Nos dias que vão correndo, o Benfica tem razões para se sentir um bocadinho mais aliviado, pois aquela coisa que pretende ser um grupo de Informação isenta, virou o foco, felizmente, para a Seleção do "recordista de recordes" que se vai exibindo, e pavoneando, no Mundial de Futebol...Mas já lá vamos. Primeiro, e sempre, o Benfica.
quarta-feira, 24 de junho de 2026
ISTO SEM O BENFICA, É UMA GRANDE CHATICE
sábado, 20 de junho de 2026
Benfica: Campeão Nacional Hóquei em Patins.
O Benfica venceu o Sporting por 3-1, no jogo 3 da final do playoff, e sagrou-se campeão nacional de hóquei em patins. As águias fecharam a derradeira série por 3-0, fechando de forma perfeita uma temporada onde não perderam qualquer jogo (somente quatro empates), incluindo fase regular e playoff.
A fechar a primeira parte, João Rodrigues colocou o Benfica em vantagem, sendo que seria Viti Jr a garantir a vantagem de dois golos na ida para os balneários. Na segunda parte, João Rodrigues ainda ampliaria a vantagem dos encarnados antes de Nolito, de livre direto, fazer o primeiro golo do Sporting para fechar resultado final.
Fonte: Jornais.
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PARABÉNS CAMPEÕES
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terça-feira, 16 de junho de 2026
Contratar Marco Silva foi a parte fácil
Há decisões que geram consenso imediato. A contratação de Marco Silva para o Benfica parece ser uma delas.
Depois de vários anos a construir uma carreira sólida em Inglaterra, regressa ao futebol português com um percurso que dificilmente suscita dúvidas quanto à sua competência. Entre adeptos, comentadores e antigos jogadores, são poucos os que contestam a qualidade do treinador.
Mas o futebol tem uma forma curiosa de desmontar consensos. Muitas vezes, as escolhas mais óbvias revelam-se as mais difíceis de executar. Não porque lhes falte qualidade, mas porque o contexto em que surgem acaba por ser mais determinante do que o próprio talento dos protagonistas.
É por isso que, na minha opinião, a discussão em torno de Marco Silva talvez esteja a começar pelo sítio errado. A pergunta não deveria ser se o treinador é suficientemente bom para o Benfica. A verdadeira questão é saber se o Benfica está preparado para criar as condições necessárias para que este ciclo tenha sucesso.
A chegada do nosso novo treinador acontece num momento particularmente exigente para o Benfica. A época começa cedo, os compromissos europeus não permitem períodos prolongados de adaptação, o mercado de transferência ainda não abriu e o plantel está longe de estar fechado. Alguns jogadores estão envolvidos no mundial, outros podem ainda sair, e os reforços que faltam chegar terão inevitavelmente de ser integrados já com a época em andamento.
Neste contexto, o desafio que espera Marco Silva vai muito além da componente técnica.
Naturalmente, existe uma vantagem que muitas vezes passa despercebida. Embora a apresentação tenha acontecido apenas agora, é pouco provável que o trabalho tenha começado no dia em que vestiu o fato para a conferência de imprensa. O futebol moderno não funciona assim. A análise do plantel, a preparação da pré-época, a definição de alvos de mercado e a construção de uma ideia para a nova época começam muito antes da fotografia oficial.
Ainda assim, uma coisa é planear. Outra é executar.
A realidade é que Marco Silva poderá encontrar-se a disputar jogos decisivos antes de ter o grupo completo à sua disposição. Poderá ser obrigado a criar rotinas sem alguns dos jogadores mais importantes, integrar reforços à pressa e tomar decisões fundamentais enquanto decorre a janela de transferências. Não é o cenário ideal para qualquer treinador, muito menos para alguém que procura implementar uma nova metodologia, afirmar uma nova liderança e construir uma identidade competitiva própria.
E é precisamente aqui que surge um dos maiores desafios.
Nos grandes clubes, os treinadores não são avaliados apenas pelos resultados. São avaliados pela rapidez com que os resultados aparecem.
Uma vitória gera entusiasmo. Dois jogos menos conseguidos geram dúvidas. Três semanas de instabilidade alimentam teorias. Um mês mais complicado transforma-se numa crise.
A paciência tornou-se um bem raro no futebol moderno e talvez ainda mais raro no Benfica, onde a exigência histórica convive muitas vezes com uma ansiedade permanente. Os adeptos querem títulos, e têm razão em querê-los. O problema surge quando se exige simultaneamente uma mudança profunda e resultados imediatos, como se ambas as coisas fossem sempre compatíveis.
Mas a pressão externa é apenas uma parte da equação.
A outra parte está dentro de portas.
Sempre que chega um treinador com ideias próprias, exigência elevada e vontade de reforçar a sua autoridade, há inevitavelmente equilíbrios internos que se alteram. Há rotinas que desaparecem, privilégios que terminam, influências que diminuem e zonas de conforto que deixam de existir.
Não é necessário imaginar conspirações ou guerras internas. A realidade costuma ser mais subtil do que isso.
