sábado, 8 de agosto de 2026

A LEI PRESTIANNI

 BENFICA – HEART OF MIDLOTHIAN

Jogo agradável de ver, da parte do Benfica.

Os Escoceses não são uma grande equipa, fazem o que podem, e o Benfica não os deixou fazer muito, ou quase nada. Foi um jogo Oficial, numa eliminatória da UEFA, não foi um amigável a contar para o campeonato da pré temporada...

Claro que a vitória do Glorioso, vai ser desvalorizada porque o Heart não tem o poderio de um Wrexham, de um tal Gençlebirligi, do Lask Linz ou ainda do Viking, que na altura em que derrotou os sapos eram 9º ou 10ºs classificados do poderoso Campeonato Norueguês, ou ainda do Halmstads ou de um qualquer clube a lutar por não descer na Liga do seu País...Tudo grandes, e poderosas equipas, que os nossos adversários diretos venceram largamente em basófia e arrogância...mas que perderam em número de golos marcados .

O Benfica jogou melhor, é muito melhor e mereceu ganhar. O jogo com o Ac. Viseu será mais complicado.

Os Escoceses já devem ter ouvido falar na “Lei Prestianni”, mas em campo ficaram a conhecer pessoalmente o pequeno Argentino, e do que é capaz de fazer com bola nos pés...Submeteram-se "À Lei do Prestianni".

A EQUIPA DO BENFICA

Não vale a pena fazer grandes considerações individuais.  Gostei de Barreiro, que apesar das limitações técnicas, compensa com raça. Gostei de Barrenechea, embora o adversário pouco ou nada pressionasse e permitiu que jogasse com muito à vontade. Na defesa, temos centrais muito, demasiado, parecidos, mas razoavelmente bons em colocação de bolas à distância, parecem uns números 10. Na lateral direita, Bah vai disfarçando limitações físicas e vai desenrascando. Na lateral esquerda, continuo a pensar que não estamos bem servidos...estamos desenrascados, mas mal.

Na zona ofensiva da Equipa, já mencionei Prestianni, mas Pavlidis continua a mostrar que é um belíssimo jogador. Um bom avançado que não se limita a estar na área. Recordo que não é ponta de lança de formação, mas sim um segundo avançado, um jogador que fazia a ligação entre meio campo e ataque...Vamos sentir a sua falta, caso saia.

Nota-se uma movimentação, quase constante, entre os jogadores mais avançados, com trocas de posição que baralham os adversários. 

Na baliza, não entendi a troca entre guarda redes. Trubin, e é somente a minha opinião assumida, continua a ser muito superior a Samuel Soares. Se um ou outro, têm qualidade para ser titulares do Benfica...é outro assunto, mas Trubin é o menos mau...digamos assim.

Já assistimos a erros, e a grandes exibições, de Trubin . Samuel continua a ter um grande problema : Excesso de confiança. Vai com dois anos de atraso, ser emprestado a um Clube onde esteja mais vezes em jogo...onde aprenda a sofrer, onde seja proibido inventar.

No jogo com o Hearts teve três lances para “brilhar” : Saiu corajoso a um cruzamento, largou bola para a frente, agarrou à segunda ou terceira tentativa...o adversário foi passivo. Saiu dos postes a um cruzamento, de livre lateral, andou aos papeis e o adversário enviou a bola à trave. No golo adversário fez-se à bola de uma maneira esquisita, parecia estar a atirar-se para uma piscina. Se fosse o Ucraniano a ter estas intervenções, seria “queimado” lentamente durante dias, pelos alternadeiros habituais.

Esperemos cenas dos próximos capítulos...e não esquecer que Trubin é só um ano mais velho do que Samuel Soares !!

SEIS GOLOS OU...SEXTA FILA ??

