quinta-feira, 7 de março de 2013

D.S.Oliveira:- Um Lagarto a defender o Benfica...



Peço desculpa aos meus amigos colaboradores mas penso que este video é importante e por isso deve ser visto por todos os benfiquistas.
Domingos Soares Oliveira é Sportinguista. Todos o sabem.
O que ninguém poderá dizer é que Domingos Soares Oliveira, actual administrador da Sociedade desportiva do Benfica (SAD), não defende o Benfica em todas as suas vertentes. É de facto um grande profissional.

Eu gostei de ouvir. Ouça você também e diga da sua justiça.....
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29 comentários:

  1. Ponto prévio - sempre defendi a tese de que o Benfica em 6 milhões tem de ter todo o tipo de profissional que o clube precise e que para manter a mística se deveria dar a preferência a Benfiquistas no preenchimento de qualquer cargo.
    Vi em directo o programa e devo dizer que este Sportinguista me deixou orgulhoso pela forma distinta como representou o Benfica. A sua preparação foi simplesmente perfeita e de tal forma eficaz que os comentários do banqueiro (que regra geral neste programa tentam denotar uma certa superioridade) desta ficaram apenas pelos joelhos de DSO.
    O Benfica merece apenas e só este tipo de representante a defendê-lo numa CS tão podre!

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  2. O DSO é o Jesus das finanças. LOL

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  3. Profissionalismo, competência e Honestidade.
    DSO mostrou que de facto é o homem certo no lugar certo.
    Claro que irão aparecer as aves agoirentas, mas a realidade é esta o BENFICA está cada vez maior, mais organizado e assim os resultados não demorarão a aparecer.
    "Roma e Pavia não se fizeram num dia"
    "Depressa e bem há pouco quem"
    Eu acredito.
    VIVA O BENFICA

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  4. D.S.Oliveira

    Todas as semanas falo e tenho reuniões com dirigentes do Sporting e do Porto sobre várias matérias.

    Quem diria hein?

    Também disse, não confirmando

    Benfica Tv vai ser entre 7 e 10 euros.

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    1. Em todas as operadoras.
      -Porque não queremos gerar guerras com ninguém!
      VIVA O BENFICA

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  5. Grande profissional. O facto de ser do sporting não me afecta nada, pelo contrário. Assim como o JJ. É como ter um estrangeiro a dirigir uma empresa portuguesa. Qual é o problema?

    Mas há gente muito mesquinha e pouco inteligente.




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  6. Um programa que dá gosto ouvir pela elevação entre todos os comentadores, não tendo nada a ver com outros programas género dia seguinte, onde a peixeirada é a palavra de ordem

    O Benfica acertou em cheio na contratação de DSO. Um profissional altamente competente.

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  7. Águia Suiça07/03/13, 11:11

    Caro amigo Ricardo desde já as minhas desculpas por chamar idiotas aqueles que vêm os progamas nos canais televisivos abertos , não foi por maldade porque eu também cheguei a ver mas isso já foi há largos anos por isso também me incluo nesse lote dos idiotas.
    Acompanhei com bastante interesse o progama na bola tv em que o convidado era Soares de oliveira , gostei bastante do progama e desde já é para continuar a ver porque neste progama falou-se de futebol com respeito e educação entre todos os intervenientes sendo eles do Sporting do Porto e do Benfica.
    Um grande abraço e boa sorte para o nosso Benfica logo há noite e espero que ganhe.
    Benfica sempre.

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    1. Amigo Águia Suiça

      Eu percebi que era SEM maldade. Está tudo bem.

      Hoje é mesmo para ganhar. Nem me passa pela cabeça que assim não seja.

      Grande abraço.

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  8. Superaguia190407/03/13, 11:30

    Mourinho dava provas de vir a ser um grande treinador profissional, estava a obter resultados no Benfica e defendia os interesses da equipa, exigindo o maximo dos jogadores em cada treino, em cada jogo e em cada conferência de imprensa.
    Enquanto isso, o candidato Vilarinho apresentou-se em campanha dizendo que o seu técnico era Toni, por ser bom técnico e um grande Benfiquista.
    Ganhou o Benfica com isso? É preciso aprender com as lições...

    A melhor defesa dos interesses do Benfica faz-se com os mais competentes profissionais.

