Muitas vezes tenho criticado Jorge Jesus pela sua forma de
assumir determinados aspectos do jogo, técnicos e tácticos, na questão decisória, mas nunca o critiquei como treinador de
campo.
Hoje vou fazê-lo.
Jorge Jesus sabia perfeitamente que o Porto NÃO queria salvar
a época com a conquista da Taça da Liga, troféu que sempre ( diziam…) desvalorizaram.
Sabia Jorge Jesus que na próxima quinta-feira tem o Benfica
um jogo importante em Turim, contra a equipa da Juventus, que nos pode ( e vai
dar…) o acesso à final da Liga Europa.
Por isso deveria Jorge Jesus, ter respeitado a equipa do
Porto, pois sabia que essa, iria a jogo, com uma equipa dos chamados e costumados
suplentes, como acabou por acontecer. Oram vejam:
FC Porto: Fabiano; Danilo, Maicon, Mangala e Alex Sandro;
Defour, Fernando e Herrera; Quaresma, Jackson e Varela
Suplentes: Kadu, Reyes, Josué, Carlos Eduardo, Quintero,
Ricardo e Ghilas
Reparem que até os suplentes eram todos oriundos da equipa
B, alguns até juniores, casos do Reyes que chegou ao Porto a custo zero,
Quintero, Carlos Eduardo, etc..
Na equipa que entrou de início apenas Quaresma, é titularíssimo
da equipa principal. Todos os outros são habituais titulares da equipa B,
percebendo-se assim, o quanto o Porto desvalorizou esta meia-final com o
Benfica.
Agora reparem na equipa que o Glorioso apresentou:
BENFICA: Oblak; André Almeida, Jardel, Steven Vitória e
Siqueira; Rúben Amorim, André Gomes, Ivan Cavaleiro e Sulejmani; Lima e
Cardozo.
Suplentes: Paulo Lopes, Funes Mori, Djuricic, Maxi, Garay,
Enzo e Markovic
Inadmissível como Jorge Jesus, apenas apresentou da equipa B,
Oblak, Siqueira e Lima.
Todos os outros, são jogadores titularíssimos da equipa
principal, onde se incluíram cinco jogadores portugueses, esquecendo assim o
jogo de Turim. Contraste dos contrastes, não acham?
Penso que isto foi uma afronta a uma equipa como a do Porto
que jogou com uma equipa chamada secundária, mostrando desde logo não querer saber do jogo para nada, pois nem os seus adeptos queriam uma taça que, chamam de Lata. Mas que lata!!!
Cerca dos 31 minutos de jogo ficámos novamente a jogar com
10 elementos, por expulsão de Steven Vitória. Tudo muito bem pensado, amigos
benfiquistas.
Jorge Jesus, terá visto que com
11 jogadores, o Porto mesmo não querendo ganhar a Taça da Liga, estava a ter
várias oportunidades de golo.
Assim, terá dado – dizem as más-línguas – ordem ao
Steven para que fizesse uma falta – fora da área – que fosse um pouco mais
aparatosa, o que – era mais que certo – o levaria a ser expulso, visto que
bastava uma oportunidade e o árbitro ia fazê-lo – como fez. Amarelo? Mas qual
amarelo. Vermelho directo e não se falava mais nisso. É que, pensou, jogar com 10, contra o Porto, é melhor que jogar com 11.
Não satisfeito com a sua coragem e desfeita à equipa menor do
Porto, então não é que Jorge Jesus decide dar-lhes um rebuçadinho? Pois é, fez
sair um jogador considerado da equipa principal, LIMA, e vá lá, entrou outro
também da equipa principal GARAY, imagino eu, apenas com o intuito de lhes
mostrar que nem sempre Jesus se ajoelha perante a adversidade.
Enganou-se redondamente Jorge Jesus, na forma como dispôs os jogadores em campo, para jogarem cerca de uma hora - sim leram bem - cerca de uma hora com apenas 10 jogadores.
Autêntico naufrágio.
A partir daí, foi um "Jesus" me acuda, pela "incapacidade e incompetência" do nosso treinador, em arrumar a equipa de todos nós.
As oportunidades de golo, para o Porto, passaram a suceder-se quase de minuto a minuto. Contei e, acredito por erro de defeito, cerca de 50 oportunidades
flagrantes de marcar, o que só não aconteceu por os seus intervenientes serem
todos da equipa secundária, pouco habituados a tamanhas benesses, ao contrário dos do Benfica que, como já
escrevi, eram todos oriundos da equipa principal.
Bolas no poste foram para aí uma 15. Defesas aparatosas do
Oblak umas trinta (30). Penaltys por marcar, contra nós, contei pelo menos uns oito (8).
Entradas brutais dos nossos jogadores, totalmente perdidos em campo, foram tantas que não terem sido expulsos mais 5 ou 6 foi uma questão de bondade do árbitro amigo, Marco Ferreira. Não concordam?
Claro que entretanto existiu uma entradita, entre outras, assim mais rigorosa, mas sem qualquer maldade do Mangalá, que apenas por um pouco de sorte, não partiu a perna a um nosso jogador, mas isso foi coisa de somenos. Penso que nem falta foi, vejam lá o meu mau feitio ao falar disso.
Coitados dos jogadores do Benfica que foram praticamente os
bombos da festa, com Jorge Jesus no comando, contra uma equipa de segundos planos,
que apenas não eliminou o Benfica porque SEMPRE, incluindo o jogo de ontem,
desvalorizaram a conquista desse troféu, o qual, dizem, não teria lugar no seu
museu.
Ups: Já me esquecia. Terminado o jogo com o resultado em 0-0, ganhámos nos penaltis por 3-4.
Pergunto: Porquê Jorge Jesus? Porquê nos fazes sofrer tanto
com tanta vitória seguida e tantas alegrias juntas que até nos podem fazer mal
ao coração?.
Há coisas fantásticas não há?
VIVA JORGE JESUS CARAMBA
VIVA O BENFICA PORRA.
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