Como seria de esperar, Pedro Proença deslocou-se ao nosso Estádio, numa atitude provocatória para com os Benfiquistas lá presentes. Se tivesse um pingo de vergonha ou dignidade, não tinha lá estacionado os presuntos...ou então, quando soube qual o lugar que lhe estava destinado, caso não tenha sido ele a sugerir tal, mostrava personalidade e ia infestar outro local qualquer.

É escusado virem os desonestos intelectualmente defender a atitude de Proença. É nojento o que se passa com os painelistas, que se mostram muito indignados pelo facto de o terem mandado para a sexta fila do Camarote Presidencial. É simplesmente ridículo, o lambecuzismo a que alguns se submetem, para conseguirem bajular o ego da criatura. A estes, digo o seguinte : Respeitem quem é de facto Doutorado, em que área for. Proença não é Doutor, é Licenciado...nem sequer concluiu o Mestrado em Gestão. Passar todo o tempo a falar dele como “ Dr. Proença para cá...e Dr. Proença pra lá” é só mais uma imbecilidade e atitude graxista, de quem pensa que ao tratá-lo por algo que não é, lhe dá razão porque “ignoraram” o, falso, nível Académico da besta.

Já agora, e porque não me apercebi se houve alguma explicação, faço a seguinte questão a quem me souber responder: -  Foi o Proença cidadão, ou o Proença Presidente, aquele que se apresentou no Estádio do Sport Lisboa e Benfica ?

Para que saibam, e porque, isto é, a minha opinião e não vinculativa, eu, há muito que tinha retirado qualquer apoio ao Presidente da FPF, mesmo à própria Instituição, enquanto o Presidente fosse o Pedro Proença. Correndo o risco de várias multas, tanto institucionalmente como protocolarmente, Proença seria sempre relegado para as últimas filas de UM Camarote. Roubou-nos, e rouba, demais. Goza com o Benfica em todas as situações. Que vá exibir a sua cramalheira, para quem lhe oferece quadros a óleo e para os amigos símios. 

OS SAPOS BUFOS

No início da pré época, o Benfica realizou jogos à porta fechada com outras equipas. Alguma informação “saltou” cá para fora, de alguma maneira. Mesmo sabendo, que existiram pessoas estranhas ao Benfica nesses jogos que poderiam ter difundido tais “informações” o tema “bufo do Benfica” encheu programas, com os idiotas de serviço a gozarem o prato.

Agora, num treino normal à porta fechada, dos sapos, soube-se que o Suarez, se zangou e abandonou o treino, não sem antes chutar uma bola contra um elemento da estrutura técnica da equipa. Foi preciso, ir o treinador principal atrás dele, sim o treinador,e pedir-lhe por favor que voltasse. Mesmo que o apelidado de taberneiro o negue, houve mau comportamento do jogador e ponto final. Podem tentar com toda a lixivia do Mundo, mas não conseguem limpar  a porcaria que o Uruguaio fez.

Pergunto eu: Neste caso quem foi o bufo?? O treino era de exercicios especificos e à porta fechada. Não há a mesma curiosidade em saber? Aqui sim, existiu fuga de informação por alguém de dentro. Calhordas cretinos.

ULTIMOS APONTAMENTOS

Neste momento, todos, repito TODOS, os planteis estão em formação. Até 4 de Setembro ainda muita coisa vai mudar. Sei que mais de 90% dos comentários críticos, são direcionados ao Benfica, ser grande é assim mesmo, mas os outros clubes Portugueses, também não têm o plantel fechado. Existem carências, excedentários a colocar, alguns jogadores que querem sair, e aqueles que os clubes pretendem ver-se livres, e não aparece quem os queira. 

Ao Benfica, atual, falta um Defesa Central. Resta saber o que pensam os responsáveis, Treinador incluído, se pretendem um jogador para discutir seriamente a titularidade, ou quem seja uma opção secundária. Penso que seria uma boa opção, apostar em Manu Silva como um dos centrais do Plantel. Tem tudo para ser um grande central, inclusive personalidade e espirito de liderança. Vamos ver. Depois, para mim, há o "pequeno problema" do Defesa Esquerdo. Mas sem qualquer tipo de drama que tem sido passado. Para todos nós, Benfiquistas, seria desejável que o Plantel estivesse fechado, a partir do momento em que entrámos em competições oficiais...mas o mercado não é assim. Não houve antecipação para precaver a saída de António Silva, mas também não houve precipitação. 