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    1. Isso é que é memória selectiva, hem? O facto do Mourinho ter tentado encostar a direcção à parede parece ter desaparecido da sua memória.

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    2. Amigo Superaguia1904

      Penso que as coisas com Mourinho não foram bem assim. Mourinho perdeu na Madeira com o Maritimo e a seguir ganhou na Luz ao Sporting, salvo erro,por 3-0.
      A seguir encostou a direcção do Benfica exigindo a renovação do contrato, aproveitando a euforia de ter ganho aos lagartos.
      Ora, na semana anterior, quando perdeu no Marítimo, não exigiu nada ao Benfica.
      Ou seja: Mourinho fez chantagem com a direcção dizendo que ou renovava ou ia embora. Acabou por ir embora.

      Cumprimentos.

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    3. Superaguia190407/03/13, 13:04

      A questão de fundo que estava a comentar não é essa.

      Eu não estou a dizer que a resposta de Mourinho a essa frase de Vilarinho tenha sido correta.
      Mas também digo que se tivesse havido mais ponderação e bom senso de Vilarinho quando veio de alguma forma questionar o profissionalismo de Mourinho, exibindo, em contrapartida, o Benfiquismo de Toni, também Mourinho não responderia da forma que fez.

      Face à sua forte personalidade, Mourinho respondeu não dando margem a Vilarinho, e também Vilarinho face ao que disse e à atitude de Mourinho, não pôde retroceder, com prejuízos evidentes para o Benfica, que deve estar acima de tudo.

      Histórias passadas, que as lições fiquem para o futuro.

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    4. Muita razão Superaguia1904.

      Muito complicado o contexto em que o Nosso Clube vivia. Radicalizando posições.

      Uma das poucas situações pós JVA em que a tomada de decisão - desencadeada nesse contexto - foi claramente desfavorável ao Benfica.

      Honestamente, não creio que a decisão pudesse ter sido outra - tanto de Mourinho como da direcção recentemente eleita - após o que hoje se torna um evidente "disparate" eleitoral.

      Se enquadrarmos o "disparate" todos nós chegaremos à conclusão que a decisão directiva e pessoal, não poderia ser outra.

      Na realidade foi esta uma das primeiras grande decisões profissionais da nova estrutura. Não poderia ser outra naquele momento e naquelas circunstancias.

      E decisões profissionais são aquilo que aqui estamos todos ou quase a elogiar. Verdade não é?


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  9. Vi a entrevista. Gosto muito do DSO acho um profissional muito bom e com uma grande visão. Tenho pena que não seja benfiquista, espero que já tenha aprendido a gostar um bocadinho do Benfica e não veja como apenas um emprego.
    Abraços e viva o Benfica

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  10. Para quando uma entrevista com o Jorge Gomes? esta não perderia...

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  11. Jose Albuquerque07/03/13, 13:22

    Enormerrimo Fundador, meu Amigo Aguia Livre,

    Fico muito contente por verificar que estiveste de acordo em dar um destaque especial a esta oportunidade (rarissima) de mostrar aos Benfiquistas quem, de facto, e o Nosso Administrador do pelouro financeiro.

    E fico ainda mais satisfeito ao ler as reacoes das Companheiras e Companheiros, depois de assistirem ao programa.

    A partir de agora, havera menos incompreensao de cada vez que eu me referir ao DSO como um dos componentes do Nosso "good will", um dos 'activos' que, por nao estar registado no Balanco da SAD, reforcam a subavaliacao contabilistica do Activo da SAD e do Grupo.

    Eu conheci o DSO ha quase 15 anos, em Madrid (no casamento de um amigo comum) e muito antes de ele poder imaginar que, um dia, haveria de receber um convite do Glorioso.
    Depois dessa ocasiao, ainda o voltei a encontrar algumas vezes, sempre por motivos profissionais, antes dele regressar a Lisboa e ser contratado pela SAD.

    Um belo dia (belo por maioria de razao), um Companheiro telefonou-me a perguntar se eu conhecia o DSO e se achava bem que o Presidente estivesse a pensar nele para substituir aquela que ate essa altura (e ainda por mais um ano) era a Administradora do pelouro ...
    Esse Companheiro 'torcia o nariz' porque ouvira falar da preferencia clubistica do DSO e ficou 'de rastos' quando eu lhe respondi que sentia que, uma vez mais, o Companheiro Vieira (ajudado por nao sei qual dos "Head Hunter" do mercado) acabava de acertar na mosca!

