sábado, 30 de julho de 2011

Discutam o Benfica e deixem-se de tricas

Nas minhas diárias navegações pela nossa Gloriosa Blogoesfera Benfiquista fora, deparo-me com frequência com textos que apesar de exprimirem a opinião dos seus autores ao abrigo da indispensável "liberdade de blogar" que lhes assiste, frequentemente servem também para dar assunto ou até incentivar ao crescimento do 2.º maior clube de Portugal: O anti-Benfica.

Acredito sinceramente que para melhor derrotar ou enfrentar um adversário a estratégia adequada passa sempre por adquirir um conhecimento profundo dos seus hábitos, opiniões, atitudes e até das suas reacções emotivas, (reacções emotivas é o que não falta num Benfiquista empedernido como eu heheheheh). Para isso visito com alguma assiduidade os blogs dos nossos adversários, o que me permite manter actualizado acerca daquilo que os preocupa e, também perceber de que forma poderei mais facilmente "derrotar" o Andrade ou Rasteirinho incauto que cruze argumentos verbais comigo acerca das qualidades ou defeitos dos nossos clubes.

Qual não foi o meu espanto quando nas passadas 2 a 3 semanas comecei com alguma frequência a ver repetidos em alguns desses espaços de fervor anti-Benfiquista, as mesmíssimas palavras que tenho lido em alguns blogues de verdadeiros Benfiquistas, as quais tem sido usadas para criticar (nalguns casos feroz e violentamente) tudo o que é feito actualmente dentro do Benfica e principalmente o que diga respeito às intervenções do nosso Presidente.

Comecei por isso a questionar-me da validade de exprimirmos de forma tão aberta e directa algumas das críticas que vão sendo levantadas no dia a dia do Benfica, indo muitas vezes atrás do que é escrito nos pasquins ao serviço do anti-Benfiquismo e contribuindo assim para a desestabilização e para o nervosismo que todos sentimos quando a "silly season" do nosso futebol atinge o seu auge.

Eu sei que a cópia directa das palavras dos outros e a sua utilização para "encher chouriços" nos blogues azulinhos e verduscos não é mais que inveja gratuita, comprovando a verdade "Lapaliciana" de eles sem nós não serem capazes de existir. Demonstra também que ao contrário do Universo Benfiquista, os seus reduzidos planetas não lhes permitem ter assunto para manterem actualizados os seus blogues com a devida frequência.

Mas tudo isto não invalida o facto de se sentir um certo descontrolo nos textos que se lêem por aí fora. Eu sei que só lê quem quer e que se eu não gostar posso simplesmente ignorar e não voltar a visitar determinados endereços, mas o que é facto é que eu tenho de saber o que se passa. Tudo o que é Benfica me interessa. Por isso continuo a visitar e a comentar nalguns dos espaços que com frequência emitem opiniões completamente contrárias à minha corrente de pensamento ou á minha forma de entender o que deveria ser a "Defesa Intransigente dos Interesses do Benfica".

Por exemplo: o assunto desta passada sexta-feira em alguns espaços é a homenagem feita pelo clube a Maxi Pereira e as palavras de Filipe Vieira afirmando que considera Maxi Pereira uma referência do Benfica.

Para alguns o facto de se considerar Maxi uma referência Benfica é algo de redutor para os seus ideais Benfiquistas, é algo que não encontra comparação em outros exemplos da nossa história (pelo menos daquela que alguns conhecem), é algo que achincalha a nossa instituição e que demonstra (mais uma vez!) falta de tacto Benfiquista de Luís Filipe Vieira. Para quem não saiba, Luís Filipe Vieira é só o Presidente Benfiquista mais votado em Assembleias Eleitorais do nosso clube desde que foi adoptado o sistema de votação actual, e foi também nele que foram depositados 91,74% dos votos dos quase 21.000 sócios que participaram nas nossas últimas eleições.

Vivi de muito perto aquilo que se passou quando Vale e Azevedo por aqui andou, pelo que não posso levianamente criticar outro Presidente do Benfica. A humilhação de ter um nosso Presidente sentado nos bancos dos réus e posteriormente preso por corrupção e peculato, foi algo que nunca esquecerei. Para todos os que estão fora da nossa esfera, foi o Presidente do Benfica que esteve no banco dos réus e não o cidadão Vale e Azevedo. Também o foi para muitos os que hoje criticam desalmadamente Luís Filipe Vieira e continuam a justificar-se dizendo que o fazem porque quando o criticam de forma tão pessoal o estão a criticar apenas a ele e não à figura, ao símbolo, ao cargo que ele ocupa.

