sábado, 25 de dezembro de 2010

Freddy Adu, para onde "caminhas"?

Hoje é dia de Natal. Faz muito frio e chove lá fora.
Embora não só, mas também, olho a Rua através da vidraça da janela e a “sonolência" do dia, convida-me a reflectir.
Nessa reflexão “voa-me” o pensamento em direcção a um jogador de futebol, que por vê-lo jogar pela selecção dos Estados Unidos da América, rejubilei quando soube que vinha para o Benfica.
Freddy Adu de sua graça. Chegou há três anos na mesma altura que o Di Maria.
Tinha 18 anos, rotulado de craque, elogiado por Edson do Nascimento, vulgo Pelé, carregado de esperança, e porque não dizê-lo, com um exagerado aparato à sua chegada ao Aeroporto de Lisboa, onde uma multidão de jornalistas o esperava, qual estrela fulgente, que não era, mas parecia ter tudo para o vir a ser.
Custou ao Benfica 1,5 milhões de euros.
Não se conseguindo impor no Benfica acabou por ser emprestado ao Mónaco de França e posteriormente ao Belenenses. Não se impôs em nenhum desses clubes.
Depois de fazer testes no Sion- Suíça e Randers da Dinamarca, onde também não convenceu, regressou ao Benfica, sendo novamente emprestado desta vez ao Aris de Salónica, onde também está a passar por grandes dificuldades de adaptação, terminando o seu vinculo com aquele clube em Junho próximo.
Héctor Cúper, treinador do Aris acabou também por prescindir dos serviços efectivos do Freddy Adu, estando o jogador actualmente sem jogar.
Freddy Adu tem 21 anos. Segundo alguns treinadores precisa de conseguir estabilidade emocional pois qualidade técnica possui em superior qualidade.
Outros consideram que a sua chegada prematura ao futebol sénior, jogou pela selecção dos Estados Unidos com apenas 18 anos, e a sua vinda para a Europa, com um vencimento que lhe dá para tudo, lhe estão a prejudicar a carreira.
Freddy Adu é oriundo de uma família humilde do Gana. A sua vinda para os USA deu-lhe a possibilidade de começar a exercer a profissão de futebolista, ao mais alto nível, com apenas 14 anos de idade, quando deveria com essa idade “caminhar” de uma forma segura pelas camadas adequadas à sua idade. Tal não aconteceu e estará agora a pagar o preço dessa ousadia.
O Mundo desportivo está cheio de ver “morrer” grandes promessas do futebol, recordando por exemplo, Cavungi ou Akwá, do Benfica, ou José Dominguez (Benfica-Sporting) até Dani do Sporting, grandes talentos que não vingaram à dimensão que deles se esperava.
Akwá, chegou ao Benfica, em 1994/95, com a áurea de pseudo futuro substituto de Eusébio da Silva Ferreira, como se tal fosse possível.
Jogou duas épocas completas no Glorioso, não marcando qualquer golo, sendo depois emprestado ao Alverca (3 épocas) e à Académica (1 época)
Acabou por fazer a sua carreira dividida entre o Qatar e Angola, chegando a envergar a braçadeira de capitão da selecção daquele País irmão, sendo actualmente Deputado da Assembleia de Angola.
Alguns conseguem emergir da “escuridão” em que se deixam cair, tendo como um dos grandes exemplos o nosso Fábio Coentrão, que também andou um pouco "perdido" e desamparado, conseguindo no entanto, decerto porque alguém o “agarrou”, chegar a um lugar que bem merece.
Freddy Adu, na minha humilde opinião, tem qualidades técnicas para ser um grande futebolista.
Ter 21 anos e muito dinheiro, para quem nasceu em meios muito pobres, será talvez um entrave para que “expluda” para o sucesso.
Espero que exista alguém, treinador, familiar, ou outra mão amiga, que o consiga estabilizar a nível emocional e recuperar o jogador que prometeu e que ainda pode vir a ser.

Jorge Jesus tem fama de ser um bom condutor e conselheiro de jovens. Porque não dar uma oportunidade a Freddy Adu?

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