segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Quando a Águia Rasga o Céu

 

Ser do Benfica não é uma escolha, é destino.

Desde aquele 28 de fevereiro de 1904, quando um grupo de rapazes sonhadores fundou o Sport Lisboa, que o nosso destino ficou traçado. Mais tarde, com a união ao Grupo Sport Benfica, nasceu um gigante. Nasceu o clube do povo. Cresceu nas ruas, nos bairros, nas conversas de café. 

E no alto do emblema, a águia. Sempre a águia. Símbolo de nobreza, de ambição, de coragem,  Quando ela sobrevoa a Luz antes do jogo, não é espetáculo.  É identidade. É memória. É um aviso, É exigir que o presente esteja à altura do passado. É não aceitar menos do que a nossa história. 

Nascemos para voar alto e houve um tempo em que a Europa tremeu perante o vermelho. Houve um tempo em que o Benfica não entrava em campo, impunha-se. E o mundo olhava e sabia: ali vinha qualquer coisa de maior.

Quando Eusébio, o Pantera Negra, levava nos pés a chama imensa e ao seu lado corriam outros gloriosos como o eterno capitão Mário Coluna, a inteligência do José Águas , a irreverência do António Simões, a raça de José Augusto e Germano, firme como uma muralha. Homens que vestiam o manto sagrado como se fosse a própria pele. E no comando, Béla Guttmann, um homem que acreditava que o impossível era apenas uma questão de coragem. Ele não pediu licença à Europa, conquistou-a. E nós aprendemos, ali, que o Benfica nasceu para ser grande. 
 
Mas a nossa história não é só Luz. As sombras chegaram com o tal “Vietname”. Foram anos de finais perdidas, promessas desfeitas, sonhos estilhaçados . Mas mesmo assim, nunca deixamos de acreditar e dissemos presente fazendo jus ao nosso lema,“E Pluribus Unum”! 

Depois veio o tetra que nos devolveu o orgulho e com ele a possibilidade da conquista de um histórico penta. Mas falhámos. Por erros próprios. Por soberba. Por decisões que nos afastaram da nossa essência. A liderança de Luís Filipe Vieira teve méritos, reconstruiu e estabilizou, porém também nos trouxe ilusões de grandeza mal medida. Pensámos que éramos invencíveis quando ainda precisávamos de ser humildes.  

E depois Rui Costa. O Maestro que liga gerações. Vibrei com ele dentro de campo. Sofri quando saiu. Aplaudi quando voltou. Hoje é presidente. Um dos nossos. Um homem que sente o símbolo. Mas amar o Benfica não é o mesmo que saber decidir pelo Benfica e o caminho tem tido erros, hesitações, escolhas discutíveis.

Mas ser do Benfica é carregar toda esta herança e entre glórias e tempestades, honrar os ases do passado. É quando a águia rasga o céu, sentir o passado e o futuro a encontrar-se. É ver o Eusébio a correr, o Coluna a comandar, o Guttmann a sorrir, e saber que ainda podemos tudo. 

Porque a grandeza constrói-se. E nós já provámos ao mundo que sabemos como se faz. 

4 comentários:

  1. Elsa...Elsa...Elsa,
    Caríssima companheira de lutas mil, quis o destino, não imagino que voltas deu... que fosse eu o primeiro, aqui no Blog, a dar-te as boas vindas como Administradora do mesmo.
    Como disse ao Ricardo, ficamos mais ricos e mais fortes.
    Sê muito bem vinda.
    Quanto ao Post de apresentação...Nada a dizer.
    Soberbo.
    A vida não é só feita de altos, também tem muitos baixos. Um Clube não é só feito de glória, tem os seus períodos de retoma...Há que saber voltar a ser grande.
    O Benfica não precisa de voltar a ser grande. Nunca deixou de o ser. Tem é de voltar a encontrar o rumo certo.
    E esse, é o nosso destino. Ser o que sempre fomos. Grandes, enormes.

    Os meus cumprimentos e muito bem vinda...mesmo.

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  2. Boa tarde ilustre administradora. Entraste em força de forma brilhante.

    Sejas muito bem vinda

    Estou emocionado, por feliz.
    Amei a publicação.
    Não consegui ler tudo tal o brilho que o blogue ogerecia

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  3. Elsa que lindo não havia outra maneira melhor que esta para o inicio dos teus textos, o Rykardo deve estar todo proud como se diz por cá por tão grande contratação e logo com a Águia a rasgar os céus condizente com o Belo Voar da Águia dois títulos imortais, se acaso não sabiam e para alguns que sabem a Águia é uma ave predilecta de Jesus, e também símbolo de nações potentes como Alemanha e Estados Unidos tão feliz me sinto amar o clube que tem a Águia como símbolo em vez de o oposto dragão um simbolo do mal.
    Elsa do coração obrigada pelo texto maravilhoso que nos brindastes quando o Paulo um escriba de fina flor benfiquista de sete costados adorou o teu texto que mais pode dizer esta simples criatura como eu pronto está tudo dito.
    Eu como veterano que sou sou desse tempo em que a Águia rasgava os céus da Europa e do mundo assisti a tudo isso mesmo quando não se ganhava ficava aquela sensação de prazer porque mesmo não vencendo víamos o Costa Pereira Eusébio Simões Germano José Aguas Torres Cavém e tantos outros davam tudo o que tinham jogando um futebol de quilate que deixavam o mundo encantado, o meu amigo Red Sniper pode confirmar o que estou a dizer ele assistio a essas grandes noites europeias como eu.
    Por último peço desculpa ao meu grande amigão Paulo não fostes tu que indicastes a Elsa ao Rykardo mas sim eu quando ela apareceu por aqui vi de imediato que por detrás daquele computador estava ali alguém com muita sabedoria pronto uma pessoa inteligentíssima que tal como tu vieram acrescentar muito valor ao belo voar da águia, lhe disse na altura Elsa tu não és só para comentar mas sim para muito mais ela gracejando me respondeu o mesmo para ti, ora só podia estar brincando porque mal sei escrever duas linhas seguidas de jeito.
    Um abraço Elsa viva o Benfica e a aguia que vai voltar a rasgar os céus com futebol de quilate eu acredito hope hope hope.

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