Pois eu não concordo. Que se queira quer não se queira é impossível distinguir Luís Filipe Vieira do cargo que ocupa. E sem receio de ser chamado de carneiro, pois sei que apenas o sou no que toca à "Defesa Intransigente dos Interesses do Benfica", assumo que poderemos e deveremos ousar em sermos mais construtivos com as nossas críticas ou comentários.

Acho sobretudo que quando se critica deveremos acima de tudo expor as nossas ideias de forma ordenada para que as mesmas façam sentido e não se tornem apenas ruído. E ruído é o que se anda a tentar criar ao criticar todo e qualquer movimento que Luís Filipe Vieira faça. Concordo com algumas das críticas que lhe são feitas, e sou inclusive um dos que lhe apontam alguns defeitos na forma como gere o nosso destino, mas criticá-lo porque considerou Maxi Pereira uma referência do Benfica? Maxi Pereira é já um vencedor, está no Benfica há já algum tempo para se identificar com o Benfica e tem acima de tudo demonstrado uma dedicação sem igual ao nosso clube. Prefiro considerar neste momento referências do Benfica pessoas como Maxi Pereira, do que outras que afirmam serem de outros clubes desde pequeninos, que não respeitam a palavra dada ao nosso clube, que levam ou levaram o nosso clube ao banco dos réus em alturas de dificuldade, ou outras que não dão importância ao símbolo que usam sobre a manga do nosso manto sagrado.

Se este tipo de assunto estivesse publicado no Rascord andava tudo ouriçado a chamar-lhe pasquinada. Critiquem mas não o façam por dá cá aquela palha. Ou será que só os Portugueses é que podem ser referências no Benfica? A julgar pelos últimos exemplos, estes estão-se perfeitamente a "cagar" (peço desculpa pelo uso do verbo mas "obrar" não ficava bem nesta frase) para o Glorioso e à primeira oportunidade raspam-se atrás do arame. Já para não falar "de nossos irmãos", que podiam e deveriam estar mais identificados com a cultura do Benfica e com frequência demonstram que não nos conhecem verdadeiramente...

Em resumo, falta-nos a serenidade para evitar exagerar na crítica contumaz e "au contraire" para evitar exagerar no seguidismo cego. A proliferação de espaços onde se defende ou ataca aguerrida e destemperadamente os corpos sociais do nosso clube começa a preocupar-me de sobremaneira, porque bipolariza, porque divide e principalmente porque não esclarece.

Podemos ser contra Luís Filipe Vieira e não concordar com os seu actos de gestão, mas quando entramos na crítica histérica e desabrida, na falta de respeito por um símbolo do nosso clube, na tentativa de desestabilização moral de uma pessoa eleita pela maioria de votos da última eleição, estamos na realidade a estreitar a fronteira que nos separa dos "outros", os quais hoje esperam ansiosamente pelo próximo texto de discórdia na blogoesfera Benfiquista, usando-o orgasmicamente, nas orgias de anti-Benfiquismo que vão patrocinando por essa internet fora.

E para mal dos nossos pecados estas orgias estendem-se hoje também ao conteúdo editorial de muitos dos pasquins diários sobre futebol que se publicam no nosso exaurido país.

Por isso amigos, discutam o Benfica e deixem-se de tricas.

Cumprimentos a todos.

VIVA O BENFICA PORRA!

