: o jogo em si. O que devia ser paixão e emoção no relvado foi sendo sequestrado por um espectáculo degradante fora dele. De entre todos os prismas que se podem examinar, e são muitos, o comentário televisivo, é apenas mais um insulto escancarado ao futebol, uma prova do ridículo a que chegámos. Já não é só cansativo, é frustrante, rouba-me a alegria que antes sentia.
Faminto por soundbytes, infiltra-se por cada frincha, agride-nos diariamente, condensado em estúdios onde supostos especialistas analisam cada detalhe como se fossem previsões retroactivas. Como consequência, antes ou depois do jogo, entre jogos, a todas as horas, assistimos a uma ópera bufa representada em salas forradas a leds e indignação reciclada encenada por antigos protagonistas ou estudiosos da bola, com gravatas mais tácticas do que qualquer 4-3-3, prontos a dissecar o que nunca existiu e a provar o que ninguém viu.Neste histriónico conclave, ficamos a saber que o médio-centro foi na verdade um avançado interior disfarçado de lateral emocional, o extremo era afinal um falso ala existencialista, o trinco tinha vocação para poeta maldito incompreendido e o treinador ousou reinventar a roda quadrada com um losango trapezoidal de inspiração vagamente nórdica. Fala-se de linhas subidas e blocos baixos como se fossem signos cósmicos, tudo muito científico, com gráficos que piscam como constelações nervosas e setas a perseguirem jogadores congelados ou saltitantes numa dimensão onde a física se curva às opiniões. Uns falam em intensidade suficiente. Outros em disputa normal. E há sempre a “dinâmica do lance”, expressão que serve para tudo e para nada, mas dita com a gravidade de quem acredita ter acesso a uma verdade superior do jogo.
E pelo meio, as beatas do futebol, cada uma com uma obsessão diferente, e todas absolutamente convencidas de que essas obsessões são a chave última para explicar o jogo.
Um não fala de outra coisa senão de redes sociais: cada tweet do avançado, cada story do médio, cada publicação, é escrutinada como se fosse um relatório táctico confidencial. “Reparem na hashtag que o defesa postou esta manhã, indica claramente que ele vai falhar o próximo passe!” declara com ar de revelação divina.
Outro vive para as entrevistas e declarações públicas: interpreta cada palavra como se fosse um oráculo. “O guarda-redes disse ‘estamos focados’, mas a pausa antes do verbo revela ansiedade… isto vai alterar a eficácia do próximo remate”, garante.
Um terceiro mergulha nos bastidores contratuais: cláusulas, renovações, negociações, cada papel assinado é apresentado como determinante. “Se o defesa-central assinou a cláusula X, inevitavelmente a equipa adversária sofrerá um golo aos 73 minutos”, afirma com convicção inabalável.
E o quarto, porque nestes painéis há sempre mais um, analisa todos os detalhes triviais com solenidade inexorável: a roupa do treinador, o sabor do café, a playlist pré-jogo, a posição das garrafas de água, o ângulo da sombra das bandeiras, o padrão das meias, a temperatura da bola, o número exacto de migalhas na bancada, a marca das chuteiras do jogador que não foi convocado, a intensidade da luz no estádio, a sequência de aplausos do público, o desenho das redes, até a inclinação da relva no centro do campo. ““Se o café estiver demasiado amargo, o avançado vai falhar o penálti! Se a luz mudar de tonalidade em 0,2%, o passe do médio será desviado!” E se a relva estiver ligeiramente inclinada para a esquerda, o guarda-redes vai mergulhar para o lado errado!” sentencia.
E depois há o comentador isento, figura que se apresenta como farol de equilíbrio, mas que tantas vezes apenas disfarça, sob linguagem polida, os mesmos enviesamentos e insinuações que alimentam o ruído. Fala com cautela, invoca a objectividade, mas raramente escapa ao que diz evitar. “Não quero levantar polémicas, mas…”, começa, antes de levantar todas. “É apenas uma leitura técnica…”, acrescenta, enquanto desliza suavemente para o território da opinião mascarada de evidência.
Ainda assim, importa reconhecê-lo, nem todo o comentário é vazio. Existe análise séria, gente que estuda o jogo com rigor e que realmente contribui para o compreendermos melhor. O problema é que essa voz raramente consegue competir, em visibilidade e influência, com o registo circense que domina o espaço mediático.
É um atoleiro, jornada após jornada, entre indignação programada e análise microscópica do irrelevante nesta trágico-comédia em que se transformou o futebol português. Cada passe, cada remate, cada golo soa agora como uma nota desafinada numa partitura que não lhes pertence, orquestrada nos bastidores, arrancando do futebol tudo o que era bonito e simples.