OBS : Domingo começa a nossa luta para vencermos a Liga. Será um jogo à porta fechada, como castigo á utilização reiterada de objetos pirótécnicos. Não vou discutir a justeza do castigo, mas vou estar atento ao que se passar em outros estádios. Lembro só, que no sapódromo, sócios e adeptos sapos tentaram agredir seriamente o próprio guarda redes durante largos minutos...e continuaram e continuam a usar tais objetos. Adeptos dos mesmos sapos, a corja habitual, incendiou cadeiras e alguma estrutura de um setor do nosso Estádio. E também há o caso de pessoal de segurança (!!!), e jogadores sapistas com os amigos do Altis a agredirem-se mutuamente...Uns têm o curral interdito, e vão jogar, em casa, num estádio amigo, nós temos a obrigatoriedade de jogar sem publico...É assim que se continua a marrar com o Benfica...E nunca fingimos ter "problemas técnicos" no nosso Estádio, que obrigasse a falhar as comunicações com o VAR !!!  


PELO BENFICA ... TUDO

VIVA O BENFICA...SEMPRE PELO BENFICA. 


   



quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Benfica vs Heart - Liga Europa - Qualificação.

 


Benfica  6  *  1  Heart
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O Comité de Arbitragem da UEFA nomeou o árbitro romeno Marian Barbu (37 anos), internacional desde 2021, para apitar o jogo da 1.ª mão da 3.ª pré-eliminatória de acesso à fase de liga da Liga Europa entre o Benfica e o Hearts, às 20h00 de quinta-feira, 6 de agosto, no Estádio da Luz.

A equipa de arbitragem para o jogo é ainda composta pelos compatriotas Mircea Mihail Grigoriu e Imre Laszlo Bucsi, como árbitros assistentes, e Radu Petrescu, na função de quarto árbitro.

Catalin Popa estará no papel de videoárbitro (VAR), e Marcel Birsan será o AVAR.

Constituição das equipas:

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BENFICA;- Samuel Soares; Bah, Tomás Araújo, Lenglet e Dahl; Enzo Barrenechea, Leandro Barreiro e Sudakov; Prestianni, Pavlidis e Rafa.
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SUPLENTES DO BENFICA: Trubin, Lukebakio, Kamiński, Manu, Dedic, Richard Ríos, Schjelderup, Jhon Durán, Gabriel Índio, José Neto, Anísio e Miguel Figueiredo.
…/...
HEARTS: - Reus; Altena, McEntee, Findlay e Milne; Miller, Mendy, Spittal, Kyziridis, Cláudio Braga e Kaboré.
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SUPLENTES DO HEARTS: Clark, Fulton, McCart, Renaud, McPake, Guendouz, Wilson, Magnússon, Kamson-Kamara, Kerjota, Gillies e Amadou.
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Carrega Benfica
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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

A dança das cadeiras

 

Há jogos em que o Benfica joga bem. Há jogos em que joga mal.

Mas há uma competição em que somos candidatos ao título todos os anos: a dança das cadeiras.

Começa o mercado e ouvimos a música do costume: o plantel está fechado. Completo. Equilibrado. Preparado para atacar todas as competições.

Cinco minutos depois, os adeptos olham para a lista de jogadores e fazem aquela pergunta simples:

— "Então... e os laterais?"

Silêncio.

— "E os centrais?"

Mais silêncio.

Mas calma. Não há motivo para preocupação. Porque no Benfica existe sempre uma solução para tudo:  mudar as cadeiras.

Lesiona-se um lateral? O extremo recua.

Um central é castigado? O médio desce.

Falta outro? O lateral transforma-se em central.

