O juiz do encontro vai ter André Dias e Fábio Silva como assistentes e Diogo Araújo no papel de quarto árbitro.
O juiz do encontro vai ter André Dias e Fábio Silva como assistentes e Diogo Araújo no papel de quarto árbitro.
BENFICA - MOREIRENSE: UMA VISÃO SIMPLISTA
Acedendo a solicitações de diversas famílias, e de algumas personalidades, desconhecidas, que pretendem manter o anonimato, que teimam em perder o seu precioso tempo a ler o que escrevinho, ou rabisco, vou tentar passar para o "papel", a minha visão do jogo Benfica - Moreirense.
Convém esclarecer, para minha auto defesa, que não sou jornalista ou comentadeiro de alterne, daqueles que infestam as estações televisivas, nos ditos programas da especialidade do pontapé na redondinha. Portanto, não tenho jeito, muito menos trejeitos, e nem sequer obrigação, de me mostrar isento quando o assunto é Benfica...Contrariamente àqueles que exibem, orgulhosamente, uma qualquer carteira jornalística, que os obrigaria à dita isenção e os vinculam à verdade, e não à especulação...mas essa corja jornaleira não tem vergonha na puta do focinho !
Agora, e finalmente, vamos ao jogo.
Vou tentar ser o mais sintético possível. Desde já, dizer que foi um jogo com vários lances para os "apanhados". Começámos bem. O Tó Silva, cumprindo as diretrizes do seu vampiro, vulgo Empresário, resolveu completar o CD com a compilação dos seus melhores momentos de futebolista, para ver se encontra comprador. Vai daí, pegou na bola, parecendo um jogador cheio de classe, galgou terreno, tipo vamos lá que se faz tarde, e só parou quando a endossou, já dentro da área adversária, a Barreiro, para este fazer o primeiro golo. O "Tó das babes" deve ter valorizado uns milhõezitos...! Parecia que iria ser uma jogatana descansada...finalmente !
Mas não. Puro engano
O Benfica gosta de proporcionar uma experiência diferente nos seus jogos. Se há duas equipas em campo...as duas têm de jogar e atacar...O povinho pagante, e sofredor, vai lá para isso. Para estar sentadinho nos seus lugares, rodeados da prole com fones nos ouvidos, ou aproveitando para jogar nos tablets ou telemóveis, só delirando no inicio e no intervalo dos jogos, quando o DJ de serviço entra em ação...
Porra, como é diferente o futebol hoje em dia...O futebol, e muitos dos que vão ao futebol e assistem ao mesmo, parecendo estar numa Ópera ou em outro qualquer Sarau, onde o silêncio impera.
Portanto, não estranhou que nem passados 5 minutos, já o Trubin estava a mostrar que nem só de golos com a cabeça à equipa de ordinários mentirosos, ele vive.
Efetuou, três boas defesas de rajada, que permitiram manter a vantagem ... que durou até perto dos 26 minutos, quando num pontapé longo do guarda redes adversário, o Dahl me fez recordar do Martin Pringle, o, simpático, Sueco com menos classe e atributos futebolísticos que passou pelo Benfica, e quiçá por Portugal !!
Claro que o coitado do Suéquito, não teve culpa sozinho. Ele teve foi uma péssima abordagem ao lance, falhando em todos os critérios do que deve ser feito numa situação daquelas...Talvez numa atitude solidária, ao retardador temporal, claro está, para com o seu capitão, que também já teve paragens cerebrais análogas...ou burrice competitiva semelhante.
Lembrar, que todos os jogadores do Benfica viraram as costas à bola, deixando o guarda redes à vontade para a colocar rapidamente.
Convém recordar que uma grande área, tem, mais metro menos metro, sensivelmente 15m por 40m...portanto é muito espaço onde o keeper pode estar. O jogador adversário, fora da área pode tentar impedir, legalmente, que a bola seja colocada em jogo rapidamente se tal for tentado no limite da mesma.
Valeu que ainda antes do intervalo, passados sensivelmente três minutos do golo dos Cónegos, depois de uma jogada de insistência, e algumas carambolas, o Rios desfez a igualdade.
