O Benfica foi ao Dragão disputar um clássico e não o deixaram disputá-lo em igualdade de circunstâncias.
Não foi só a expulsão aos 35 minutos. Foi a arbitragem do princípio ao fim. A dualidade de critérios. Uns podem, outros não. Umas faltas são marcadas, outras passam. Uns levam cartão, outros têm licença para distribuir pancada.
E assim, lance após lance, foram condicionando o jogo até o decidirem.
Não me venham com a conversa dos “erros normais”. Isto foi muito mais do que isso.
Quando o critério muda conforme a camisola, quando aquilo que é falta para uns deixa de ser para outros, deixa de ser um pormenor de arbitragem.
É o jogo que está a ser decidido.
O FC Porto ganhou? Ganhou.
Mas ao Benfica não deram qualquer possibilidade de lutar de igual para igual.
E depois aparecem os gentlemen de serviço, os sorrisos de plástico, a serenidade estudada, o discurso institucional e aquela pose de superioridade de quem olha para nós como se fôssemos atrasados mentais.
Não somos.
Vimos o que aconteceu. Vimos o jogo a ser empurrado para onde interessava. E depois ainda temos de assistir à procissão dos hipócritas, todos muito compostinhos, muito sérios, muito preocupados com a dignidade do futebol, enquanto nos tentam vender a merda como se fosse perfume.
O Apito Dourado estava morto e enterrado?
Não morreu porra nenhuma. Há coisas que não morrem. Ficam apenas à espera da próxima oportunidade para voltar à superfície.
E, pelos vistos, o Dragão continua a ser um sítio particularmente fértil para essas ressurreições. Só faltaram as bolas de golfe. Só faltou o guarda Abel.
Por isso, podem guardar os sorrisos, os discursos de circunstância, as explicações de encomenda e a conversa para boi dormir.
Não nos tomem por idiotas.
Porque aquilo que aconteceu naquela pocilga pode ter muitas explicações, muitas versões e muitas cambalhotas.
Para mim, tem uma só.
A puta da vergonha!
E depois há outra vergonha dentro da vergonha. Os pseudo-jornalistas e os comentadores de serviço. Vêem a mesma merda que nós vemos, sabem perfeitamente o que aconteceu, mas lá começa a operação de branqueamento: relativizam, desconversam, inventam interpretações, arranjam nuances e acabam a discutir tudo menos aquilo que realmente aconteceu dentro do campo. Pegam na merda, passam-lhe uma camada de verniz, embrulham-na em linguagem de televisão e devolvem-na ao público como se fosse análise séria. E pronto: a merda desapareceu, a arbitragem ficou convenientemente branqueada e quem ousa apontar o que aconteceu é que passa a ser tratado como o problema.
Dito isto, para combater esta escumalha não precisamos de mais comunicados, mais vídeos nas redes sociais, mais pedidos de castigos e interdições. Isso é tudo espuma. É fazer barulho depois da merda estar feita e fingir que se está a combater alguma coisa.
Querem mesmo fazer alguma coisa? Então deixem os comunicados para trás e falem a sério de poder. Porque retirar apoio não é fazer mais um comunicado. É usar o poder que o Benfica tem e que, demasiadas vezes, parece não estar disposto a levar até às últimas consequências.
A Liga e a FPF precisam do Benfica muito mais do que gostam de admitir. Precisam da sua dimensão, dos seus adeptos, da sua audiência, do seu dinheiro, da sua capacidade de mobilização e da legitimidade que a sua presença lhes confere. Então que se perceba de uma vez: esse apoio não é um direito adquirido. É uma moeda de troca.
Se querem continuar a contar com o Benfica, terão de aceitar também as suas exigências.
Querem o voto do Benfica? Garantam transparência.
Querem o apoio institucional do Benfica? Aceitem fiscalização e responsabilização.
Querem o peso do Benfica nas grandes decisões? Apresentem critérios claros e iguais para todos.
Querem continuar a contar com o Benfica nos processos que lhes dão legitimidade e dimensão? Então percebam que também há um preço para a confiança.
E se não cumprirem?
O Benfica retira o apoio. Vota contra. Bloqueia o que puder bloquear. Contesta o que tiver de contestar e usa todos os mecanismos institucionais e jurídicos ao seu alcance.
Como diziam os romanos: se queres a paz, prepara-te para a guerra.
Por isso, acabem com a conversa. Cortem o cordão. Fechem a torneira. Deixem de alimentar estes pulhas com o peso, o dinheiro e a legitimidade do Benfica enquanto nos tratam como tratam.
O Benfica tem força. Tem dimensão suficiente para deixar de ser espectador desta palhaçada e obrigar esta gente a perceber que há consequências quando se ultrapassam todos os limites.
Não vale a pena passar o domingo a denunciar o sistema e chegar à segunda-feira para continuar a alimentá-lo. Deixem de pactuar com esta podridão! Deixem de ser cobardes!
Querem respeito? Façam-nos sentir.
Querem mudança? Façam-nos pagar o preço da falta dela.
Porque esta gente só percebe uma linguagem:
A da força. O resto é circo.
Querem o Benfica? Respeitem o Benfica.
Não querem? Então aprendam a viver sem ele.
Bom dia Elsa este post vai diretinho à estrutura do Benfica sem tirar uma vírgula, já que foi a direcção qie apoiou esta federação, esta liga este testamento arbital ,deveria enviar em mail à direcção do Benfica, concordo com o que diz mas a liga não é só o Benfica, é o Benfica e mais os 17 clubes onde os 3 grandes fazem tudo a medida para salvaguardar os seus interesses sobre o jogo já disse tudo aponta à arvore sem ver a floresta Bom fim de semana quando começar a liga e o Benfica voltar a ganhar os animos são outros mas os problemas ficam cumprimentos
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