terça-feira, 22 de maio de 2012

Palavra ao leitor



Boas noites meus caro amigos.

Estive algum tempo a reflectir sobre muita coisa e resolvo hoje voltar ao vosso convívio, desta vez para vos dar conta de um texto que a meu ver reflecte de forma lúcida e desassombrada tudo aquilo que se passou com o nosso clube na última época.

É incrível como são os Benfiquistas da cidade do Porto aqueles que, a meu ver, melhor conseguem retratar tudo aquilo que um Benfiquista sente em terras de infiéis e talvez a aqueles que melhor conseguem por o dedo na ferida, sem omitir qualquer facto relevante.

É por isso também esta a minha forma de prestar uma sentida homenagem a todos os tripeiros Benfiquistas, que galharda e orgulhosamente continuam a defender o nome do nosso amado Clube, mesmo em circunstâncias às vezes adversas.

Resolvi não editar o texto pois quis respeitar a 100% as ideias do autor, por isso se houver alguma gralha ou frase sem sentido, podem deixar a vossa reclamação na caixa de comentários, pois o Phantom74 deve estar curioso para saber qual a reacção da blogoesfera ao texto que agora tenho o prazer de vos dar a conhecer.

Basta então do meu paleio e vamos às palavras do Phantom74.

"Análise da época

Agora que a época praticamente acabou e que já está definida a posição do Benfica, penso que está na melhor altura para fazer uma análise da época. Isto tentando ser o mais racional possível e tentando limitar o lado emocional que por vezes tolda o raciocínio.

Ao contrário da anterior que eu considero humilhante (por outros motivos), esta época acaba por ser frustrante. Uma taça da liga, o segundo lugar com direito acesso à fase de grupos da Champions, e os quartos da Champions acabam por serem conquistas emocionalmente insuficientes para alegrar os adeptos. Isto porque o objectivo principal que era o campeonato não foi conseguido, e porque a 11/02 após a jornada 18 estávamos sem derrotas, com apenas 3 empates, e com 5 pontos de vantagem sobre o segundo.

Até aí apenas tínhamos perdido um dos objectivos que era a taça de Portugal contra o Marítimo (uma das revelações desta época). Num jogo onde Jesus rodou jogadores (coisa pela qual é hoje bastante criticado por não ter feito). Num jogo sem Cardozo (castigado), Luisão (lesionado) Jesus deixou no banco Maxi, Javi e Aimar, para além da habitual troca de guarda-redes. A aposta recaiu em Eduardo, Jardel, Ruben, Matic, Rodrigo e Saviola, ou seja demasiadas alterações para um jogo tão difícil. O Marítimo teve muito mérito, e no final também tivemos uma pontinha de azar com Aimar, Rodrigo e Nolito a falhar lances aparentemente fáceis. As alterações ainda são discutíveis, porque algumas foram forçadas e outras podem estar condicionadas com o estado dos jogadores. Agora o Aimar deveria ter entrado mais cedo, antes do grande golo do Marítimo, quando o meio campo já não segurava a bola e o Saviola se arrastava.


A época ficou perdida com os jogos em Guimarães, Coimbra e em casa com o Porto. A partir daí ficou claro para mim que era pouco provável sermos campeões, dado que o adversário estava motivado, e acima de tudo organizado, nós estávamos desanimados, com a contestação em alta.

Em Guimarães após o jogo desgastante fora com o Zenit, e sem poder contar com o Javi, Jesus aposta em Matic, e deixa Witsel no banco. Depois de um jogo e de uma viagem desgastante, jogar apenas com Matic e Aimar no miolo, num campo complicado como é o do Vitória, é muito arriscado. O Guimarães jogou bem, tapou os caminhos da baliza e povoou o meio campo, marcou em lance de bola parada e teve mérito em segurar o resultado. O Benfica mostrou-se incapaz de criar perigo. Ganharíamos se jogássemos com um meio campo mais povoado? Não sei, possivelmente não, pois claramente pareceu faltar frescura física nos jogadores.

Em Coimbra o cenário foi diferente, equipa bem montada, bom jogo por parte do Benfica, pecámos apenas na finalização, onde tivemos várias oportunidades de fazer golo e algum azar, com mérito para os defesas da Académica. Nada a fazer. Tivemos ainda uma situação onde o árbitro cometeu a proeza de transformar um penalty claro onde Aimar é pontapeado numa falta atacante. Curiosamente começava aí uma série de jogos, onde os erros de arbitragem abundaram e penalizaram claramente o Benfica (apenas com uma excepção).

Chegamos ao clássico para jogar sobre brasas. Começamos muito mal, mas depois conseguimos equilibrar o jogo, e inclusive passamos a controlá-lo passando para a frente do marcador. Mas depois Aimar lesiona-se e Jesus faz uma substituição discutível trocando-o por Rodrigo, que entrou mal no jogo. A seguir mamamos um golo numa falha defensiva colectiva. Em seguida lesiona-se Garay e Emerson faz-se expulsar estupidamente. A jogar com menos um fomos encostados às cordas, e como se não bastasse mais um erro de arbitragem ao validar um golo em claro fora de jogo. Muitos aspectos a penalizar o mesmo jogo.


O resto foi a confirmação do adeus ao título. Tivemos um empate em Olhão, onde entrámos mal em campo, e onde até conseguimos jogar melhor com 10 do que com 11. Depois com a derrota em Alvalade, onde não pudemos contar com Aimar devido a uma punição bastante excessiva, comparada com vermelhos directos semelhantes. Aqui tivemos uma exibição descolorida, com muito mérito do Sporting, que embora nos desse muita posse de bola, nos punha em sentido com transições rápidas e onde existiram alguns erros de arbitragem. E finalmente em Vila do Conde, onde claramente já com o título entregue, fizemos os mínimos para sair de lá com um empate. Tivemos a curiosidade de Olegário voltar a arbitrar o Benfica e, certamente por coincidência, a não marcar mais 2 penalties a favor do Benfica tal como tinha feito em Guimarães na época passada, jogo que lhe valeu o jejum de em relação ao Benfica.

Começámos por perder o campeonato logo em Janeiro, onde na reabertura do mercado o nosso adversário fez uma limpeza do balneário, foi buscar 2 reforços (Janko e Lucho), e pôs um elemento para pôr o balneário em sentido (Paulinho Santos). Nós perdemos o Ruben Amorim para o Braga, o Enzo (que não chegou a aquecer) voltou à argentina, e fomos recuperar o André Almeida e o Djaló. A equipa já estava desequilibrada e ainda mais ficou, embora talvez tivéssemos também feito uma limpeza no balneário. Não colmatámos a nossa deficiência no lado esquerdo da defesa (no lado direito também não, mas por acaso não foi preciso), nem ganhámos um extremo credível para o lado direito. Depois foi na sucessão de 3 jogos onde perdemos 7 pontos e o primeiro lugar para o Porto.

Resumidamente perdermos o título porque:
- Equipa desequilibrada por algumas apostas falhadas e saídas forçadas (Emerson, Capdevilla, Ruben Amorin, Enzo Perez, Djaló)
- Quebra de forma de alguns jogadores
- Alguns erros do treinador na abordagem a alguns jogos e em algumas substituições
- Quebra de força anímica da equipa
- Mérito do(s) adversário(s)
- Alguns erros de arbitragem
- Má estratégia na gestão do poder institucional"


 Escrito por Phantom74

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