Escrito por: nunomaf

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Máxi Pereira: UM HOMEM DE CARÁCTER E HONRA


Como não gosto de mercenários não vou falar num certo jogador do Benfica. Até me podem perguntar - mesmo sabendo quem é --- que eu não o direi. Mas vou pensá-lo enquanto o meu coração me deixar viver.
Vou sim ENALTECER um jogador simples, humilde, cujo carácter é de um verdadeiro homem de honra.
Falo de MÁXI PEREIRA,
Máxi foi brilhantemente CAMPEÃO DA COPA AMÉRICA.
Faz a festa, vai a casa fazer umas saudáveis cócegas/caricias na esposa, dar decerto milhões de beijinhos a dois filhos (gémeos) acabados de vir ao mundo, e não é que apanha ao 2.º dia o avião para Portugal para poder ajudar o Benfica na 1.ª eliminatória da Champeons League!!!!!!!. Haverá algo mais louvável que isto?
Maxí Pereira sabia que o seu clube, o Benfica, precisava dele. Chegou a Portugal, sem altivez, sem ameaças, sem vedetismos.
Este sim, merecia ser capitão do Benfica. Imagino quanta honta não sentiria por transportar no braço a braçadeira de capitão. Outros, usar essa braçadeira é como comer um bife ao almoço. Não lhe diz nada. Não lhe transmite responsabilidade.
Usar a braçadeira de capitão do Benfica, deveria ser uma das maiores honras para qualquer jogador que envergasse o Manto Sagrado. Para alguns, é um peso desnecessário.
Sei que me vão dizer: Interpretaste mal as palavras que ouviste do Sr nosso capitão. O que ele quis dizer foi outra coisa. Apenas me rio e pronto.
Máxi Pereira com a sua acção mostrou toda a sua valia como atleta e principalmente como homem.
Nunca o vi chegar com exigências, como chega o outro todas as épocas. Mas eu não quero falar de mercenários, porque me vão dizer que é um grande jogador, é o melhor do Benfica, que não percebo nada de futebol, ou seja, aqui o errado , quiçá o maldoso, sou EU.
A Humildade não se faz com ameaças. Se calhar nunca houve nenhum clube que quisesse semelhante personagem. Encenação, apenas isso.
Máxi Pereira, vai prolongar por mais quatro épocas, o contrato com o Benfica, sem alardes ou palavras públicas do coitadinho, exigências de qualquer ordem e muito menos palavras de chantagem.
Outro, o grande, o maior, usa esses estratagemas da chantagem, exigências de intenção, como se o Benfica acabasse, caso ele saísse.
Máxi Pereira, usa a honradez, feita carácter, um carácter de vencedor, que personifica os altos valores benfiquistas.

Máxi Pereira, apenas e só, UM SENHOR DO FUTEBOL

VIVA O BENFICA

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O desperdício de recursos no futebol profissional (Parte I).


O Companheiro Bagão Félix entendeu ser oportuno, pelo período que a economia mundial vai continuar a atravessar e pelo cenário com que teremos de viver em Portugal, alertar os seus leitores para o absurdo desperdício de recursos que se verifica na chamada “indústria do futebol” e eu, mesmo sem necessitar de invocar a crise como circunstância, aplaudo efusivamente a mensagem e vou tentar amplificá-la, sublinhando alguns aspectos que me parecem não poderem continuar a passar “despercebidos”.

Que todos ficamos chocados com alguns números muito gordos que são citados a propósito de transferências, já não só de atletas, de remunerações e de receitas e despesas de algumas competições de futebol, com crise ou sem crise, tem de ser uma unanimidade, neste mundo em que a subnutrição crónica continua a condenar milhões de seres humanos a uma cidadania menor.
Que a esmagadora maioria dos agentes intervenientes na “indústria” não têm a competência, nem o interesse, para exercerem uma gestão mais eficiente dos recursos disponíveis e que todos beneficiariam se esse quadro fosse modificado, também me parece de uma evidencia indiscutível. E, finalmente, que um Benfiquista apele a um esforço de auto-regulação e sugira que o Nosso Clube aceite a responsabilidade que decorre de ser O Maior Clube do Mundo e continue a dar um exemplo de liderança, só me merece o profundo respeito do qual continuo a considerar que este Nosso Companheiro é merecedor.

Mas …

Em primeiro lugar, não me parece correcto que, abordando o tema, não se destaque que o Benfica tem sido um excelente exemplo que, uma vez multiplicado, já teria tido, seguramente, consequências objectivas no Desporto em geral e no futebol em particular, por agora e obviamente, ainda a uma escala nacional.
Bem sei que esta opinião é pessoal e discutível: para não me alongar pelo que seria uma repetição dos vários textos em que fiz sucintas análises aos Nossos “R&C”, proponho que a “prova” seja dada (1) pela ausência de “roubos” conseguidos em leilão competitivo, (2) pelo continuo investimento nos fundamentos desportivos fora do futebol e (3) pela diversificação da intervenção social do Nosso Grupo, desde a Fundação ao Museu, passando pela BTV e pelas Casas.

