O
meu texto anterior vinha ‘armadilhado’ (eu disse que tinha curso de sapadores), mas muito transparentemente: no ‘post scriptum’ eu alertei para o facto de que todo o qualquer comentário que lhe fizessem só poderia dar-me razão.
Mas eu nunca podia imaginar que um Companheiro (o XPTO) me fosse agraciar com uma tão perfeita demonstração do que eu pretendia provar.
Vale a pena reler, na integra, o seu comentário (o sublinhado é da minha autoria):
“Não consigo entender como é que seres humanos não criticam a acção do Luisão que com aquilo que fez envergonhou-nos a todos?
Não consigo compreender como apoiam tanto Luís Filipe Vieira quando compra jogadores para a frente de ataque aos montes e não compra um defesa esquerdo que é o sector onde estamos mais carenciados?
Não consigo entender como é que um presidente, ao que hoje vem escrito, dá 7 milhões por um defesa esquerdo, a ser verdade essa noticia, quando não dá 5 milhões pelo Rojo ou 2 milhões pelo Eliseu, sendo este Português?
Não consigo compreender como se apoia um presidente que nos últimos 10 anos ganhou 2 ou 3 campeonatos, gastando
rios de dinheiro em Flops?
Não consigo entender como se apoia um presidente que perante este caso vergonhoso não aparece a dar apoio ao Luisão ou até, porque não, a criticar o que fez?
Não consigo entender como se apoia um presidente que não vem defender o Benfica contra tudo o que se tem escrito pelos alemães e pelo árbitro do jogo?
Tudo o que é servilismo cheira a compadrio e cheira mal.”
Evidentemente, não estão em causa as opiniões que o Autor do comentário connosco compartilhou, nem a eventual perturbação gerada pela dramática paixão que a sua escrita nos revela. Muito menos, ainda, pretendo de algum modo ‘medir’ e/ou colocar em causa o evidente (para mim) Benfiquismo de quem assim se revelou.
Também não sou psicólogo, pelo que não esperem que eu vá tentar rebuscar interpretações especulativas para explicitar este fenómeno que se vai generalizando entre tantos Companheiros e Companheiras, tantos dos quais se desfazem em apelos (alguns quase lancinantes) para que alguém no Clube (para muitos, nem teria de ser pela voz do Presidente) venha a terreiro “responder” a alguns (resta saber a quais, porque a todos seria humanamente impossível) dos “ataques” de que o Glorioso vai sendo alvo sistemático.
Nem sequer ‘guerrilha’, quanto mais ‘guerra’.
O Enorme Carlos Alberto, numa tentativa desesperada, ainda ‘pediu’ que, ao menos, fossemos capazes de apoiar quem Nos dirige nalgumas táticas de ‘guerrilha’ (e invocava o exemplo da ‘Resistance” francesa contra a ocupação nazi), mas tenho a certeza que o conjunto de comentários que aqui leu, culminados pelo que aqui reproduzi, já o convenceram do pagode chinês que tais ações provocariam entre os Benfiquistas.
Não vale a pena tapar o sol com uma peneira, Companheiros(as): a Democracia que Nos caracteriza inviabiliza qualquer forma de ‘unidade’ e/ou de ‘disciplina’, condições sem as quais nenhuma Direção minimamente responsável pode equacionar estratégias de ‘confronto aberto’ contra os inimigos do Benfica !
Se o Presidente falar, será engolido porque falou, pelo que disser, pelo que não disser e pela forma como disse e não disse. Se o Presidente não falar, será triturado por isso mesmo. Se o Presidente mandar alguém falar, as alternativas ainda são mais, pelo que a ‘unidade’ ainda será mais inviável. Pior ainda e porque a mérdia já aprendeu a ‘cavalgar’ alguns blogues Benfiquistas, qualquer ação pública da Direção ainda mais contribui para alimentar o ‘remoinho’ anti Benfiquista. Não há volta a dar-lhe e apenas sobram as vitórias (como exemplo dou as que a Direção conseguiu contra os ‘golfistas’ do ladrão e da pedreira ou contra o inopinado regulamento contra os empréstimos) que se conseguirem nos constantes confrontos do tipo “Guerra Fria” a que vamos assistindo por todo o fenómeno desportivo nacional e conviria que os Benfiquistas se recordassem que, neste quadro de ‘confronto latente’ são determinantes os ‘arsenais bélicos’ que os contendores conseguirem demonstrar possuir. Compreenderam?