Em qualquer organização, existem pessoas que beneficiam de determinadas formas de funcionamento. Quando surge uma liderança forte, focada na disciplina, na meritocracia e na centralização das decisões desportivas, nem todos recebem essa mudança com o mesmo entusiasmo. Algumas resistências são visíveis. Umas manifestam-se através da crítica direta. Outras através de pequenas fugas de informação, de ruído constante ou de uma colaboração menos empenhada do que aquela que deveria existir. As mais perigosas costumam ser silenciosas.
É um fenómeno antigo e não é exclusivo do Benfica. Mas a sua dimensão cresce à medida que cresce a dimensão do clube.
E é aqui que entra outro factor que raramente ajuda: o ambiente mediático.
Portugal vive uma realidade muito particular. O Benfica é, de longe, o clube que mais atenção gera, mais audiências mobiliza e mais espaço ocupa no debate futebolístico nacional. Isso traz vantagens em termos de visibilidade e impacto, mas também cria um problema permanente de excesso de ruído.
Durante meses, cada treino, cada escolha, cada ausência e cada declaração serão transformadas em tema de discussão nacional. Um jogador que fique no banco será imediatamente associado a um conflito. Um reforço que demore a afirmar-se será apresentado como um erro de planeamento. Uma derrota será tratada como o início de uma crise. Uma vitória convencerá alguns de que a equipa é candidata a tudo.
O problema não é a crítica. A crítica faz parte do futebol.
O problema é a necessidade constante de alimentar ciclos noticiosos, mesmo quando não existe informação relevante para justificar o debate. Nesse vazio, prosperam especulações, interpretações e rumores que acabam por criar uma realidade paralela muitas vezes distante daquilo que efetivamente acontece dentro do clube.
Marco Silva conhece a pressão. Trabalhou durante anos num dos campeonatos mais mediatizados e exigentes do mundo. Mas a pressão inglesa e a pressão portuguesa são fenómenos diferentes.
Em Inglaterra discute-se muito futebol.
Em Portugal discute-se muito Benfica.
E isso significa que cada decisão sua será observada, ampliada e julgada de uma forma que poucos treinadores portugueses experimentaram nos últimos anos.
Por tudo isto, os primeiros meses serão provavelmente menos importantes para avaliar a qualidade do treinador do que para perceber a capacidade do clube em proteger o projecto que escolheu.
Porque o sucesso de Marco Silva não dependerá apenas da sua competência. Dependerá também da estabilidade que encontrar, da clareza da estrutura, da qualidade do plantel que lhe for entregue e da capacidade do Benfica para resistir às inevitáveis tempestades que acompanham qualquer início.
O Benfica já tomou a decisão mais fácil.
A qualidade da escolha parece reunir consenso. O verdadeiro teste será a capacidade do clube para a sustentar quando aparecerem as primeiras dúvidas.
E é precisamente esse teste que agora começa para o Benfica. Porque escolher um treinador é uma decisão. Sustentá-lo quando surgem as primeiras dificuldades é uma demonstração de convicção. É nesse momento, e não na apresentação oficial, que se percebe se existe verdadeiramente um novo ciclo.
domingo, 14 de junho de 2026
Quando o povo fica em fora de jogo
Ao ouvir o discurso de Leão XIV nas Cortes espanholas, dei por mim a pensar em algo que, à primeira vista, parece distante da política e da filosofia moral: o futebol.
O Papa recuperou uma ideia que remonta à Escola de Salamanca, fundada há quase cinco séculos por teólogos e juristas como Francisco de Vitoria. Num tempo em que reis e impérios se julgavam senhores absolutos do destino dos homens, Vitoria ousou defender que existiam limites ao poder, porque a dignidade humana e a justiça não dependiam da vontade dos governantes. Foi uma lição revolucionária no século XVI e continua a sê-lo hoje.
Em Madrid, Leão XIV recordou precisamente isso: que nem toda a autoridade é legítima apenas porque possui força, votos ou reconhecimento formal. Há valores que a precedem e que lhe impõem limites. Há princípios que nem a maioria pode revogar nem o poder ignorar sem perder legitimidade.
A mesma reflexão pode ser aplicada ao futebol. Pode parecer um salto improvável. Não é.
Durante muito tempo, o futebol foi uma das mais autênticas expressões da cultura popular. Não pertencia aos governos, nem aos grandes grupos económicos, nem aos centros de poder. Pertencia às pessoas — aos bairros, às fábricas, às famílias — que o viviam nos campos improvisados, nas ruas e nas memórias partilhadas. Era um jogo sem distância entre quem jogava e quem via. Os clubes eram instituições antes de serem marcas. Os adeptos eram protagonistas antes de serem consumidores. E o jogo era uma celebração coletiva antes de se transformar num produto.
Era, na expressão inesquecível de Eduardo Galeano, a mais importante das coisas menos importantes. E talvez por isso tenha sobrevivido a guerras, crises e divisões ideológicas: porque era um espaço onde o povo se reconhecia a si próprio.
Mas também aqui o poder acabou por encontrar caminho para entrar.