Em segundo lugar e ainda mais importante, não me parece correcto que, abordando o tema, não se destaque o que de mais grave vai acontecendo e que, com tremendos riscos e ameaças á Verdade Desportiva, faz com que quase esteja esquecido que, falando de futebol, estamos a falar de Desporto (de alto rendimento, claro, mas Desporto).
O impacto actual do futebol na sociedade, já a uma escala global (ou, talvez, a uma escala de “globatinol”) e de mãos dadas com o “quarto poder”, sugerindo uma definitiva transformação industrial, parece-me bem mais preocupante do que qualquer despesismo ou entropia da gestão.

A própria promiscuidade entre o futebol e uma certa “politica”, me parece bem mais grave. Mais e pior, a aparente vitória da indústria das apostas na caracterização, no financiamento e no desenvolvimento da indústria do futebol, num processo claramente favorecido pela FIFA, essa sim, estou convicto que já é e ainda mais será, a maior e mais determinante ameaça … a ponto de fazer prosseguir a transformação do Desporto em “Indústria” até á condição de … circo.
Omitir estas ameaças (não serão já realidades?), o vergonhoso exemplo despesista (e pior) dado pela maioria das instituições desportivas supranacionais (nem o COI escapa), a promiscuidade com os “anti valores” e a falta de transparência permitida (apoiada e aplaudida?) pelos Estados nacionais e pelos seus organismos multilaterais, parece-me … um desperdício.

Não quero terminar sem prometer aos frequentadores d’OBELOVOAR que, em breve, chegará a oportunidade para abordar o tema dos projectos do Platini para “regular a concorrência financeira” entre os clubes que participem nas competições da UEFA. O tema fica “na calha”, mesmo que eu não acredite que seja pertinente (quem, o Platini? Aquele mesmo que …, não me parece nem que ele queira fazer, muito menos que venha a fazer).

Viva o Benfica!

Escrito por; PEDRO ÁLVARES CABRAL/JOSÉ ALBUQUERQUE

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Benfica: Hoje começa o SONHO

BENFICA 2 * 0 TRABZONSPOR
*
Benfica – Artur; Rúben Amorim; Luisão, Garay e Emerson; Javi García; Enzo Pérez; Aimar e Gaitán; Saviola e Cardozo.

Marcaram: Nolito e Gaitan,

Suplentes: Eduardo, Maxi Pereira, Jardel, Witsel, Bruno César, Nolito e Jara.

Trabzonspor – Tolga; Balci, Kaçar, Glowacki e Baytar; Zokora e Colman; Yilmaz, Mierzejwski e Alanzinho; Paulo Henrique.

Suplentes: Sevin, Yumlu, Oztorun, Akgun, Baytar, Brozek e Altintop
.

Hoje começa o sonho de que o Benfica realize uma grande época. Tenho fé que assim vai acontecer.
Logo, pelas 19H45, é dado o pontapé de saída num jogo de acesso à Chapeons League, Temos que ganhar e confio que desta vez não vamos sofrer golos.

Temos bons jogadores, temos uma equipa equilibrada, temos tudo para com vontade de vencer, arrumar a eliminatória já em Lisboa

VIVA O BENFICA
*******************
Gostaria que algum amigo/a fizesse uma crónica sobre este jogo do Benfica, visto que eu, por questões de saúde que se agravaram um pouco, durante o dia de hoje, ( Mas já está tudo bem....) não tenho condições de o fazer.

Obrigado Benfica. Obrigado benfiquistas

terça-feira, 26 de julho de 2011

SLB:- AS LETRAS QUE UNEM OS NOSSOS CORAÇÕES.

"Companheiros,

Desde muito novo fui ensinado a assumir sem reservas todas as opções que tomo e a respeitar até à exaustão os compromissos com que pessoalmente ou profissionalmente me comprometo. Não é uma atitude inata, foi algo me me incutiram e que hoje em dia sou incapaz de evitar. O respeito pelas instituições de que faço parte, o vestir da camisola e o acompanhar da sua vida e história tem cobrado sempre algo do que toca à minha vida pessoal e à daqueles que me tem acompanhado no meu crescimento como profissional e como pessoa.