Lesiona-se esse também? Troca-se mais uma cadeira.

E se faltar mais alguém... logo se vê quem ainda está sentado. Pergunta-se apenas quem trouxe chuteiras. Se correr... joga.

Qualquer pessoa que olhe para o plantel, percebe que temos um problema.

Não é preciso ter um cargo no futebol. Não é preciso uma folha de Excel com 300 páginas e gráficos em PowerPoint. Basta contar até onze e perceber que há mais posições do que jogadores preparados para elas.

Mas chega agosto e ouvimos que está tudo controlado.

Chega setembro e a realidade aparece.

Chega outubro... e já ninguém sabe muito bem quem joga onde.

O lateral continua a ser extremo.

O central continua a ser médio.

O médio faz de central.

O extremo faz de ala.

E o treinador faz de relações públicas, a explicar porque é que, afinal, isto sempre foi o plano.

Há clubes que compram jogadores para as posições. O Benfica parece preferir comprar jogadores e descobrir-lhes uma posição pelo caminho. 

O scouting deve funcionar assim:

— "Em que posição joga?"

— "Extremo."

— "Mas precisamos de um lateral."

— "Excelente. Tem pernas? Corre? Então adapta-se."

— "E defende?"

— "Isso aprende-se."

No fundo, até faz sentido. Somos um clube formador.

E depois há sempre aquela frase maravilhosa: "Temos soluções internas."

Pois temos.

Também tenho uma cadeira da cozinha que serve de escadote. Não significa que tenha sido feita para isso. E também consigo abrir uma garrafa com uma colher. Funciona. Mas não é propriamente um plano de engenharia.

É que a dança das cadeiras só é divertida quando é uma brincadeira. Quando passa a ser o modelo de planeamento de um clube que quer ser campeão... deixa de ter graça.

Ou melhor...

...só tem graça para quem continua a confundir polivalência com improviso e remendos com estratégia.


 

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Uma manita para virar a página

 

O Benfica tinha uma missão simples: desfazer a asneira da primeira mão e garantir a passagem. E cumpriu-a com distinção, embora tenha achado por bem oferecer uns minutos de sofrimento aos adeptos antes de começar a jogar.

O St. Gallen entrou melhor, sem medo, e aproveitou um Benfica algo nervoso, com passes errados e pouca velocidade na circulação da bola. Durante os primeiros minutos, os suíços conseguiram acreditar que ainda podiam discutir a eliminatória, enquanto Trubin voltava a testar a resistência cardíaca da bancada.

Felizmente, o susto durou pouco.

O Benfica começou a ganhar o meio-campo, subiu linhas e passou a jogar muito mais perto da baliza suíça. Barreiro tomou conta das operações, Sudakov começou finalmente a mostrar serviço, Bah e Dahl deram outra profundidade ao jogo e Pavlidis decidiu que já chegava de conversa.

O primeiro golo mudou completamente o jogo. O Benfica ganhou confiança, o St. Gallen perdeu-a e a eliminatória começou a inclinar-se definitivamente para o lado encarnado. Na segunda parte, o segundo golo praticamente acabou com qualquer dúvida, a expulsão dos suíços tornou a tarefa ainda mais simples e, a partir daí, foi uma questão de saber até onde podia ir o marcador.

Pavlidis fez quatro golos e foi naturalmente a figura da noite, mas a vitória explicou-se também pela forma como o Benfica reagiu ao mau início. A equipa mostrou personalidade, foi claramente superior durante grande parte do jogo e já deixou ver alguns sinais do trabalho de Marco Silva.

A única nota menos positiva surgiu nos últimos minutos. Com tudo decidido e um homem a mais, o Benfica relaxou demasiado e ainda permitiu ao St. Gallen criar algum perigo. Não teve consequências, mas fica o aviso: contra equipas mais fortes, desligar a ficha pode custar caro.