O Mundial é a expressão máxima do futebol do povo e a forma mais visível de uma transformação que se manifesta também nos clubes, e que o tem vindo a afastar da sua origem popular. É o momento em que o jogo mobiliza nações inteiras, atravessa classes sociais, suspende fronteiras e devolve ao futebol a sua dimensão mais genuinamente popular. É também aí que a inversão se torna mais evidente. Cada vez mais, a competição serve de palco a dirigentes, patrocinadores e líderes políticos, enquanto os adeptos são reduzidos ao papel de figurantes da festa que ajudaram a criar.
A imagem de Gianni Infantino a prestar deferências públicas a Donald Trump não vale apenas pelo episódio em si, mas pelo que simboliza: uma nova aristocracia que fala em nome dos adeptos com a mesma convicção com que negocia sem eles. Como os antigos cortesãos, também hoje as grandes instituições do futebol procuram legitimação junto dos centros políticos e económicos. Não porque deles dependam formalmente, mas porque sabem que é ali que se decide a influência. Mudaram os trajes. Não mudou a lógica.
E o adepto comum percebe isso sem necessidade de relatórios ou estatísticas. Percebe quando o preço dos bilhetes afasta famílias inteiras dos estádios. Percebe quando os horários dos jogos são definidos para servir audiências globais e não comunidades locais. Percebe quando os clubes deixam de ser património afetivo para passarem a ser ativos financeiros. Percebe quando os estádios deixam de ser casa para se transformarem em centros comerciais com relva.
O futebol tornou-se especialista numa arte muito contemporânea: invocar o povo enquanto organiza cuidadosamente a sua irrelevância. Os adeptos são celebrados nos anúncios. São homenageados nos vídeos institucionais. São exaltados nos discursos. E depois são colocados na fila das prioridades, atrás dos patrocinadores, das plataformas de streaming, dos interesses geopolíticos e das estratégias comerciais. Mantém-se a retórica da pertença. Enfraquece-se a realidade da participação.
Leão XIV alertou ainda para os perigos da “cultura do descarte”, uma sociedade que abandona aquilo que já não considera útil ou rentável. Também o futebol parece ter desenvolvido a sua própria versão dessa lógica: descartam-se tradições, identidades locais, acessibilidade e até a centralidade dos adeptos, sempre que estes se tornam obstáculos à maximização do lucro.
Tudo tem um preço. Tudo é negociável. Até aquilo que, durante gerações, parecia pertencer a todos.
E é por isso que a pergunta permanece, quase intacta, como há cinco séculos na Escola de Salamanca: existe algum limite para o poder? Existe algo que não possa ser comprado, instrumentalizado ou subordinado à conveniência dos mais fortes?
Se a resposta for negativa, então o futebol deixará de ser um património popular para se tornar apenas mais um produto de entretenimento e influência. E quando até o jogo que nasceu nas ruas aprende a ajoelhar-se perante os poderosos, talvez isso não diga apenas algo sobre o destino do futebol, mas também sobre a lógica do mundo que o rodeia — e que nos rodeia.
A tradição de Salamanca lembra-nos que o poder não é absoluto.
A sensibilidade de Galeano lembra-nos que o jogo precisa de liberdade.
Entre estas duas ideias abre-se a tensão do nosso tempo: um mundo que celebra o povo enquanto o afasta, que exalta o futebol enquanto o reconfigura, que promete pertença enquanto organiza distância.
E é nessa fricção que o futebol continua a ser mais do que futebol. Não por aquilo em que está a tornar-se, mas por aquilo que ainda resiste a deixar de ser.
Porque o verdadeiro risco não é que o futebol deixe de falar do povo. O verdadeiro risco é que continue a falar dele enquanto aprende a viver perfeitamente sem ele. E que aqueles que lhe deram origem acabem, um dia, fora de jogo na sua própria casa.
terça-feira, 9 de junho de 2026
O BENFICA, SEMPRE O BENFICA EM DEBATE...A TOURADA CONTINUA ! A FAENA ATRAVÉS DO SILÊNCIO.
quinta-feira, 4 de junho de 2026
BENFICA: - A "DOR PREOCUPANTE" DA CMTV
domingo, 31 de maio de 2026
quarta-feira, 27 de maio de 2026
E O TREINADOR DO BENFICA É ...UPS... A CANALHADA DA MERD(I)A NÃO SABE
Há que ter noção do ridículo, ter noção do que é uma noticia, o que é um desejo de comentador e ainda mais, o que é uma tentativa de desestabilização, que é precisamente o que mais acontece hoje em dia, nos programas onde estão os pseudos cientistas do chuto na bola, em paineis de comentadeiros, maioritariamente formados por ressabiados e antis Benfica.
É uma campanha de desinformação atroz. Inúmeros fazedores de opinião, tentam ganhar o prémio de mais burro, maior inventor de casos e mais estupido. Neste momento a corrida está renhida, e tenho a certeza que no final, só com recurso a photo finish será declarado o asno vencedor.
sábado, 23 de maio de 2026
O VERDADEIRO BUFO, CHIBO, DELATOR, MAU PROFISSIONAL ... OU SOFREDORES DE RONALDITE AGUDA




