segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Estado de hipnose

Mais uma vez aqui me encontro para falar um pouco nem sei do quê. Vou limitar-me a divagar entre palavras e sentidos.
Licenciei-me em benfiquismo logo após nascer. O meu pai deu-me logo, por afinidade, o diploma.
Como já tenho alguns anos de vida, sabendo que ainda me faltam viver talvez mais uns sessenta(60) isto para não abusar, sinto por vezes interrogar-me se vivo na real ou sob hipnose.
Sei que sentado no meu sofá, não no Estádio porque atualmente tenho medo de alguma traição do meu coração, sinto dizia eu, momentos em que, grito em histerismo de contentamento e outras vezes fico impávido, absorto, com os olhos no além que sei ser o écran da TV, sem reação, completamente “perdido” no tempo, contexto e vivência.
“Acordando” da momentânea hipnose tento convencer-se que algo se passou que me tirou o sentido da atenção, toldou a visão, tendo-se deixado entre os espasmos da longitude de qualquer vida anterior.
Não sou céptico em relação ao que acredito, mas sei que nem sempre sou crédulo.
Desportivamente sou um benfiquista exigente comigo mesmo e com a nossa equipa de futebol e com tudo aquilo que a rodeia.
Cada jogo que o Benfica faz, aceito-o como uma terapia de vida que me tem custado muitos sorrisos, mas também, confesso, muitas rugas.
Tento ser compreensivo e acreditar nas pessoas. Mas quando entro em hipnose, embora sempre ciente e conhecedor do espaço que me rodeia, dou por mim a clamar por uma justiça que sei estar eivada por vermes e agressivos vírus.
Em tempos deliciava-me a ver o Benfica jogar, ganhava e não ganhava, porque o Benfica nunca perde, mas sentia no fundo do ego, que tinha sido por sua melhor exibição e em caso negativo por sua inércia, que também, embora raramente, acontecia.
Hoje continuo a deliciar-me mesmo ficando muitas vezes em ... estado de hipnose.
Presentemente nada disso conta. Jogar bem ou jogar mal não é sinônimo de vitória ou de derrota.
Os vírus tomaram conta do futebol Português. São eles quem define quem ganha e quem perde.
Existe no Judaísmo uma crença que dizem ser fundamental, na reencarnação. Acreditar em algo que já existiu e em que fomos a peça interveniente e/ou nós mesmos noutra cultura, sexo, ou dimensão existencial.
Assim sendo e fazendo fé nesse crediário leva-me a pensar, mesmo quando em hipnose, se eu não estou a viver no tempo em que os Ricos/maus punham créditos a pagar aos Bons/pobres não deixando esses ter palavra ou vontade própria.
Mandavam e contra o poder, nada nem ninguém poderia lutar.
O Benfica está em boas mãos a nível interno, mas os vírus entraram na sua capacidade de ganhar, moendo e danificando todo um poderio de vitória, castigando-o com as maiores eivas do “planeta” verdade.
Pode jogar bem ou mal. Os vírus atacam em tentáculos de Polvo, que contamina não só a equipa, como também muitos benfiquistas menos atentos, onde por vezes me incluo, deixando-os incidir na incapacidade de raciocínio e estado hipnótico, caindo a nossa mente, por desatenção, na critica interna aos jogadores e direção do nosso clube
Ainda há pouco numa das minhas letargias deparei-me com o pensamento que Olegário Benquerença que pertence à Associação de Futebol de Leiria tinha sido na semana anterior ao jogo do Benfica em Guimarães, homenageado pela Associação de futebol do ... Porto.
Claro que isso seria ou poderia inverter os dados naturais do fastígio da seriedade, fazendo viciar as contas da agregação dos números/pontos finais do campeonato por, apenas e só, invocação de apreço em tenebrosa gratidão.
Reconheço que mais uma vez me deixei cair no estado de hipnose.

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