Serei sempre grato a quem um dia me deu a mão em tempos de dificuldade e aqueles que me levantaram quando me apetecia continuar deitado e apenas ficar lá e desistir.

A vida tem sempre destes momentos e confesso que enquanto Benfiquista já me senti assim mais vezes do que aquelas que seriam espectáveis em tão pouco tempo de vida. Há sempre algo ou alguém dentro do Benfica com quem não concordamos ou que nos desilude sem estarmos à espera. No entanto, este bichinho que entrou dentro de mim há cerca de 35 anos, tem sido mais do que apenas uma motivação, sendo hoje em dia parte integrante do meu dia a dia, à qual dedico o tempo que não tenho quer seja por diversão ou por puro vício.

Demorei muito tempo até perder a vergonha e começar a partilhar convosco o meu pensamento acerca do nosso Glorioso. As reacções, positivas ou negativas, tem-me sempre incentivado a continuar a tentar participar activamente na vida do nosso clube e a pelo menos sentir-me útil para a discussão, muito em voga hoje em dia, do que é realmente ser Benfiquista. Já muito foi escrito acerca deste assunto e acerca de outros que cirandam incessantemente em torno da mesma coisa, mas dia após dia, tópico atrás de tópico e campeonato atrás de campeonato, voltámos sempre ao ponto de partida como se o Benfica fosse uma instituição incapaz de capitalizar sobre as suas próprias vitórias ou sobre o seu capital humano indiscutível.

Todos os anos temos mais do mesmo. Não me esqueço do que foi dito do Benfica no pós-Quique Flores e como tudo se foi modificando à medida que uma época Gloriosa se ia concretizando numa certeza.

É fado e sina nossa sermos nós próprios a destruir (por falta de confiança ou clara incapacidade de assumir a nossa grandeza) aquilo que somos capazes de criar quase do nada. E era no nada desportivo (futebolístico) que estávamos no dia em que Jorge Jesus entrou como treinador do Benfica e disse numa conferência de imprensa que com ele os jogadores do Benfica iriam jogar o dobro. Foi a partir daí, dessa transcendental conferência de imprensa, que num ápice a confiança dos Benfiquistas passou do 8 ao 80 e, sem que o Benfica tivesse jogado um único jogo que fosse, se iniciasse uma imparável onda de Vermelha Confiança. Basófia? Arrogância? Delírio? Não interessa meus amigos. O que interessa é que a partir desse momento o Benfica no seu todo (equipa técnica, jogadores, direcção, sócios e adeptos), soube capitalizar e criar em torno do clube e de todas as suas ramificações desportivas um ambiente de confiança e de vitória que nos guindou para momentos sublimes de futebol que estavam há muito afastados do nosso estádio e das nossas memórias.

É de momentos tão simples e inesperados como este que infelizmente hoje estamos dependentes. É a crise que vivemos dizem uns. A crise que nos lixa e nos leva a nossa serenidade e a nossa apetência para sermos apenas e só Benfiquistas. Quer financeiramente, quer psicologicamente.

Não vou agora esmiuçar as condições que cada um tem para continuar a apoiar o Benfica em todos os momentos, porque todos sabem o que a cada um lhe tem custado viajar para lá e para cá a reboque dos sucessos e insucessos do Maior de Portugal. Há algo que nos impede de desanimar e que nos leva a nunca desistir e a continuar sempre fiéis ao nosso Glorioso em todos os momentos. Sem seguidismos cegos, sem unanimismos bacocos, sem demagogia de pasquim e sem aproveitamentos pessoais. Esse algo somos nós. O grupo, o conjunto, a família, a mole humana que empurra este ideal em frente e que é a base dos sucessos e o amortecedor dos insucessos do nosso clube. Sem menosprezo para outros mas sem vergonha de assumir a grandeza o nosso Benfica.