    Tenho um imenso respeito profissional pelo DSO e, na minha qualidade de humilde (humildissimo, ahahah) acionista, fico inteiramente tranquilo por ve-lo no CA da SAD.

    Viva o Benfica!

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    1. Caro amigo José Albuquerque

      Disseram hoje que o DSO é sócio do Benfica. Será verdade?

      Abraço.

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    2. Jose Albuquerque07/03/13, 15:24

      Enormerrimo Fundador, meu Amigo Aguia Livre,

      Claro que ele e Socio do Glorioso!
      Mas tu achas que o Presidente permitia que um Administrador da SAD nao fosse Socio?

      Mas isso nao quer dizer que ele nao 'tenha nascido' Sportinguista (nem lagarto, nem osga, nem lagartixa ... Sportinguista).

      Seja como for e acima de tudo, o que ele e e ... um "fora de serie", que vale bem (muito bem) o salario que recebe.

      Viva o Benfica!

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  12. Boa Tarde...

    Só mostra o Nível e classe que Têm...

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  13. Superaguia190407/03/13, 15:20


    "E o que responde a quem ainda levanta a voz para questionar o seu clubismo? «Sou do Benfica, e mesmo que não fosse, depois de cá chegar não há outra hipótese senão vestir a camisola.»"
    (http://floresta-do-sul.blogspot.pt/2007/11/do-benfica-do-sporting.html)

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    1. Desportista Sério07/03/13, 15:46

      O linke que o amigo Superaguia1904 indica está em baixo todo o seu conteúdo.
      Espero que o grande benfiquista Ricardo, águia livre não fique aborrecido comigo, mas achei que todos gostariam de ler para que o conhecimento fosse maior sobre o grande Domingos Soares de Oliveira, um gestor de eleição a quem muito o Benfica agradece, pela sua qualidade humana e competência profissional.

      Desculpem e Obrigado

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    2. Tudo bem caro Desportista Sério

      Sem qualquer problema

      Abraço

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  14. Desportista Sério07/03/13, 15:37

    Ultimamente, tem-se falado muito na comunicação social de um gestor de topo do Benfica, Domingos Soares de Oliveira. É «acusado» de ser do meu clube, o Sporting. Eu já tinha ouvido falar no assunto, mas nunca liguei muito. Tanto se me dá que ele seja de um ou de outro clube, ou de um terceiro, ou que nem tenha clube. Mas agora, com o que tenho lido e ouvido, lembrei-me de uma coisa… Na revista que dirijo («Pessoal»), publiquei há pouco mais de dois anos (Verão de 2005), um perfil de Domingos Soares de Oliveira. O texto é da jornalista Ana Margarida Pedro, a quem Domingos Soares de Oliveira confessou então ser adepto e sócio do Benfica. A foto com a águia foi tirada pelo fotógrafo João Andrés. Pode ler-se o texto a seguir…

    Domingos Soares de Oliveira
    Um gestor no ninho da águia

    «A minha relação com a informática é inexistente», escreveu resoluto Domingos Soares de Oliveira aos pais, quando o tempo de maiores responsabilidades se aproximou e a questão sobre o que fazer da vida se impôs. Contudo, porque medicina estava fora de questão e os dois anos de direito e físico-química que completara não lhe tinham enchido as medidas, decidiu-se pelo improvável, e da informática acabou mesmo por fazer carreira. De programador e analista de sistemas a gestor e presidente da Comissão Executiva do Benfica, Domingos Soares de Oliveira lá vai seguindo a somar vitórias. Fora e dentro dos estádios.