No fim, missão cumprida. O Benfica virou a eliminatória com uma goleada, voltou a transmitir confiança e segue para a próxima ronda, onde terá pela frente os Hearts da Escócia. O nome é bonito. A eliminatória, para eles, promete ser menos.


Destaques positivos

Pavlidis — Foi o homem do jogo. Quatro golos, muito trabalho e uma exibição daquelas que fazem um ponta-de-lança parecer barato, custe ele o que custar. Marcou de todas as maneiras e ainda fez o favor de jogar para a equipa. Trabalhou como um médio, pressionou como um defesa e apareceu na área como só os grandes avançados aparecem. É por isso que, quando ouço um benfiquista dizer que Pavlidis não serve, apetece-me desatar à bofetada.

Barreiro — Há jogadores que correm muito. Depois há Leandro Barreiro, que parece ter descoberto uma modalidade em que o jogo só acaba quando ele decidir parar. Esteve em todo o lado: recuperou bolas, pressionou, apareceu na área, voltou atrás, voltou a subir e, quando toda a gente pensava que finalmente ia parar para respirar, lá estava ele outra vez a roubar mais uma bola.É o tipo de jogador que nunca será o protagonista dos vídeos de fintas no YouTube, mas que faz os treinadores sorrirem e os adversários suarem. E, se lhe pedissem para vender bifanas ao intervalo, provavelmente aceitava. E, no fim do jogo, ainda era capaz de ir pressionar o autocarro do St. Gallen até ao aeroporto, só para garantir que os suíços não voltavam a tentar uma gracinha imaginária. Se Pavlidis ganhou o jogo na área, Barreiro ganhou-o em todo o lado.

Marco Silva — Talvez o melhor reforço esteja no banco. A equipa começa a mostrar ideias, reage melhor às dificuldades e, acima de tudo, o treinador lê o jogo com calma. Não entrou em pânico quando parexeia que a tremideira ia começar, mexeu na equipa na altura certa e não complicou o que estava simples. Parece pouco, mas os benfiquistas sabem que nem sempre foi assim. Ainda há muito para melhorar, mas, pela primeira vez em algum tempo, parece haver um plano e jogadores a segui-lo.

Rafa — Continua a ser dos poucos que pega na bola e muda o ritmo do jogo. Fez a assistência para o primeiro golo, acelerou quando era preciso e deixou a defesa suíça várias vezes em sentido. Quando está inspirado, o Benfica joga mais depressa. 

António Silva — Que maneira de se despedir da Luz. Fez uma exibição à capitão e mostrou a personalidade que sempre se reconheceu nele. Defendeu, construiu, ganhou duelos, assumiu responsabilidades e houve alturas em que parecia farto de esperar pelos médios e resolveu levar a equipa para a frente. Agora segue outro caminho e só há uma coisa a dizer: Toda a sorte do mundo, miúdo!. E desculpa. Desculpa porque, às vezes, esquecemo-nos de que ainda és um miúdo e esperamos a perfeição todas as semanas. Obrigado pelo que deste ao Benfica. E quem sabe, até um dia.
 

Destaques positivos mas:

Sudakov — Melhor, bastante melhor. Muito mais participativo e finalmente a assumir o jogo. Ainda assim, continua a dar a sensação de que há ali um jogador capaz de muito mais. 

Lenglet — Muito seguro defensivamente, resolveu problemas quando foi preciso e ainda teve tempo para marcar um golaço. Esperemos que continue assim.

Kaminski — A primeira parte foi pouco conseguida, mas cresceu bastante depois do intervalo. Melhorou as decisões e teve participação importante no segundo golo. e mostrou que pode ser útil quando simplifica o jogo. 

Bah — Duas assistências, muita profundidade e personalidade. Agora falta convencer alguém de que também existe uma modalidade chamada "defender". Quando sobe, entusiasma, quando tem de correr para trás, às vezes parece que o GPS recalculou demasiado tarde.