Diga-se, que na verdade a nossa vantagem até poderia ser superior. Houve uma bola ao poste, e nem sequer faltou, o habitual lance de grande penalidade não assinalado pelos metralhas alternadeiros de serviço...desta vez um empurrão, ao Otamendi, visível até pelo Stevie Wonder !!!
Adiante...Siga pra bingo.
Bem, o Moreirense acabou por aqui. Muita correria, muita vontade e pressão, um futebol muito rendilhado e de cariz romântico...mas pólvora seca em demasia. Agradável à vista. Nota-se ser uma equipa bem trabalhada, mas neste jogo foi poucochinho.
Mourinho, depois da quase borrada tática do 4x3x3, com a nulidade Rafa encostado à esquerda e o individualista anárquico Lukébaquio na direita, retificou na segunda parte, primeiro invertendo o triangulo no meio campo, e depois, com as substituições, que permitiu à equipa jogar no sistema em que está mais rodada, o 4x2x3x1...e foi um descanso até ao fim, apesar da posse de bola algo repartida. Mas o Benfica sempre mais perigoso.
Após uma recuperação de bola por Dedic, este passou a Rios que a endossou ao Croata para este fazer o 3-1...Para dois minutos depois, num passe vertical de Manu para Prestianni, este fazer gato sapato do adversário, esperar pela chegada de Dedic, e o lateral direito oferecer o bis a Ivanovic... E finalmente os fones saltaram das orelhas, os aparelhómetros dos jogos de entretenimento voltaram a ser desligados, e o povo pulou, gritou e dançou...É disto que o meu povo gosta...ripa na rapaqueca...que para a semana há mais.
Nesta altura, Rafa e Pavlidis, precisam de banco. A má preparação de um e o cansaço e desilusão por não ir ao Mundial de outro, reflete-se negativamente nas exibições da Equipa. Shjelderup, e não só, devem olhar para o profissionalismo de Ivanovic, e tirar as suas ilações, do porquê o Croata jogar sempre, mesmo o pouco tempo que lhe dão, como se fosse o ultimo jogo da época ou o ultimo para provar que quer estar nos convocados da sua Seleção. Joga sempre da mesma maneira, seja titular ou não. Tem a minha admiração.
É um bom árbitro, para apitar os jogos Solteiros - Casados, pela altura das Festas da minha Aldeia...Antes da meia hora, já teria levado com um garrafão de cinco litros na cornadura. Daqueles forrados a vime, para amortecer o impacto e voltar a ser usado. Vazio claro, porque o liquido, é precioso demais para ser gasto com tal criatura, que voltou a demonstrar a falta de isenção em lances muito fáceis de analisar. Ele, e o famoso Manel dos Camarotes das Antas, que foi o seu cumplice a partir do VAR.
Foi, no geral, um jogo entretido.
OBS 1: No final desta jornada, ficámos dependentes só de nós, o que não me deixa nada descansado, para alcançar uma melhor classificação, do que aquela que nos estava destinada desde o inicio deste Campeonato mentiroso e falso...Com vencedor pré anunciado, mesmo antes do inicio.
Não festejo segundos lugares, mas não deixa de ser curioso, que o Benfica, o Clube que na opinião dos opinadores encartados, é o menos capaz dos chamados grandes, e que na douta sapiência dos comentaristas é o que pior futebol pratica, mas que apesar de ter sido até agora o mais prejudicado dos três, direta e indiretamente, e apesar de algumas culpas próprias, depender só de si mesmo para almejar o tal lugar que não lhe era atribuído por todos, na generalidade...
OBS 2 : Mourinho, sempre foi, mas em Portugal só desde que representa o Benfica, muito criticado por falar em arbitragens, embora tal seja uma das suas imagens de marca.
Os elogios para o Italiano e o Transmontano, treinadores do rivais, sempre foram mais do que muitos, por não falarem desse tema...Mas o karma é lixado. O do Norte já mostrou mais do que uma vez o mau perder, ou não ganhar, que tem. O sapista de Mirandela, afinal agora já vê os lances todos, já vai de encontro ao árbitro no intervalo para o questionar, e deixa a canjinha arrefecer para ver os lances duvidosos...Pois...o karma é mesmo lixado. Palhaços. Ou, pobres palhaços.