    São Paulo não foi uma opção própria. Nem tão-pouco Paris. À semelhança do que aconteceu a muitas outras famílias, também a de Domingos Soares Oliveira se viu obrigada a sair do país no período revolucionário de 1975, facto que viria a marcar profundamente a sua infância. Depois de três anos passados no Brasil, do liceu completo e da admissão na faculdade, a França tornou-se a sua casa, e foi o local escolhido para concluir os estudos. Sozinho. «Não foi uma opção própria sair do país. Limitei-me a acompanhar os meus pais. Contudo, depois de eles voltarem, eu decidi permanecer em Paris. Fiquei e aproveitei bem a vida parisiense...» A forma como o afirma dá que pensar... «Mas não se pense que aproveitei bem só por causa das festas e das ‘cowboyadas’... Com 21 ou 22 anos há outras formas de aproveitar bastante bem o facto de se estar isolado, isto é, fora da relação paternal, uma vez que se trata de um período de desenvolvimento pessoal extremamente importante.» Tão importante que ainda hoje, já com uma carreira consolidada, este gestor sente os benefícios da decisão tomada quando jovem. «Não me custou absolutamente nada ter-me afastado, bem pelo contrário. Ainda hoje sinto que muitas vezes as pessoas precisam de alguém que assuma a responsabilidade da tomada da decisão, e o facto de se estar sozinho num ambiente que não é aquele onde se nasceu é algo de muito importante, até do ponto de vista da autonomia e da gestão da autonomia que se constrói.»
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    Segue...
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    1. Desportista Sério07/03/13, 15:39

      Ficou e concluiu com sucesso os estudos. Depois de por carta ter esclarecido os pais sobre o quanto a informática estava fora dos seus planos de futuro, Domingos Soares de Oliveira viu-se perante uma escolha reduzida. E optou pelo inesperado. «Honestamente, a informática nunca foi uma vocação. Aliás, foi mais por rejeição de outras alternativas do que propriamente por desejo. Tinha concluído dois anos entre os cursos de direito e de físico-química e sabia que medicina estava absolutamente fora de questão, por isso, tardiamente, enveredei por aquilo que viria a ser a minha carreira.» Por questões mais oportunísticas e menos estrututurais, ou vice-versa, uma vez que no início da década de 1980 muito poucos sabiam exactamente do que se tratava, o que é certo é que Domingos Soares de Oliveira se licenciou em Informática e Gestão de Empresas, corria o ano de 1983, e daí partiu para o mundo das empresas.
      Fez a carreira normal de qualquer informático. Depois das diversas candidaturas que apresentara para o estágio profissional integrado na sua licenciatura, entrou numa empresa pertencente ao grupo Paribas e progrediu naturalmente por entre funções de programação e de desenvolvimento, como analista de sistemas. «Não houve qualquer tipo de problema na adaptação, porque me sentia bem preparado, e embora uma pessoa tenha sempre uma expectativa especial em relação ao primeiro emprego, eu diria que, no meu caso, o trabalho ficou aquém daquilo que eu julgava serem as minhas capacidades. Mas reconheço que quando se é novo se sabe fazer algumas coisas mas não fazer tudo, e portanto aquilo que nos vão dando é igualmente uma forma de desempenhar o serviço e um teste ao nosso potencial.»

      De regresso a casa
      Viria a ser um convite que faria Domingos Soares de Oliveira regressar a Portugal, convite esse que resultaria no seu primeiro grande envolvimento com a vertente dos negócios e as funções de gestão. «Aceitei um convite da Locapor, a primeira empresa de leasing que existiu em Portugal, na qual passei a assegurar a direcção do departamento de informática. Na altura, a gestão foi logo uma experiência muito aliciante, porque do ponto de vista pessoal me ligava a uma vocação de coordenação e de animação de equipas que sempre me agradou muito.»
      Apesar de a pouco e pouco a dinâmica da empresa se ter transformado, Domingos Soares de Oliveira nunca equacionou a hipótese de deixar definitivamente a informática para se dedicar totalmente à gestão. Contudo, era por esta última que nutria maior interesse, e ao fim de pouco tempo a preferência acabou por ter os seus efeitos. «Sempre gostei mais da parte de gestão do que propriamente da parte tecnológica, mas não equacionei isso assim. Hoje sei que não sou um tecnólogo e que existe um vasto conjunto de linguagens de programação que já não domino, portanto é natural que vá abandonando a área. Não deixo de prestar atenção ao que se faz, mas desde há algum tempo que a minha carreira é de gestor.»
      .
      Segue
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    2. Desportista Sério07/03/13, 15:40

