domingo, 10 de janeiro de 2010

Ser Benfiquista me envaidece

O Benfica tinha este fim-de-semana, talvez a deslocação mais difícil da temporada.

Digo isto sem qualquer pejo. Podemos até ir a outro estádio e não ganhar como o fizemos ontem.
Durante a semana, num comício, que deveria ser, ou chamar-se, jantar de homenagem a certa pessoa já falecida, Pintinho “O Flatulento”, vendo que o tapete em que costuma andar, por venturosa e galharda justiça, lhe está a fugir debaixo dos pés, veio "lavad0" em lágrimas, não de dragão, mas sim de crocodilo, e num trémulo "beicinho", prometer o campeonato ao defunto. Comoveram-me as ditas lágrimas.
Lógico que esse não podia ouvir. Mas poderiam outros, e de certa forma encapuçada, a "mensagem" era para os vivos e não para os mortos.

Vila do Conde, estava inserta nessa “mensagem”. Daí eu dizer que este jogo era, se não o mais difícil, um dos mais difíceis.
Enviada a mensagem havia que a descodificar e que melhor que o jogo do Benfica para o fazer.
Bastava que, os jogadores do Benfica, estivessem menos atentos.
Felizmente que hoje temos à frente dos destinos do Benfica, onde incluo o treinador, gente de alto gabarito que não se deixa atemorizar por qualquer mensagem, mesmo que enviada, por sua santidade “O Papa”.

O Benfica não entrou bem no jogo com o Rio Ave. Passes falhados, alguns bem perto da nossa área, causaram algum calafrio.

Mas o pior e dando provimento à "mensagem", haveria de acontecer, num lance em que o nosso extraordinário guarda-redes, Quim de seu nome, não agarrando a bola à 1.ª, puxou essa para dentro da área, visto ter saído dessa, e após a ter agarrado dentro dos regulamentos, ter ouvido o silvo da encomendada missiva, saído do apito da espécimen de árbitro.

Incrível e aberrante.

Confesso que me assustei, não por não ter confiança na nossa equipa, mas temendo que, essa aberração da marcação daquele livre, fosse o princípio do fim.
Aqui, ao contrário de outros jogos (Olhanense- expulsão do Di Maria), souberam os jogadores do Benfica entender a “mensagem” e, determinados, partir na 2.ª parte para cima do Rio-Ave, não lhes dando espaço nem tempo, para jogar ou “respirar” , bem como, com a sua acção na garra do futebol praticado, mostrar ao árbitro que, a mensagem seria feita pelos seus pés, pela sua determinação e vontade de ganhar, não dando a esse, qualquer outra hipótese de ser o “pombo correio”, cujo voo, teria iniciado aquando da marcação do livre.

Saviola “O velho e acabado”, não foi feliz em Barcelona e/ou em Madrid.

Circunstancias várias estiveram na sua origem. Não querendo ser mau, até me apetecia dizer: ainda bem.
Não o faço mas direi que, foi um mal que para nós benfiquistas, veio por bem.
Hoje, Saviola, está de alma e coração no Benfica. Joga e faz jogar, colocando em campo, toda a sua magia e arte de bem jogar futebol.
Marcou nos últimos seis jogos, não contando com o jogo contra o AEK, em que não jogou.
Tem feito brilhar a grande altura o Manto Sagrado.

Nós não prometemos campeonatos a ninguém. Prometemos sim, apoiar, apoiar, apoiar, em toda e qualquer circunstância, os briosos jogadores do Glorioso, os quais, sei que, tudo farão, até lutar contra emissários de "mensagens", para no próximo mês de Maio, JUNTAMENTE CONNOSCO, em Lisboa, Portugal e no MUNDO, gritarem a plenos pulmões:

BENFICA, BENFICA, BENFICA…CAMPEÃO.

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