OBS 3 : Lukébakio. Não foi um gosto, muito menos um prazer. Dá cordas aos sapatos e desaparece daqui...O Benfica é grande demais para ti.
Havia planeado escrever, qualquer coisinha sobre o "Mega Processo" Saco Azul e o não castigo aos cretinos mentirosos do Real Madrid...Mas o texto já vai longo, seria misturar alhos com bogalhos, e lá teria eu de chamar bandalhos a toda a escumalha, incluindo Luisão, Infantino e a corja prostituta de jornaleiros e comentadeiros painelistas, que condena rapidamente sem qualquer conhecimento de causa, e que agora não teve coluna vertebral para reconhecer tal, ou ter a dignidade de um pedido de desculpas.
SERVE PARA OS DOIS CASOS.
"Prontos", tá feito. Quem não gostou tem uma boa solução, embora aconselhe a passar por cá mais vezes para ver se mudo...Apesar de onde este saiu...haver mais na mesma linha.
Quem teve paciência, e o gosto duvidoso de ler tudo o que escrevinhei...as minhas desculpas...Mas não dou mais do que isto !!
VIVA O BENFICA
SEMPRE PELO BENFICA
Iancu Vasilica, árbitro da AF Vila Real, foi nomeado pelo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol para apitar o Benfica-Moreirense da 31.ª jornada da Liga Betclic. O jogo disputa-se no Estádio da Luz às 18h00 de sábado, 25 de abril.
O juiz do encontro vai ter João Bessa Silva e Inácio Pereira como assistentes e Gonçalo Neves no papel de quarto árbitro.
O videoárbitro (VAR) será Manuel Oliveira, e o assistente (AVAR) David Soares.
O dérbi entre Sporting e Benfica foi exatamente aquilo que estes jogos devem ser: intensidade, domínio alternado, momentos de aperto, decisões nos detalhes e muitos nervos.
O Mourinho, a quem já critiquei bastante, preparou bem o jogo. O Benfica entrou com uma ideia clara: travar a construção do Sporting e tirar-lhe conforto logo na origem. A aposta em Ivanovic foi exatamente isso, muita agressividade na pressão, e, junto com Barreiro, conseguiu condicionar bastante a saída de bola deles.
Mas o início foi atribulado, com o Sporting em 15 minutos a ter 3 oportunidades de golo. Nós tivemos o Trubin. Primeiro a complicar o que parecia simples com uma defesa estranhíssima e minutos depois a defender o penálti de Suárez. Em poucos instantes passou de susto a herói. Pelo meio ainda houve um remate muito perigoso do Catamo.
O Benfica aproveitou o embalo e chegou ao golo por Schjelderup, que foi dos mais perigosos durante todo o jogo. Sempre activo, sempre a aparecer entre linhas e com critério no momento da decisão..
Bem acompanhado por Prestianni que foi outro dos destaques. Não fez números, mas fez jogo, pediu bola, acelerou transições e foi uma dor de cabeça para os adversários. Daqueles jogos em que não aparece na estatística, mas aparece na memória de quem viu.Na segunda parte, o Sporting voltou com vontade: O Rui Borges arriscou, nós com onze metidos na área e eu a pensar lá vamos nós outra vez! E deu empate, claro, com Morita a aparecer sozinho onde ninguém devia estar sozinho. O jogo voltou a abrir e a ficar perigoso para os dois lados. Várias oportunidades com as duas equipas a fazer pela vida.
Mas depois vieram as substituições no Benfica - finalmente!. Entraram Rafa, Lukebakio e Pavlidis, e de repente parecia que alguém tinha carregado no botão de turbo. O Sporting ainda marcou, ou pensou que marcou, mas o fora de jogo apareceu mesmo a tempo de travar a festa.
E quando já estávamos todos resignados ao empate, eis que surge aquele momento à Benfica. Jogada rápida, sempre ao primeiro toque, bola a circular, defesa deles a olhar e o Rafa, apesar de pressionado, a conseguir marcar.
Drama, caos, alegria, tudo ao mesmo tempo.