      Á Locapor seguiu-se a Unisys, em 1988. Em causa estava um novo convite, desta feita para ajudar a lançar a Unisoft, uma empresa de software e de serviços, da Unisys, que tinha como accionistas uma série de outras empresas, entre as quais a Compta, a Marconi, a Tranquilidade e a Norma. «Na Unisoft, assumi primeiro funções de chefe de projecto, depois de director de sistemas de informação e finalmente de director-geral, fazendo um percurso de quatro anos até à chefia da empresa, onde me mantive durante mais dois anos. Foi uma experiência interessante, porque tive a oportunidade de acompanhar a criação e de estar envolvido nos trâmites de lançamento da empresa, e isso é realmente o que mais me agrada: criar projectos, dar-lhes corpo e fazer deles concretizações claramente estruturantes.»
      Mas nem tudo foi fácil. Impondo-se no mercado como uma das primeiras empresas do sector dos serviços quando as software houses davam os primeiros passos, a Unisys passou por momentos algo complicados... «Foi curioso e ao mesmo tempo angustiante, porque durante uns meses tivemos de inventar trabalho e fingir que trabalhávamos, porque pura e simplesmente não tínhamos clientes. Felizmente, depois surgiram dois ou três projectos marcantes e a partir daí a empresa desenvolveu-se.» Mas não tanto quanto as aspirações de Domingos Soares de Oliveira desejavam. Apesar de pela primeira vez se ter visto inserido no ambiente das multinacionais e de ter no «Power Point» um dos maiores aliados – «porque tinha de apresentar muitos orçamentos, muitas estratégias e muitos resultados» –, a Unisys manteve-se ligada a um conjunto restrito de clientes, que contudo já não satisfaziam plenamente o gestor. «Uma vez que os clientes da Unisys não asseguravam no mercado português a dimensão de que precisávamos, houve que equacionar fazer as coisas de maneira diferente. Como não era possível fazê-lo ali, saí em 1992 para uma nova empresa.»

      O Benfica
      A nova empresa era a Geslógica, integrada no universo Prológica. Objectivo: criar uma organização que em vez assegurar a parte de equipamentos e hardware tratasse do software e dos serviços. «Aceitei, e fui o primeiro accionista individual.» O projecto foi um sucesso. Iniciando-se no mercado em 1992 com duas dezenas de pessoas, chegou a 1997 com mais de cem colaboradores, altura em que foi comprada pela primeira multinacional europeia de software e serviços, a Cap Gemini. Por volta do ano 2000, eram já seiscentos os funcionários da Geslógica e nem o rumor de um possível processo de fusão com a Ernst & Young abalou o rumo da próspera empresa. «Concluímos a fusão em Portugal sem grandes complicações e em finais de 2001 fui convidado para actuar com o presidente da empresa no mercado espanhol. Isto implicava uma dimensão completamente diferente, de cerca de três mil pessoas, mas mais uma vez aceitei o desafio e em 2002 e 2003 desenvolvi o projecto na dimensão ibérica. Depois, a partir de 2004, e por motivos de ordem vária, extinguiu-se a relação que existia com a Cap Gemini e eu decidi tomar um novo rumo.» Como ao longo dos cerca de vinte anos de empresas já tinha conseguido uma posição em que era difícil existir um próximo passo, e voltar a repetir passos também não era algo que estivesse nas suas intenções, Domingos Soares de Oliveira aceitou um convite que entretanto recebera do presidente do Benfica e em 2004 assumiu o papel de presidente da Comissão Executiva do clube da águia.
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      Segue
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    3. Desportista Sério07/03/13, 15:41