Lukebakio — É um daqueles jogadores que faz três adversários parecerem pinos depois chega a altura de decidir e parece que muda de canal. Técnica tem. Velocidade também. Falta descobrir que o futebol é um jogo coletivo e que muitas vezes, a melhor finta é um passe simples. Mas belíssima assistência para o golo do Lenglet.


Destaques não tão positivos: 

Trubin — Faz uma defesa impossível e, cinco minutos depois, complica um cruzamento banal. Não evoluiu nada neste tempo de Benfica. Começa a ser mais problema do que solução. 

Barrenechea — Melhorou com bola e até fez um jogo aceitável. O problema continua a ser sem ela. Um médio defensivo não recebe medalhas por passes certos, recebe elogios quando os avançados adversários deixam de encontrar espaço entre o meio-campo e os centrais. É aí que está o verdadeiro trabalho, não deixar o adversário jogar de pantufas no espaço mais perigoso do campo.


Os outros: 

Dahl foi crescendo e apareceu melhor na segunda parte.
Ríos entrou bem, ganhou o penálti e mostrou disponibilidade.
Dedic entrou com vontade de acelerar.
Schjelderup tentou mexer no jogo, mas teve pouco tempo.
Durán praticamente não teve oportunidades para mostrar serviço.

 

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Benfica vs St. Gallen - Qualificação jogo 2 - Liga Europa

 


Benfica  5  *  0  St. Gallen
1º jogo
Sto. Gallen 2 * 1 Benfica
..
A UEFA nomeou o árbitro alemão Florian Badstubner (35 anos), internacional desde 2025, para apitar o jogo da 2.ª mão. 

Os compatriotas Christof Gunsch e Philipp Huwe serão os árbitros assistentes.

Robin Braun estará na função de quarto árbitro. 

Christian Dingert estará no papel de videoárbitro e Benjamin Brand será o AVAR. Florian Badstubner nunca apitou jogos do Benfica.  
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BENFICA
: Trubin; Bah, António Silva, Lenglet e Dahl; Enzo Barrenechea e Leandro Barreiro; Rafa, Sudakov e Kamiiski; Pavlidis.
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SUPLENTES DO BENFICA: Samuel Soares, Dedi?, Tomás Araújo, José Neto, Manu Silva, Miguel Figueiredo, Richard Ríos, Schjelderup, Lukébakio, Ivanovi?, Jhon Durán e Anísio Cabral.
…/...
ST. GALLEN: Watkowiak; Gaal, Stani? e Okoroji; Vandermersch, Görtler, Daschner, Boukhalfa e Stevanovic; Balde e Witzig.
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SUPLENTES DO ST. GALLEN: Dumrath, Bujard, Hunziker, Frokaj, Fazliji, Besio, Owusu, Konietzke, Heydari e Ruiz.
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NOTA

- Aursnes fica de fora dos suplentes, enquanto Schjelderup é convocado.  
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quarta-feira, 29 de julho de 2026

Não Confundam o Poleiro com o Benfica

 

O Proença pode ser aquilo que muitos benfiquistas sempre viram nele: um traste perigoso. Da arbitragem nem vale a pena falar. O Rui Costa apoiou estes personagens. Nada disto é novidade e muito haveria a dizer.

Mas o que me interessa perceber é outra coisa: quem ganhou com estes áudios — truncados, para não variar — terem vindo cá para fora precisamente agora? Quem os gravou? Quem decidiu divulgá-los? E com que intenção?

Ao que tudo indica, naquela sala estavam apenas cinco pessoas. Cinco. E três delas seriam da absoluta confiança de Rui Costa.

Se isto saiu de dentro, então os áudios são apenas a ponta do iceberg. Porque significa que há gente disposta a incendiar o próprio clube para atingir objectivos pessoais.

E depois ouve-se: "Está a brincar comigo, Seara?"

Mas afinal isto é o quê? Uma frase solta? Um desabafo? Um aviso? Uma ameaça? São dúvidas que não podem ser varridas para baixo do tapete. E o Benfica faz o quê? Fica em silêncio? Come e cala?

