quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A infelicidade da felicidade

Hoje, acordei mal. Não dormi bem e tinha muitas razões para não dormir mal. O Benfica até começou a Champions League, com uma vitória por 2-0 sobre o Hapoel de Tel Aviv. Mas dormi mal. E porquê?
Tive a felicidade de ter sido dado à LUZ. Nasci com essa bênção.
Transporto na alma a chama imensa, o vôo da águia, o espírito guerreiro, a força de ser benfiquista.
Ontem, via TV, assisti ao mais horrível que a minha imaginação benfiquista podia alguma vez pensar ou admitir.
A nossa equipa de futebol tem sido na presente época o alvo predileto dos "vampiros" que nos têm sonegado de todas as maneiras e feitios a nível de arbitragens.
Temos jogadores que dão tudo o que têm e, pasme-se, em pleno Estádio da Luz, são veemente assobiados.
Ontem, César Peixoto e Oscar Cardozo, foram o alvo a abater pelos próprios benfiquistas. Sei que foi apenas uma facção, mas aconteceu e isso fere a alma daqueles que como eu, foram dados à luz.
César Peixoto tem algumas deficiências como jogador. Mas é jogador do Benfica e jamais deveria ser assobiado da forma que o foi.
Oscar Cardozo marcou a época passada 38 golos envergando o Manto Sagrado.
Esta época não tem estado tão feliz. E então os benfiquistas em vez de apoiá-lo, aplaudir, incentivar, decidiram pela mais cruel ação: Assobiá-lo.
Evidentemente que não aceito o seu gesto de mandá-los calar. É severamente criticável e lamentável. Os nervos por querer fazer melhor e as coisas não sairem bem, o "calor" e a adrenalina do jogo, já é o bastante para que a gene humana sofra os efeitos da negação.
No final do jogo, “Tacuara” pediu desculpa aos adeptos. Fez bem. Mas sabemos que na sua alma ficou a marca da insatisfação, quiçá desilusão por ser alvo dos assobios. A sua cara de tristeza era bem a imagem do seu coração.
Fez o gesto, porque o seu coração se sentiu imensamente infeliz. Tenho a certeza que soavam na sua alma laivos de infelicidade, quiçá, escorriam "lágrimas" de "sangue", por sentir a ingratidão daqueles que o deveriam aplaudir e/ou num outro aceno, abraçar.
Ontem, baixei os olhos, deixei de olhar por momentos para a TV, senti uma tristeza profunda por ver um jogador do Benfica marcar um golo e, pasme-se, ouvir um silvar de assobios monstruoso, daqueles que o deveriam aplaudir.
Foram só alguns. Mas bastava um, para no seu ato, me envergonhar na alma e no meu sentir benfiquista

“Maldito” seja eu por sentir o Benfica da forma que sinto. Com Amor e Paixão

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