Uma palavra para o inevitável Aursnes. Um jogo monstruoso, mais um, apesar do penálti. Não há grandes floreados: está sempre bem posicionado, sempre a dar linhas de passe e sempre a resolver problemas antes deles se tornarem visíveis. Um daqueles jogadores que fazem o sistema funcionar sem precisar de protagonismo. E para o Otamendi, que esteve em modo “General”.
Ganhámos. Em Alvalade. Num dérbi. Tudo certo.
Só que não.
É que isto sabe sempre bem, claro que sabe, ganhar ao rival nunca cansa, mas depois olhamos para a tabela e percebemos que andamos aqui a festejar enquanto fazemos contas que não dependem de nós. O segundo lugar? Talvez. Provavelmente. Quem sabe.
Um dérbi é sempre um dérbi, ganhar é obrigatório mas este sorriso vem com aquele travo amargo de “se calhar já não chega”.
João Pinheiro foi o árbitro escolhido para o dérbi entre Sporting e Benfica da 30.ª jornada, no próximo domingo às 18h, em Alvalade. O árbitro da AF Braga vai ser auxiliado por Bruno Jesus e Luciano Maia, enquanto Rui Costa vai estar no VAR, na Cidade do Futebol.
"Esta (época) foi preparada para ganhar o campeonato nacional e ter uma boa prestação na Liga dos Campeões, mas não está a ser o que queríamos. É responsabilidade de todos nós. Por respeito à camisola que é sagrada e por respeito aos adeptos, não abandonamos a época até estar terminada".
Este discurso de Rui Costa não é apenas desfasado da realidade, é o retrato de uma liderança perdida, desnorteada e, pior ainda, sem noção da gravidade do que fez ao Benfica. Falar em “responsabilidade de todos” quando ninguém dentro da estrutura dá a cara com consequências reais é, no mínimo, um insulto à inteligência dos adeptos.
O que se viu esta época não é azar, é incompetência pura e simples. Falhas de planeamento grotescas, escolhas de treinador sem critério, reforços inúteis e uma gestão interna inexistente, criaram um cenário caótico que destruiu qualquer possibilidade de sucesso. Temos uma equipa sem identidade, sem intensidade, e incapaz de reagir às adversidades. E enquanto isso acontece, Rui Costa continua a enunciar chavões vazios como se palavras pudessem compensar a mediocridade absoluta. O “respeito pela camisola” proclamado pelo nosso Presidente não passa de demagogia barata. O verdadeiro respeito seria admitir que esta direção está sem rumo e a navegar à vista, hipotecou várias temporadas e expôs o clube ao ridículo.
A próxima época não pode repetir este desastre, decisões difíceis têm de ser tomadas. É um caminho de pedras, mas inevitável se quisermos recuperar o nosso Benfica.
Com isso em vista, deixo-vos algumas questões abertas a debate, já que somos parte interessada. Pedia-vos apenas que sustentassem as vossas opiniões.
- Treinador: Mantemos o Mourinho com todas as implicações que isso traz ou avançamos para a contratação de um novo treinador (mais um...)? Quem?
- Jogadores: Quem deve ser dispensado? A quem se deve dar uma nova oportunidade?
- Formação: Que jovens da formação devem ser promovidos à equipa principal, aproveitando que a época está perdida para apostar no futuro? Ou não devem?
- Reforços: Que posições críticas precisam de reforços evitando apostas arriscadas ou improvisos de mercado? Nomes?
- Estratégia desportiva: Apostamos num novo all-in? Ou reconstruimos, o que demora tempo? Estaremos dispostos a perder no médio prazo para que uma reconstrução sólida seja feita?
- Liderança do clube: Se a próxima época também for um desastre, devemos forçar eleições ou vamos continuar a aceitar mediocridade e um clube refém de interesses obscuros?
O empate frente ao Casa Pia não foi apenas mais um tropeço numa época irregular do Benfica — foi a confirmação clara de um ciclo falhado. Num momento em que qualquer deslize seria fatal, a equipa apresentou-se apática, previsível e, sobretudo, incapaz de assumir a responsabilidade que o contexto exigia. O jogo de ontem expôs, sem filtros, as fragilidades de um conjunto emocionalmente desligado das exigências de lutar por títulos.