Fazer passar estes valores de geração em geração tem sido o trabalho de muitos dos nossos pais, avós, amigos, familiares mais próximos ou mais distantes, adeptos ou sócios, que sempre que vêem um puto a puxar pelos "outros" lhes dizem de imediato: "Ó miúdo olha que estás enganado, deixa-te de tretas porque o maior de todos é o Benfica, são os vermelhos, somos nós!". Eu próprio já o fiz e não acredito que vocês que perdem o vosso precioso tempo a ler estas simples palavras não o tenham também já feito com frequência.

Desengane-se quem pensa que tudo o que se escreve hoje em dia em todo lado acerca do Benfica não tem um objectivo claro de nos reduzir, de nos diminuir ou de nos desmoralizar. Tudo hoje em dia é feito com um intuito claro de promoção de um objectivo pessoal ou pelo menos de alguma forma melhorar a condição que cada um tem na sua vida. Dentro do Benfica também é assim e infelizes de nós os mais puristas que ainda acreditamos nos valores de uma equipa feita de e para a mística que todos carregamos, pois os exemplos que nos chocam a todos estão bem presentes no dia a dia do nosso clube.

Em tempos de crise, principalmente uma crise de valores, sonhava eu acordado há pouco, sejamos nós os primeiros a dar o exemplo de como se deve viver o Benfica e a demonstrar para dentro e para fora o tamanho do nosso clube e a certeza de sermos nós próprios a alavanca para o sucesso que todos queremos para o nosso Benfica. O Benfica nunca será algo de menor na vida de cada um de nós. Nem mesmo na vida daqueles que ciclicamente se aproveitam da sua condição dentro do nosso clube para que, só porque sim, tenham a sensação de serem mais do que aquilo que realmente são.

Respeito, honestidade, responsabilidade e noção do que representamos para o nosso clube é algo que nunca poderemos deixar de ter para com a nossa instituição. Quer tenhamos nascido em terra Lusitana, no reino de Leão e Castela ou em terras de Vera Cruz. Respeito não só pelo Benfica e pelos seus adeptos, sócios ou simpatizantes, mas também pela sua história e pelos seus símbolos. Não existirá nunca um símbolo do Benfica que eu não ostentarei com orgulho e prazer. A minha camisola (qual camisola? o meu manto sagrado!) que me acompanha em todos os jogos, os meus cachecóis, o meu boné, o meu emblema, o meu cartão de sócio, o meu "red pass", a minha história enquanto adepto do Glorioso Sport Lisboa Benfica são algo que eu nunca poderei desrespeitar enquanto puder viver o Benfica como hoje vivo.

A tudo isto somo o prazer inigualável que eu tenho quando me sento no MEU estádio, para ver os MEUS jogadores, para ver a MINHA gente, para viver o MEU Benfica.

Desejo ardentemente que este texto sirva tanto para os mais novos como para os mais velhos que hoje fazem parte activa do nosso Benfica. É a minha humilde contribuição para a transmissão dos valores do Benfica que anda tão arredada dos sentires de quem faz hoje parte da estrutura mais imediata do nosso clube. Tal como achei que deveria puxar para cima quando outros puxavam para baixo (ver o meu último post neste magnífico espaço de Benfiquismo), também hoje acho que devemos nivelar por cima o que outros tem arduamente tentado nivelar por baixo nos passados dias. Sem apontar o dedo a ninguém mas com a convicção que todos perceberão o subliminar deste texto.

Quando as coisas estão mesmo más, quando a crise apertar mesmo, quando as pessoas estiverem sem esperança, quando a vida não vos ajudar, quando estiverem por baixo, procurarão refúgio onde todos o fazem. Na família! E eu não conheço maior família e com maior capacidade de entreajuda que a família Benfiquista.

Para o bem e para o mal, nós estamos estaremos sempre lá. Sempre!
--
Viva o Benfica Porra!

Escrito por:- nunomaf

segunda-feira, 25 de julho de 2011

FIM DO INTERVALO


INTERVALO ................. INTERVALO DEPOIS DA BICA! ...

Lnkes relacionados com o tema em questão. Querendo, é só clicar.
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E eu poderia lá continuar neste silêncio de pasmaceira?
Nada, zero: acabou-se a treta do intervalo!
Terá servido para alguma coisa (além de deixar o Águia Livre exasperado, ahahah)?
Talvez … numa perspectiva bem egoísta: talvez me tenha entrado pelos olhos dentro uma evidência que me escapava há muitos, muitos anos. Vou ver se consigo explicar-me.

