quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

RAP responde ao insolvente.

 Ricardo Araújo Pereira confirma à SÁBADO que de facto recebeu em 2010 um email do director de marketing do Benfica, Miguel Bento, onde este perguntava se podia passar o seu endereço electrónico a uma terceira pessoa, "um amigo do Paulo Gonçalves" [assessor jurídico do Benfica].

O objectivo era passar a Ricardo Araújo Pereira (RAP) "umas ideias para arrumar com o Miguel Sousa Tavares" na crónica que o humorista tinha na altura no jornal A Bola. Sousa Tavares, adepto do FC Porto, era também colunista no jornal.

Esta troca de emails foi revelada ontem pelo director de comunicação e informação do FC Porto, no Porto Canal, Francisco J. Marques, acusando o humorista de ser um dos "cartilheiros" do Benfica, ou seja, de receber informação previamente trabalhada e formatada pelo clube (ou pessoas a ele ligadas) para usar em espaços de opinião nos jornais e televisões.


Segundo Francisco J. Marques, as "ideias para arrumar com o Miguel Sousa Tavares" terão sido escritas e enviadas por Ricardo Costa, antigo presidente da Comissão Disciplinar da Liga. Marques diz que a crónica seguinte de Araújo Pereira no jornal A Bola tinha um "cariz muito jurídico", sugerindo que a alegada cartilha surtira efeito.

É neste ponto que RAP discorda de Francisco J. Marques. "É verdade o que ele diz, mas é mentira o que insinua", disse-nos ao telefone. O humorista reenviou à SÁBADO o email que na altura recebeu (no dia 14 de Outubro de 2010) do tal "amigo de Paulo Gonçalves", mas não autorizou a sua publicação, por se tratar de correspondência privada.

Mas lendo os dois textos (o email de dia 14 e a crónica de dia 16), não há de facto nenhuma ligação no seu conteúdo. Quanto mais não seja porque o email do "amigo de Paulo Gonçalves" era uma resposta a um artigo de Miguel Sousa Tavares de 28 de Setembro e a crónica n'A Bola era uma resposta a um artigo de Miguel Sousa Tavares de 12 de Outubro.

RAP diz que nunca mais recebeu nenhum email desta origem, e que na altura "não fazia ideia" que o autor era - como alega Francisco J. Marques - Ricardo Costa.

RAP enviou por email à SÁBADO a seguinte resposta às acusações de Francisco J. Marques:

Todos os factos que o Francisco J. Marques relata são verdadeiros; todas as insinuações que faz são deturpações fáceis de desmentir. Vejamos: de facto, em 2010, o director de marketing do Benfica enviou-me um e-mail a perguntar se podia dar o meu endereço electrónico a um amigo do assessor jurídico do Benfica. De facto, eu respondi: "Claro, abraço."

De facto, o amigo do assessor jurídico, que viria a enviar-me um mail a 14 de Outubro de 2010, queria transmitir-me ideias sobre incoerências do Miguel Sousa Tavares (um tema em relação ao qual tenho uma conhecida predilecção). Estes são os factos, e são verdadeiros.

As insinuações, se bem as percebi, são: que eu faço parte do grupo dos chamados "cartilheiros"; que eu conhecia a identidade do amigo do assessor jurídico; que a crónica que eu escrevi n' A Bola após esta troca de e-mails era baseada, influenciada ou estimulada pelas "informações" dadas por esse amigo.

Primeiro, é público que eu nunca recebi a chamada "cartilha", um documento semanal redigido por alguém do Benfica com informações e opiniões dirigidas a comentadores e jornalistas sobre o que deve ser a comunicação oficial do clube. O Francisco J. Marques sabe muito bem disso porque a lista de destinatários foi divulgada por ele - e eu não consto nela.

E também é público que, precisamente por me afastar várias vezes das orientações dessa cartilha, tenho suportado insinuações azedas (e algumas até falsas) vindas de elementos próximos da direcção do meu próprio clube. Agora, as insinuações vêm de elementos próximos da direcção do Porto. Só me falta o Sporting para fazer bingo.

Segundo, o amigo do assessor jurídico escreveu-me a partir do endereço "Regresso ao Passado" e não se identificou. As incoerências que ele apontava ao MST tinham a ver com tramitações legais da justiça desportiva, tema que reputo de chato como o catano. Sou um grande apreciador das incoerências de MST, sobre as quais escrevo com entusiasmo desde 2003. Admiro sobretudo a sua capacidade de confundir ou inventar episódios históricos, as opiniões baseadas em factos inexistentes e as bizarrias ortográficas.

As imprecisões referidas pelo anónimo que me contactou referiam-se a um texto de MST publicado a 28 de Setembro de 2010. A minha crónica debruça-se sobre o texto que MST publicou a 12 de Outubro, no qual faz uma divertida confusão entre a constituição americana e a declaração de independência.

Terceiro, a crónica que eu escrevi n'A Bola também é pública e o "cariz muito jurídico" que o Francisco J. Marques encontra nela fica, por isso, à consideração de todos. Forneci à Sábado o tal e-mail anónimo que recebi, pelo que será fácil confrontar as "informações" nele contidas com essa ou qualquer outra crónica que eu alguma vez tenha escrito. Fica o desafio.


Recorde-se, a este propósito, que poucas semanas depois, em Novembro, RAP terminou a sua crónica no jornal A Bola em solidariedade com José Diogo Quintela. Este outro elemento do grupo Gato Fedorento, afecto ao Sporting, acusou o jornal de lhe ter cortado sem aviso uma parte de uma crónica sua onde criticava Miguel Sousa Tavares.

Fonte; S// Desporto
Foto: ocaisdamemoria.com


4 comentários:

  1. O RAP conseguiu responder ao financeiramente insolvente e mentalmente falido sem lhe dar umas valentes porradas humorísticas?
    Estará a ficar demasiado comedido ou o defunto não vale a cera?
    Próximo candidato?

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  2. O RAP é de bom tempo.
    Manda-o dar uma volta ao bilhar grande!

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  3. Esse Francisco J. Marques ainda vai aparecer um mails a dizer que ele é ...Isso mesmo que está a pensar. Uma figura que quando morrer nem os bichos o comem, por receio de ficarem envenenados.

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  4. eis como se encerra o assunto , até parece que custa assim tanto, não percebo é como é que o clube não faz isto o tema tinha acabado num instante.

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