Cada jogo que o Benfica perde é uma doença para mim. Reajo
mal, fico péssimo, o meu coração sofre, fico em depressão desportiva.
Por essa razão ainda nada escrevi – até agora – sobre o jogo
da Supertaça em que o Benfica perdeu para o Sporting por 1-0.
Durante a semana que antecedeu o jogo – numa opção
estratégica – Jorge Jesus, actual treinador dos lagartos, provocou quiçá de uma
forma baixa – mas esse nível já os benfiquistas conhecem – o seu homologo do
Benfica, Rui Vitória, dizendo que o Benfica não tinha mudado nada, que estava a
jogar com as ideias dele – talvez por jogar com as suas ideias não tenha ganho
qualquer jogo da pré-época – mas que faltava à equipa do Glorioso ... o cérebro.
Rui
Vitória não teve a noção do alcance da provocação de Jorge Jesus, não percebendo
que, o medo desse, é que o Benfica jogasse mesmo como havia jogado a época
passada em que foi campeão e assim teria muito mais possibilidades de ganhar a
Supertaça.
Rui Vitória mexeu na estrutura da equipa mudando vários
jogadores e deu-se mal. Perdeu. Eliseu foi titular praticamente a época toda.
Pizzi também. Em vez de jogar Eliseu à esquerda e Sílvio/André Almeida à direita, o certo é
que tal não aconteceu e o Benfica, perdeu.
O jogo era muito mais importante para o Sporting que para o
Benfica. Eles tinham que ganhar e as provocações torpes e vesperinas de Jorge
Jesus, tentaram e conseguiram mexer com o ego de Rui Vitória, o qual se deixou
embalar pelos ventos malévolos vindos dos lados de Alvalade.
Notou-se perfeitamente que quando Pizzi entrou que o Benfica
ficou melhor mas já não foi a tempo. Os nervos atraiçoaram o Benfica, porque se
mudou – direi eu – e o Benfica perdeu.
Acredito na competência de Rui Vitória. Acredito na
categoria dos nossos jogadores. Por isso acredito, que vamos fazer uma grande
época, que os necessários ajustes vão ser feitos, refiro-me concretamente, a um bom defesa-esquerdo e um
bom estremo direito pois sabemos que Salvio só voltará em pleno na época 2017/2018, ou muito próximo do terminus da época 2016/2017.
Agora sabe-se – acreditando ser verdade - também que Jorge Jesus enviou SMS a jogadores
do Benfica, criando a desestabilização. Mostrou o seu mau carácter como ser
humano que não olha a meios para atingir os seus fins.
Penso que, provando-se a existência desses SMS, a direcção
do Benfica, deveria reagir energicamente, condenando o acto em si. É o que
penso. Sei que quanto mais de mexe na merda mais ela cheira mal e a acção desportiva de
Jorge Jesus em todo o processo antes do jogo, quiçá depois do mesmo, foi
simplesmente deplorável.
O tempo se encarregará de mostrar a virtude dos fortes
perante os fracos, e a forma de estar no futebol – não a sua competência
como treinador – de Jorge Jesus foi/é no respeito para com os outros, desportivamente execrável.
Penso que continuará a sê-lo - bastando para tal que fique atrás do Benfica na classificação geral - se
da parte do Benfica não houver uma palavra de repúdio para com todo o
comportamento desse individuo para com o nosso clube que lhe pagou principescamente
durante seis épocas.
Isto é apenas a opinião de um benfiquista sofredor. Não tenho qualquer intenção de vir a ser treinador do Benfica ou de outro clube qualquer. Fica o registo.
Equipa inicial na final da Supertaça:
Júlio César; Nélson Semedo, Jardel, Lisandro e Sílvio; Ola John, Samaris, Fejsa e Gaitán; Talisca e Jonas.
VIVA O BENFICA SEMPRE.
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