      Mudança dramática a que foi assumida pelo gestor. Dramática, mas calculada. «O facto de ser um projecto muito diferente da minha carreira no universo da informática e da consultoria correspondia às minhas expectativas em termos de mudança. Contudo, das pessoas que consultei em relação à proposta que me foi feita pelo Benfica, noventa por cento disseram-me para não aceitar...» Escusado será dizer que o futebol no mundo dos negócios não era das coisas mais bem vistas, mas esta foi uma situação que também o clube lisboeta se viu obrigado a ponderar. «Bem vistas as coisas, o Benfica estava a apostar num gestor profissional. E o que é certo é que quando as coisas são suficientemente ponderadas acabam por correr bem. Quando entrei sabia exactamente o que me esperava. Tive zero surpresas, e sinto-me extremamente satisfeito com a experiência. Há muito tempo que não sentia tanto gozo no dia-a-dia.»
      Depois de um projecto inicial em que as seis empresas detidas pelo Benfica passaram a ser vistas como um todo em termos de gestão, segue-se mais um grande desafio para o presidente da Comissão Executiva do clube: a fusão entre a Benfica – Sociedade Anónima Desportiva (SAD) e a Benfica Estádio. Mas nada que assuste em demasia Domingos Soares de Oliveira. Conta com o apoio dos cerca de trezentos funcionários da casa e dos cento e quarenta mil sócios (número sempre a mudar, pois a cada dia que passa entram cerca de mil, à conta do inovador sistema do kit «Novo Sócio do Benfica»), sócios seguramente ávidos de repetir a proeza desportiva da época de 2004/ 2005. E por falar nisso, que tal vão os negócios com os campeões nacionais? «Houve reflexos da vitória, não só em termos de motivação de toda a equipa como de impacto do ponto de vista das receitas, as directas, pelo facto de participarmos na Liga dos Campeões, e as indirectas, através da venda de merchandising e de adesão de mais sócios.»
      Assim como sofrem os adeptos, de cada vez que a bola bate na trave ou teima em não ultrapassar o guarda-redes, assim sofre igualmente Domingos Soares de Oliveira, adepto e sócio do clube. «Sofro pelo Benfica, mas de maneira diferente do normal torcedor, porque se este fica satisfeito quando a bola entra e insatisfeito quando a bola não entra, eu penso nisso e no quanto fico satisfeito por ver o estádio cheio e muitas camisolas do novo modelo vendidas e insatisfeito com o inverso. É impossível para mim ver um jogo de uma maneira simplesmente apaixonada, sem a perspectiva financeira, até porque uma coisa está associada à outra.» E o que responde a quem ainda levanta a voz para questionar o seu clubismo? «Sou do Benfica, e mesmo que não fosse, depois de cá chegar não há outra hipótese senão vestir a camisola.»
      Trocar o futebol por outro desporto, só mesmo pelo golfe, que pratica com amigos, «pelo menos uma vez por semana», em Belas. O resto do tempo divide-o com a família, a mulher e três filhos, cujo clube do coração não nos foi revelado.

      Publicada por António Manuel Venda à(s) 00:00
      Etiquetas: Benfica, Domingos Soares de Oliveira, Futebol, Gestão, Sporting

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    4. Disse DSO

      Assim como sofrem os adeptos, de cada vez que a bola bate na trave ou teima em não ultrapassar o guarda-redes, assim sofre igualmente Domingos Soares de Oliveira, adepto e sócio do clube. «Sofro pelo Benfica, mas de maneira diferente do normal torcedor, porque se este fica satisfeito quando a bola entra e insatisfeito quando a bola não entra, eu penso nisso e no quanto fico satisfeito por ver o estádio cheio e muitas camisolas do novo modelo vendidas e insatisfeito com o inverso. É impossível para mim ver um jogo de uma maneira simplesmente apaixonada, sem a perspectiva financeira, até porque uma coisa está associada à outra.» E o que responde a quem ainda levanta a voz para questionar o seu clubismo? «Sou do Benfica, e mesmo que não fosse, depois de cá chegar não há outra hipótese senão vestir a camisola.»

      Sempre ouvi dizer que era sportinguista mas depois de ler isto já fico com dúvidas

      Fora clubismo tem a minha admiração como gestor da SAD do Benfica.

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    5. Jose Albuquerque07/03/13, 18:19

      Companheira(o)s,

      Eu nao conhecia esta entrevista do DSO (obrigado por a terem divulgado) e nao me surpreende nada que ele, elegantemente, 'esconda' o seu Sportinguismo: trata-se de um cavalheiro, com uma educacao esmeradissima e que tem plena consciencia de como essa sua preferencia pode parecer 'estranha'.

      Tal como ja afirmei variadas vezes, eu conheci o DSO muito antes dele vir para o Glorioso, pelo que nao tenho nenhuma duvida quanto ao seu Sportinguismo.

      Viva o Benfica!

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