Conclusão.
Não! Não há ‘exército’ nenhum! Nunca haverá exército nenhum! Nunca os Benfiquistas se uniram ‘contra’ o que quer que fosse, ou quem quer que fosse (nem quando o Benfica esteve na vertigem de um inexorável desaparecimento a unidade foi possível)! Nunca um Presidente do Benfica conseguirá ser o Presidente de todos os Benfiquistas, se se apresentar ‘contra’ alguma coisa ou alguém!
A unidade entre os Benfiquistas só é possível de construir ‘em favor’, ou ‘em torno’ de alguma coisa e essa ‘coisa’ só pode ser a Mística Benfiquista e os Nossos Valores fundamentais e fundacionais (Universalismo, Democracia, Desportivismo, etc.).
A desunião entre os Benfiquistas (não estou a referir-me ao anti Vieirismo, que considero algo diferente), erradica na ausência de Mística; na omissão da ‘Raça, Querer e Ambição’ que vencem o medo (por vezes chega a parecer verdadeiro pânico) que, na minha humilde opinião, gera todos os sentimentos que se revelam nos mais diversos apelos ‘belicistas’.
Medo! Sim, medo! Medo de ter de assistir a mais olarapiadas e medo, ou verdadeiro pavor, de ver a Equipa não ser Campeã nesta época!
Esse medo, ou essa quebra de Mística Benfiquista, talvez me venham a sugerir um novo texto. Veremos …
Afirmações do Enorme António Melo.
Este texto já vai demasiado longo, mas disseram-me que o Companheiro António Melo, um Benfiquista dos Melhores (que ninguém ponha isso em dúvida), produziu algumas afirmações verdadeiramente exemplares de tudo o que eu venho criticando, pelo que não quero perder mais esta oportunidade.
Ele terá dito algo como que o Clube tem de vender passes de Atletas no valor mínimo de 40ME por ano, só para evitar roturas de tesouraria e esta afirmação é tão ridiculamente falsa e reveladora de uma total ignorância sobre ‘contas’, que bastam os próprios factos para as desmentir.
Ao que me disseram, ele também agitou o ‘fantasma do lagarto DSO que é o centro do poder da SAD’ e, mesmo sem por em causa o profissionalismo do Nosso Administrador, ameaçou com os riscos decorrentes de uma futura saída desse profissional, pelo imenso volume de informação de que ele dispõe.
Irritam-me, solenemente, estes típicos ‘portugas’!
Pessoas que, mesmo sem más intenções (?), entendem que podem opinar sobre qualquer tema, por mais que sejam absolutos ignorantes (o António sabe tanto sobre estes temas como eu, completo ignorante, sei de representação e/ou encenação) e, sobretudo, quando estas pessoas sabem que são lideres de opinião.
Se este Companheiro conhecesse, ainda que ao de leve, as obrigações éticas e jurídico-legais a que um CFO está sujeito, seguramente não alinhava tal calibre de bacorada. Se ele conhecesse (e devia conhecer) o Dr. DSO, saberia que seria incorreção bastante chamar-lhe ‘lagarto’ (quando ele é um Sportinguista) e que admitir a hipótese de o ver a ‘usar indevidamente’ as informações que adquiriu no seu exercício profissional, constitui uma afronta (pela qual pode, eventualmente, ser responsabilizado em Juízo) do mesmo calibre do que se eu o acusasse de ser andrade.
Viva o Benfica (PORRA) !
***/***
Escrito por: José Albuquerque