A exibição revelou problemas que se arrastam há demasiado tempo. A circulação de bola foi lenta e previsível, incapaz de desmontar uma organização defensiva disciplinada. No último terço, o Benfica mostrou-se estéril, dependente de iniciativas individuais e sem mecanismos colectivos consistentes. Ainda mais alarmante foi a falta de intensidade sem bola, um sinal claro de uma equipa perdida, sem agressividade nem compromisso competitivo. E isso leva-me inevitavelmente ao treinador.
O talento do Mourinho para apontar erros alheios é inegável, mas, por mais certeiras que sejam as suas observações, correm o risco de se tornar mais em espectáculo do que instrumento de mudança. As palavras impactam, provocam e entretêm, mas não organizam, não defendem, não marcam golos. Em suma não conseguem dar em campo aquilo que falta: eficácia, consistência e liderança.
Este empate não só afasta de vez qualquer hipótese, ainda que remota, de lutar pelo título, como nos deixa completamente dependentes de terceiros para garantir o segundo lugar e, por conseguinte, o acesso à Liga dos Campeões, com todas as implicações financeiras e desportivas bem conhecidas.
Mas reduzir o problema ao que se passou ontem seria simplista. O Benfica não falha por falta de recursos, falha apesar deles. Com uma das melhores estruturas do país, estabilidade financeira e planteis com talento, o clube continua incapaz de construir uma base competitiva sólida e duradoura. A gestão desportiva continua marcada por decisões erráticas: vendas prematuras, contratações pouco coerentes com as necessidades da equipa e mudanças constantes de rumo que impedem qualquer consolidação.
A formação, um dos maiores trunfos do clube, é um exemplo gritante dessa incoerência. O Benfica produz talento reconhecido a nível internacional, mas raramente o integra de forma consistente na equipa principal. A pressão financeira e a lógica de mercado sobrepõem-se à lógica desportiva, e o resultado é um círculo vicioso, forma-se bem, vende-se cedo, e recomeça-se constantemente. Assim, não é possível criar uma espinha dorsal competitiva capaz de garantir ambições reais, tanto a nível interno como europeu.
Perante este cenário, é redutor — e até conveniente — apontar factores externos como arbitragem ou contexto competitivo. A realidade é muito mais incómoda: os principais problemas estão dentro do clube. O planeamento falha, a execução é inconsistente e os erros repetem-se sem sinais claros de aprendizagem. Há uma cultura de gestão que parece mais focada em equilibrar contas e reagir ao imediato, em vez de construir um projecto desportivo robusto.
Dentro de campo, isso traduz-se em equipas sem identidade clara que alternam entre momentos de domínio ilusório e quebras abruptas, evidenciando falta de coesão táctica e emocional. Falta um modelo de jogo consolidado, falta capacidade de adaptação e, acima de tudo, falta exigência continuada.
O mais perturbador é que este já não é um problema conjuntural. É estrutural. E enquanto não houver uma mudança radical na forma como o clube se pensa a si próprio, o Benfica continuará preso neste ciclo de promessa e desilusão.
O Benfica tem tudo para liderar de forma inequívoca: talento, infra-estruturas, capacidade financeira e uma massa adepta fiel. Mas isso, por si só, não ganha títulos. É preciso estratégia e coragem para tomar decisões que priorizem o sucesso desportivo a médio e longo prazo.
Sem essa mudança, o futuro será apenas uma repetição do presente. Não se trata apenas de jogadores ou do treinador, mas de uma cultura competitiva que parece acomodada à mediocridade. A dimensão do Benfica não pode aceitar exibições como a de ontem como algo circunstancial, já não o são. São, infelizmente, sintomáticas.
Se não houver uma reflexão séria e estruturada, o risco não é apenas perder um campeonato ou um acesso europeu, é consolidar um ciclo de declínio que contrasta de forma flagrante com os recursos e a história do clube.
Perante isto, a questão deixa de ser retórica: estará o Benfica realmente interessado em construir um futuro sólido, baseado numa mudança de paradigma, ou se limita, ano após ano, a gerir um presente para não perder?
Não sei quanto a vocês, mas a resposta, para mim, é óbvia e muito preocupante.
E, ainda assim, para se reerguer, o Benfica só precisa de se assumir a si próprio.
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