No fim, a sensação é esmagadora e dolorosamente triste, o jogo, a sua espontaneidade, a sua beleza, foi engolido pelos delírios dos que pensam dominar aquilo que, por natureza, só a bola decide.
domingo, 29 de março de 2026
O CH(IQU)EIRO DOS HOOLIGANS
quinta-feira, 26 de março de 2026
A Rábula do Critério: Um Desastre Anunciado
A arbitragem no futebol actual é, talvez, a mais rocambolesca experiência sociológica já testada em espaço aberto.
Antigamente, o conceito era simples: um árbitro, dois assistentes, vinte e dois jogadores e uma multidão de adeptos firmemente convencidos de que o árbitro estava sempre errado. Era um sistema imperfeito, claro. As decisões eram tomadas em instantes, guiadas por dois olhos humanos, um apito e uma convicção que muitas vezes era mais fé do que certeza. Erros? Muitos. Mas era um processo quase artesanal e que, pelo menos, tinha a decência de acontecer depressa.
Felizmente, tudo isso ficou no passado.Ou assim nos disseram.Agora temos a tecnologia. E com ela um sistema altamente sofisticado composto por árbitros em campo, árbitros assistentes, quarto árbitro, operadores de vídeo, técnicos, monitores, software, linhas digitais, câmaras de alta definição, ultra slow motion. Tudo alinhado para garantir que nada escape: se um árbitro não viu, há câmaras. Se as câmaras não bastarem, haverá repetições. Se as repetições não forem suficientes, haverá ângulos. Se os ângulos falharem, haverá zoom. E, de facto, nada escapa, excepto, com uma frequência quase comovente, o essencial.
A grande estrela desta revolução chama-se VAR - Video Assistant Referee - embora por vezes pareça mais um acrónimo de “Vagamente Aparenta Rever”.
E é fascinante. Porque o VAR vê. Claramente vê. Revê. Amplia. Roda a imagem. Congela o frame. Talvez até faça zoom na alma da jogada. Mas depois acontece algo de extraordinário no processo: ver não implica necessariamente ter visto.
É uma espécie de Teoria das Cordas aplicada ao futebol. Uma verdadeira Twilight Zone onde tudo e nada acontece ao mesmo tempo: falta e não falta, toque e não toque, penálti e não penálti, vermelho e “siga o jogo”. Um ecossistema perigosamente pendurado na interpretação. E o VAR, como um cientista prudente, prefere não colapsar a realidade.
A promessa era simples: ver melhor para decidir melhor. O resultado foi outro: ver mais para duvidar mais. O futebol, que vivia de impulsos, passou a viver de pausas. E nessas pausas nasceu uma nova linguagem, uma espécie de novilíngua arbitral feita de expressões como “erro claro e óbvio”, “intensidade do contacto”, “posição natural do corpo”. Termos que soam científicos, mas funcionam mais como arte abstrata: cada um vê o que quer.
É o início da rábula, com o futebol moderno a presentear-nos com a sua criação mais inspirada: o critério.
O critério é uma coisa peculiar. Todos o invocam: analistas, comentadores, árbitros, dirigentes. Dizem que é a bússola moral do jogo, a lei invisível que garante coerência. Na prática, o critério comporta-se mais como o clima.
Muda de estádio para estádio.
De jogo para jogo.
Às vezes até de minuto para minuto.
E, em dias particularmente inspirados, de lance para lance.
Num sábado à tarde, num determinado estádio, um defesa encosta ligeiramente no avançado dentro da área. Um toque leve, quase educado. O avançado cai. O árbitro aponta imediatamente para a marca dos onze metros com a segurança de quem acaba de confirmar uma lei da física.
Contacto evidente.
Penálti claríssimo.
- Segundo o critério.
No dia seguinte, noutro estádio, ocorre uma jogada em tudo semelhante. Talvez até mais evidente. O defesa puxa a camisola. Há contacto. O avançado cai. O estádio levanta-se. Os jogadores protestam. O árbitro faz o gesto solene da mão no ouvido.
E então começa o ritual.
A jogada passa no ecrã.
Uma vez.
Depois outra.
Depois em câmara lenta.
Depois em ultra slow motion.
Depois com zoom.
Depois de outro ângulo.
Talvez mais uma repetição, só para garantir.
Trinta segundos.
Um minuto.
Dois.
Três minutos.
And counting…
Finalmente chega a decisão: “Não há intensidade suficiente"
E é aqui que entra em cena a figura mais consistente do futebol moderno.
O erro.