Os galos já andam novamente à volta do poleiro.

Convém é não esquecerem uma coisa:

Não confundam as coisas.

O poleiro existe por causa do Benfica. Não é o Benfica que existe por causa do poleiro.

Podem comprar uma guerra entre vocês. Podem controlar gabinetes, podem controlar discursos e podem controlar momentos.

Mas não comprem uma guerra com os benfiquistas.

Porque essa guerra ninguém a ganha. 

terça-feira, 28 de julho de 2026

Benfica:- Franco Mastantuono


Clique na setinha a fim de ver o vídeo

Se não der veja clicando em You Tube

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Sei que pode ser apenas jornalismo para angariar audiências. Mas... admitindo que é verdade, o que acham os benfiquistas deste jogador caso venha, por empréstimo do Real Madrid, para o Benfica?

- Bom ou mau negócio do Benfica?
- O Benfica deve ou não olhar ao plano/sucesso desportivo no imediato?
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sexta-feira, 24 de julho de 2026

Futebol explicado ao Benfica: a bola serve para marcar golos

 

Não foi uma tragédia futebolística. Foi pior. 

Se alguém dissesse que o Benfica foi à Suíça fazer turismo em vez de jogar futebol, seria difícil contrariar. 

O St. Gallen, um clube que provavelmente gasta menos em relva do que o Benfica em gel para o cabelo de alguns jogadores, deu uma lição de organização, intensidade e, acima de tudo, vontade. Enquanto isso, o Benfica parecia preso numa reunião interminável sobre "processos", esquecendo-se do pequeno detalhe de que o objectivo do futebol continua a ser jogar à bola.

Parabéns à bola, aliás. Fez uma excelente exibição. Andou muito, circulou bastante e nunca se recusou ao trabalho. Só teve o azar de estar rodeada por um grupo de suíços que insistia em estragar tudo com golos. 

Já o Benfica trouxe a sua habitual investigação científica: descobrir quantos passes são necessários até uma jogada perder completamente o sentido.

A resposta parece ser: muitos.

É que o Benfica tem tantos processos que qualquer dia entra em campo com uma lista de compras.

A equipa troca a bola, troca a bola, troca a bola... e nós trocamos de humor.

Não faltou tempo. Não faltou espaço. Não faltou bola.

Faltou aquela pequena coisa sem importância: fazer alguma coisa com ela.

O adversário corre. O Benfica pensa.

O adversário remata. O Benfica prepara.

O adversário joga. O Benfica organiza.

É uma filosofia bonita, se o jogo fosse um documentário sobre circulação de bola. Só que não era. Era  uma eliminatória europeia que convinha ganhar.

Porque no futebol há uma regra antiga: quem marca mais golos costuma ter melhores hipóteses.

Uma teoria polémica, eu sei.

Talvez um dia alguém consiga explicar ao Benfica que uma baliza adversária não é uma peça decorativa do estádio. Está ali para ser utilizada.

Mas há que reconhecer mérito: a equipa é consistente. Mantém uma identidade. Joga sempre da mesma forma, independentemente do adversário, do resultado ou da urgência.

É reconfortante.

Sabemos sempre o que esperar: 70% de posse, 200 passes para o lado e aquela sensação de que o golo está sempre "a chegar". O problema é que o golo, pelos vistos, vem de transportes públicos.

Entretanto, o adversário já marcou, já festejou e já teve tempo para organizar a defesa.

O Benfica continua a preparar.

Prepara tanto que qualquer dia apresenta um plano estratégico para preparar a preparação.

O St. Gallen não ganhou por acaso. Ganhou porque correu mais, pressionou melhor, reagiu melhor à perda, ocupou espaços, pensou mais depressa. Não precisou de fazer um jogo perfeito. Bastou-lhe fazer o básico. 

O St. Gallen jogou para ganhar. O Benfica teve bola. 

E o futebol tem destas coisas.

Ganha quem percebe para que é que a bola serve. 

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