Já sabem que eu insisto que o meu Benfiquismo tem tanto de Razão, como tem de Paixão. Que o meu Benfiquismo tem tanto de convicção como de adesão e que assenta numa interpretação da Nossa Gloriosa História e numa identificação militante com os Valores que nela reconheço.
A razão desta paixão e da Imensa Vaidade com que a vivo é tão forte e profunda que me custa não a ver multiplicada em todos os seres humanos, ou, pelo menos, em todos os que falam esta língua, partilhando, quer nas causas, quer nos efeitos, partes significativas destes já mais de cem anos de História. No entanto, incrivelmente, há algumas dessas pessoas que não são Benfiquistas … coitados.

Ainda pior que isto, a Gloriosasfera impôs-me uma verdade que foi muito difícil de aceitar: há muitos Benfiquistas que desprezam, por actos e omissões, esta minha forma de viver o Clube, preferindo outras que, amiúde, me chegavam a convencer de não amarem o Glorioso.
Não me refiro aos que abusam da mentira cobarde e demagógica, mais ou menos explicitas, para tentarem divulgar uma agenda que tem de tudo menos de democrática e, por maioria de razão, nem sequer penso nos “brunos carvalhos” desta vida, cujos objectivos, de tão comezinhos, ficam perceptíveis mesmo para o mais ingénuo de Nós.
Não, Companheiros, refiro-me e mesmo sem os nomear, porque não teria qualquer sentido, a Enormes Benfiquistas, a malta inteligente, honesta e que, no mínimo, sofre da mesmíssima doença de que todos alegremente padecemos – estes Orgulho e Amor que animam a Chama Imensa.
Há umas semanas, num comentário aqui publicado, um Companheiro escrevia que “o Benfica tem tudo, só não tem comparação!” e estas palavras fizeram acordar alguma coisa dentro de mim.
Quase meio século de Benfiquismo e eu ainda não me tinha apercebido de toda a extensão destes conceitos: “o Benfica tem tudo”, o Benfica tem de tudo, o Benfica é um traço de união, tantas vezes o único, entre todos Nós.
Esta plena consciência, imberbe de dias mas com a mesma força das forças da Natureza, constitui um novo apelo para que eu queira contribuir para OBELOVOAR e, se possível, contribuir ainda mais persistente e profundamente. Veremos se o consigo …

Neste espírito, perfumado pela mais cândida solidariedade para com o Fundador, já só me faltava a oportunidade: esteve para ser a bacorada dos “jogos a brincar” (ai Jasus, ai Jasus) e quase foi este cenário a que assistimos no comportamento de um Atleta que, queiramos ou não, tem merecido um estatuto especial na Equipa.
Mas nenhuma dessas teve, de facto, a relevância suficiente, tanto mais que, como sabem, eu confio e apoio os que, no Clube, têm a responsabilidade de corrigir e gerir estes erros e as suas consequências.

Há uns dias, o Enorme Abidos d’OINDEFECTIVEL publicou dois artigos encadeados, da autoria do Companheiro Bagão Félix e antes publicados na bolha (link 1 ; Link 2), cuja leitura vos recomendo. Foi o facto combinado entre a imensa estima pessoal e admiração profissional que eu nutro por este Nosso Companheiro (que, sinceramente, considero um dos Melhores de Nós), com o meu absoluto acordo com o primeiro dos artigos e total desacordo com o segundo, acrescido da preponderância do tema (na prática, os textos versam sobre a sustentabilidade de um Benfica Vencedor). Esta combinação “explosiva”, ela sim, justifica o fim do meu intervalo e, mais ainda, induz-me uma vontade de discorrer sobre vários temas que lhe podem ser associados, ou seja e como sói dizer-se, dão pano para mangas …

Aos que quiserem apoiar-me neste “meter dedos ao caminho”, por favor leiam (pensem e comentem) os textos em causa. Até mais tarde …

Viva o Benfica!

Esrito por: PEDRO ÁLVARES CABRAL

domingo, 24 de julho de 2011

Luisão: A sua vontade EXPRESSA nas suas declarações.