Não corre. Não protesta. Limita-se a atravessar o relvado com a tranquilidade de quem já fez carreira na área. Ninguém o vê, o que, de certa forma, é coerente. Pára ao lado do árbitro e apresenta-se: “Olá, eu sou um erro”. Fica ali um instante, à espera de ser expulso, corrigido ou pelo menos reconhecido. Nada. O árbitro mantém-se imóvel, dedo no ouvido, concentrado em tudo menos naquilo que acabou de ouvir. O erro suspira. Não de frustração, mas de rotina. Já percebeu que neste sistema não é uma falha, é parte do processo.
E assim, no futebol português já não basta perguntar “houve falta?”. Seria demasiado simples. Agora o que importa é gerir o erro, acomodá-lo, rodeá-lo de subtilezas:
Foi contacto suficiente?Foi contacto relevante?
Foi contacto negligente?
Foi contacto imprudente?
Foi emocionalmente adequado ao contexto da jogada?
Nasce então um outro conceito espantoso da arbitragem contemporânea: o erro claro e óbvio.
Um erro claro e óbvio não é simplesmente um erro que todos vêem. Não. Isso seria demasiado fácil. Um erro claro e óbvio é um erro que, depois de visto, revisto, ampliado e discutido… continua misteriosamente a não ser claro o suficiente para ser considerado óbvio.
Não sabemos qual era exactamente o critério vigente naquele jogo específico daquele fim de semana particular, mas, calma, não é incoerência. É o tal critério interpretativo contextual, uma expressão chique que basicamente significa que tudo depende… de muita coisa. Não sabemos objectivamente de quê, mas sabemos que foi analisado com uma profundidade que surpreendeu até o próprio lance.
Mas o VAR mantém a serenidade zen de um monge budista.Ele viu.
Talvez tenha visto.
Ou pode ter visto algo diferente do que vimos.
Ou então viu exactamente o que vimos…e decidiu que ver aquilo não conta como ver aquilo.
No fim, tudo permanece estranhamente familiar:
os adeptos continuam furiosos,
os treinadores continuam indignados,
os comentadores continuam a fazer o que os comentadores fazem.
Porque o VAR português é essa entidade extraordinária, simultaneamente omnipresente e míope, cirúrgica e contemplativa, tecnológica e profundamente espiritual. E é na pedagogia que se revela em todo o seu esplendor. Sempre que decide, explica-se que o protocolo foi cumprido. Se interveio, é porque tinha de intervir. Se não interveio, é porque não podia intervir. Logo o VAR nunca erra, limita-se a aplicar uma filosofia operacional...
…mas onde, de vez em quando, que é como quem diz, todas as semanas, acontece uma anomalia quântica: ninguém viu.
E assim seguimos, felizes e tecnologicamente avançados, num desporto onde há 40 câmaras, três árbitros, um VAR, um AVAR, linhas digitais e inteligência artificial…
…até que, num jogo qualquer, um lance decide um campeonato.
Não pelo que aconteceu, mas pelo que foi convenientemente ignorado.
E se há imagem mais fiel do nosso campeonato, talvez seja essa: o detalhe que decide, a falta que não chega a ser, o critério que oscila como uma biruta em dia de vento.
Prometeram-nos um futebol higienizado, cirúrgico, imune ao erro humano. A tecnologia viria como redenção, como bálsamo para décadas de suspeitas. Mas o que se descobriu é que a câmara não elimina a interpretação, apenas a amplifica.
Há lances que, revistos dez vezes, continuam a depender do ângulo. Há
contactos que, ampliados até à exaustão, parecem ora agressão, ora
acidente de percurso. E nesse território pantanoso floresce o eterno
calcanhar de Aquiles do futebol português: não a falta, mas o critério;
não o erro, mas a desigualdade percebida do erro.
O problema
nunca foi apenas a decisão. Foi a sensação. A ideia persistente de que a
balança raramente oscila ao acaso. De que o benefício da dúvida tem
morada conhecida. E assim, cada vitória arrancada na sombra de um lance
duvidoso alimenta não só a tabela classificativa, mas também o arquivo
invisível das desconfianças.
No fim, o resultado fica. A polémica também. Porque enquanto houver margem para interpretar, haverá margem para suspeitar. E nenhuma tecnologia, por mais sofisticada, consegue arbitrar a fé.
E o erro?
O erro está mais confortável do que nunca.
Já não entra de rompante. Não precisa. Agora chega acompanhado, validado, enquadrado por um protocolo que o legitima. Já não é um intruso, foi domesticado, tornou-se parte do sistema.








