sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

As Grandes Escolhas do Benfica (II)

Manutenção do contrato com o olibeiredo.

Nesta série de posts, vão habituar-se a que eu comece com declarações prévias e, neste caso, elas são duas: em primeiro lugar, porque, mesmo tendo feito muito trabalho na candidatura de MV, não só não subscreveria todo o seu “Manifesto Eleitoral”, como, principalmente, ele não me ficou a “dever” nada por esse meu apoio, que eu tenho este hábito de encarar o meu trabalho para e pelo Benfica, numa perspectiva … egoísta; em segundo lugar e porque há quase 20 anos que eu considero o olibeiredo como o fundamental tentáculo do POLVO, nunca ninguém me poderá ver a defender uma qualquer ligação do Nosso Clube a qualquer parte dessa “coisa”.

Entretanto e aceitando que me entenderam perfeitamente (como Benfiquistas, vocês têm de ser inteligentes), vou confessar que já não tenho idade para ver o mundo, ou a vida, a preto e branco (nesse aspecto, pelo menos, sou como o Enorme BT26), ou seja, prefiro olhar as coisas em nuances de … vermelho, encarnado e rubro.
A “verdade” de cada um de Nós, necessariamente, é função de quem somos e do que tivemos o privilégio de apreender, ou seja, da “parte da realidade” que soubemos interpretar correctamente e, assim, as minhas convicções, como as de qualquer outro que queira o Bem do Glorioso, só o são relativamente ao que conheço e quando me considero competente para avaliar aquilo que compreendi.

E é nestes exactos termos que afirmo que não sei que decisão eu tomaria quando, naquele tempo, fomos confrontados com a hipótese de sim, ou não, “rasgar” o contrato com o olibeiredo. Esse mesmo, o que JVA se preparava para “rasgar”, mesmo sem ter uma alternativa “fechada”!
Leram bem: pelos documentos que eu conheço, JVA nunca chegou a “fechar” nenhuma alternativa (nem com a SIC) válida ao contrato que estava em vigor com o olibeiredo e os que afirmarem o contrário terão de explicar como é que esse outro parceiro (a SIC, se for esse o caso), não “forçou” o Benfica a honrar esse “contrato”, nomeadamente em Juízo.
Para os direitos de transmissão televisiva dos desafios na Catedral, eu ainda guardo cópia de dois (2) “projectos de contrato” (ambos têm este título): um, aliás excelente, com um operador estrangeiro e visando os mercados externos e outro, manifestamente insuficiente para o Benfica (por exageradas salvaguardas do operador – a SIC), relativo ao mercado nacional. Esta é a realidade que eu conheço e, por isso, é sobre ela que construo a minha convicção!

Naquela época e tanto quanto eu sei, nenhum dos Companheiros que constituíam os Corpos Sociais eleitos era nem Amigo, nem “amigo”, do olibeiredo. Um Grande Amigo meu, membro desses Corpos Sociais, dizia-me que estava esperançado que a SIC chegasse a acordo com o Benfica, aceitando as alterações que lhe foram propostas, mas nunca me confirmou esse facto.
Importa recordar que aquela Direcção, a que Presidiu o Companheiro MV, tinha como prioridade absoluta a “Reconquista da Credibilidade”, objectivo que impunha, como condição necessária, a cativação dessas receitas numa operação de consolidação do Passivo Exigível, ou seja, o que esteve em causa nunca foi a avaliação que a Direcção fazia sobre as eventuais penalidades resultantes de uma rescisão com o olibeiredo. O que estava em causa, Companheiros, era a avaliação que os Bancos faziam sobre esses riscos.

Em síntese, as duas alternativas identificadas eram, na minha humilde opinião, uma mais favorável ao Benfica (bastava não envolver o olibeiredo para o ser, ahahah) e a outra, com menos riscos, tinha a aprovação dos financiadores que viriam a permitir a necessária consolidação do Passivo.
Face a esta realidade e não prevendo os Estatutos a figura do “Referendo Obrigatório”, se insistirem em perguntar-me o que eu teria feito, eu escolheria entre duas alternativas: ou mantinha o contrato e, logo em seguida, cometia “haraquiri” (ahahah), ou fazia um discurso aos Benfiquistas para lhes dizer que não havia (nem há) limites para os Nossos sonhos, desde que tenhamos … espírito de corpo!

Sendo triste, não deixa de ter uma certa piada pensar, que, se Nós, os Benfiquistas, tivéssemos verdadeiro “Espírito de Corpo” (sabem o que isto quer dizer, não sabem?), se fossemos capazes de actuar como um “Exército”, nesse caso, o POLVO teria os segundos contados, mesmo que o Benfica assinasse com o olibeiredo um contrato vitalício.

E … amanhã?

Nos dias de hoje, fruto de um trabalho sistemático realizado de há quase 5 anos a esta parte (que inclui a PT e a Benfica TV, mas não só), o Glorioso pode encarar o horizonte desse contrato com o olibeiredo, em termos fundamentalmente diferentes … De facto, e mesmo que continuemos muito longe de constituirmos um “Exército”, Nós, Nós que Somos o Benfica, já não necessitamos do mamão chupista para sobreviver, nem mesmo para continuar a crescer.
Esse grau de liberdade, essa conquista formidável (reparem que somos os únicos que, em Portugal, podemos dar-nos o luxo desta afirmação), tem de constituir um elemento fundamental na definição da Nossa Opção para o pós 2013 e, com todo o meu respeito pelos Benfiquistas que me dizem “se o mamão pagar mais que as alternativas, … lá terá de ser”, eu lamento muito e respondo: ou paga o que deve ser, ou … para a piiii que o pariu!

Eu estou seguro de que, mesmo sem o suficiente “Espírito de Corpo” e mesmo tendo de pagar mais caro, os Benfiquistas vão preferir assistir aos desafios da Equipa na Catedral, quando lá não podem ir, em qualquer outro canal, desde que não tenham de lhe retirar o som dos comentários.

Já pagámos pelos Nossos erros do passado e, agora, … BASTA!

Viva o Benfica!

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