Não quero ser o mau da fita, nem estar a bater sempre na mesma tecla. Eu admiro Luisão e considero-o um grande jogador.
Mas quase que apostava em como os centrais no próximo jogo da pré eliminatória da Champeons League, vão ser Javi Garcia e Garay.
Luisão não vai jogar. O jogador quer partir, já não quer jogar no Benfica.
Podem dizer-me o que quiserem, desde que me não ofendam, mas ainda se vão - ou vou eu - lembrar-me do POSTE que fiz sobre o Luisão e que tantos benfiquistas condenaram.
Deus é vivo. ELE dará razão a quem a tiver. Se eu não tiver razão serei o primeiro a seguir a 31 de Agosto a PEDIR DESCULPA aos meus queridos leitores de obelovoardaaguia.
Luisão sempre que veio de férias arranjou sempre algo que fizesse o Benfica aumentar-lhe o vencimento.
Desta vez, penso que não é isso. Desta vez ele quer partir para outras paragens.
Algum do público benfiquista no último jogo na Luz, não aceitou a sua camisola, devolvendo-a. Penso que isso foi a gota de água que fez com que Luisão decidisse não jogar mais no Benfica.
Sei que lá vêm as vozes discordantes do meu pensamento. Podem fazê-lo. Mas façam-no com respeito e educação e não se acharem em donos da verdade, chamando inclusive estúpidos aos outros.
Dêem a vossa opinião de forma respeitosa, pois sabeis que muits lindas e belas senhoras - que nos orgulham com a sua presença - gostam do nosso cantinho e fazem dele um pouco do seu tempo de leitura, bem como, gostam de deixar o seu comentário.

Atenção: ..... PODE VER O VIDEO AQUI ...

Veremos quem tem razão. EU GOSTARIA DE NÃO SER EU ................. mas....

VIVA O BENFICA

sábado, 23 de julho de 2011

PARABÉNS TELMA MONTEIRO

Não é um orgulho esta nossa menina?

Parabéns TELMA MONTEIRO

Benfica;. Tudo serve porque o Benfica vende ... e permite.


Os jornais perderam o respeito pelo Benfica.Todos os dias saem noticias bombásticas. Luisão tem sido o Bombo da festa.
Primeiro não vinha, depois Luís filipe Vieira, através do seu empresário, faz-lhe um ultimato, e agora vem Luisão dizer: Eu amo o Benfica e respeito muito os sócios e o clube.
O que dizer então de Máxi Pereira, que joga amanhã e quer vir jogar a pré eliminatória da Champions League, ou de Garay que terminada a copa, se apresentou de imediato no seu novo clube
Agora sai mais uma noticia para baralhar os incautos. Ricardo Costa no Benfica? Isto só pode ser brincadeira.
Sinceramente que estou fartos desta gentalha, sem escrúpulos, que tudo fazem para achincalhar o nome do Benfica
já não há pachorra.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

SORIANO:- Era uma enorme aquisição


Hoje vou falar-vos de um jogador de 25 anos que joga no Barcelona B. Jonathan SORIANO. Nesta época marcou somente 32 golos.
É um avançado parecido com Oscar Cardoso, mas mais mexido, não tâo estático. Não é a 1.ª vez que se fala neste jogador e na sua vinda para a Luz.
Fala-se também em, Hugo Almeida, mas esse aufere 2.5 mil euros por época, é só para desviar atenções. Não acredito que o Benfica esteja interessado na sua aquisão.
O Benfica apesar de ter muitos avançados não tem nenhum com as características do Cardoso, em caso de Castigo ou de lesão desse.
SORIANO, na minha opinião, era uma boa aquisição. Vamos esperar para que lado correm as ondas do mar.
Fala-se muito no defesa central Mangala. Se calhar era bom começar-se a pensar na sua aquisição se é que é assim tão merecedor de vestir o manto Sagrado.

Hoje não vou falar em Luisão sob pena de ser linchado. Hoje alguns jornais falam de algo um pouco aborrecido que nem tem nada a ver com o meu post de ontem

Poderei ou poderia lá eu ter alguma razão?!!?. Nem pensar.
O tempo falará por si e espero sinceramente estar enganado na minha apreciação de ontem que gerou alguma revolta em muitos benfiquistas que, tendo direito à sua opinião, e desde que a expressem, com educação, o devem fazem

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