sábado, 21 de julho de 2012

E O ANTI - BENFIQUISMO ?

A Imensa Leonor Pinhão, numa destas suas mais recentes crónicas, interrogava-se sobre se o crac resistirá ao Nosso próximo tricampeonato, um tema que, confesso, interessa-me tão pouco quanto qualquer outro que diga respeito aos andrades ou á osgalhada: enquanto esses dois clubecos insistirem em estruturar as suas identidades sobre o mais primário dos anti Benfiquismos, o que eu mais quero é que se danem e, caso morram, que alguém os enterre, antes que o fedor putrefacto nos incomode. 

Uma afirmação muito triste? De facto, ainda mais porque vai escrita pelo filho de um Sportinguista, amigo de alguns outros e, até, de vários Portistas, mas se nem uns nem outros conseguem levantar outras bandeiras capazes de mobilizarem o conjunto dos adeptos em torno de projetos desportivos sérios, não serei eu a derramar uma lágrima pelos seus desaparecimentos. 

Mas se não partilho daquela preocupação da Companheira Leonor, faz anos que estremeço perante este crescente fenómeno do anti Benfiquismo, tanto mais que, como sabem os que conhecem o meu pensamento, eu sinto, profundamente, que o Benfiquismo, pelos valores que representa, já deveria fazer parte dos curricula das nossas escolas, como parte essencial da formação cívica, desportiva e, até, “religiosa” (nos sentidos filosófico e moral do conceito de “religião”). 

Não sendo sociólogo, nem tendo tempo para dedicar ao estudo das possíveis causas desse fenómeno, ainda por cima tao surpreendente, espero que outros, mais capazes, me elucidem sobre a matéria e, entretanto, mantenho-me atento aos sinais mais agressivos (como o “Botafogo” lagarto) que possam prenunciar ameaças significativas ao Nosso futuro coletivo. 

Foi com esta atitude que comecei a colecionar todas as mais recentes e polémicas decisões da Liga, especialmente desde as últimas eleições a que muitos já chamam “a revolta dos pequenos” e por uma razão muito simples: quase matemático por profissão, não sou pessoa de acreditar em coincidências (razão pela qual ninguém me conseguirá convencer que os apintadores são só bons rapazes que, num pináculo de infelicidade, erram muito, muito mais quando é a favor do crac e, mais ainda, quando em desfavor do Glorioso), pelo que vou afirmar, a partir desta linha, uma tese que sintetizo no seguinte titulo “como e porquê a Liga declarou guerra ao Benfica” 

Exagero meu?

Oxalá seja, mas, por favor, sigam o meu raciocínio e tentem recordar-se dos primeiros “agitar de águas” encetados pela atual direção da Liga (convenientemente empurrada por uma AG “revolucionária”).
Em simultâneo, decretava-se o “alargamento” e punham-se em causa as equipas B, correto?
Qual é o Clube que mais avançado estava no seu projeto de Equipa B? E qual o Clube que mais seria prejudicado com o “alargamento” tal como o pretendiam implementar?
Se a resposta á segunda questão ainda pode gerar alguma controvérsia (entre o Benfica e o crac, os dois mais sólidos candidatos a presenças sistemáticas na Champions), já a primeira questão é de resposta imediata: o Benfica, claro! 

Alargamento atirado para o lixo e “pequenos” compensados (em dinheiro, pois claro) pelo nascimento das equipas B, qual foi o segundo “ato revolucionário” da AG da Liga (com o presidente sempre, sempre, a fazer o papel do “coitado que não tem culpa, mas tem de cumprir a vontade da maioria dos clubes”), desta vez sob a liderança da osgalhada (e com o corrupto da madeira como porta voz)?
Pois é, foi a tentativa de terminar, do zero aos cem em um milésimo de segundo, com os empréstimos de atletas entre clubes do mesmo campeonato, certo? 

Desculpem lá se sou só eu a ficar surpreendido por esta “medida revolucionária” (e descaradamente inconstitucional) ser parida á pressa, depois de tantos anos de regabofe agenciado pelo crac, logo quando o Glorioso patenteava (e investia fortemente) ter essa fórmula como vital na sua estratégia de gestão e valorização dos ativos desportivos, mas não me parece, mesmo, que se trate de coincidência.
Não está em causa o impacto que alguns empréstimos podem ter (e tiveram, tantas vezes, no caso do crac) ao nível da Verdade Desportiva. Não está em causa porque as formas pelas quais o crac tem assegurado a subserviência de alguns clubes (da 1ª liga, claro), vão muito além do simples empréstimo de um ou dois atletas, algo de que ninguém pode acusar o Glorioso de fazer.
O que está em causa é que, durante anos e anos, ninguém se preocupou com o assunto até que o Benfica começou a utilizar essa possibilidade como um instrumento de Gestão, e que se tenha tentado (infantilmente) erradicar esse instrumento com plena consciência de que seria o Glorioso o Clube mais prejudicado.
E o que está em causa é que, comprovadamente, tudo indica que o Nosso Clube é o que tem melhores condições patrimoniais para fazer frutificar esse instrumento de Gestão no futuro. 

Por isso eu vou somando … “ataques contra o Benfica”, onde a maioria só vê … coincidências, ou … tentativas de moralização !?!?!Moralização? 
Liderada pela osgalhada? Anunciada por aquele corrupto que tão bem conhecemos das escutas? 

Mais ainda, “ataques” sim e de um tipo tão infantil que eu só os posso interpretar como … manobras de diversão!
Ora aqui é que está o busílis da questão, que eu também não me contento com a justificação da imaturidade dos pequenos clubes, para explicar a tentativa de fazer aprovar medidas tão estapafúrdias, tão manifestamente ilegais, que estavam condenadas á nascença a não passar pelo crivo da justiça federativa. 

Então o que é que esta cambada pretende com estes “jogos de poder”? Ainda por cima bem infantis, repito. 
Para poupar os leitores, para ser curto e grosso, o que a cambada quer só pode ser … DINHEIRO!
Para ser ainda mais grosso … o DINHEIRO DO GLORIOSO!!! 

Como?

Ora pensem lá comigo e atentem na última “coincidência” desta série: qual é o Clube, qual é ele, que não renovou com o mamão chupista? 
Na minha humilde opinião, o que essa escumalha toda quer, a mando do mamão chupista, com o ámen do padre de Contumil e da liderança da osgalhada, é criar um ambiente de pretensa oposição entre os clubes mais pequenos e os outros (simbolizados pelo Maior de Todos), um clima de potencial guerrilha, que, concomitante com uma falência generalizada de uma grande quantidade de clubes e uma eventual crise na apintagem, possa gerar uma pressão sobre o Benfica para que aceite uma negociação global dos direitos televisivos que mais não seria que uma nova fórmula para “transferir” receitas do Glorioso para os que as não conseguem obter por si sós! 

Este texto já vai demasiado longo para que eu discorra por mais argumentos em defesa desta minha tese. Mas, julgo eu, a inteligência e o Benfiquismo dos leitores pode tornar redundante o continuar dos meus argumentos: deixei-vos aqui como que um esboço a traços de carvão e sei que na caixa de comentários vão surgir os detalhes, pró e contra, que completarão estes traços, dando-lhes a lógica final de um desenho de uma ameaça real. 

Se eu tiver alguma razão, fica identificada mais uma razão para que ninguém falte á Assembleia Geral Eleitoral de outubro. 

Viva o Benfica!  
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Escrito por: José Albuquerque

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