Creio que as circunstancias que caracterizaram este Campeonato tornam imperiosa uma avaliação da parte de todos os Benfiquistas. Humildemente, aqui vos apresento a minha.
Primeira conclusão – foi o Benfica que perdeu este Campeonato!
Mais precisamente, ao empatar, na Catedral, com o Estoril, com 3 dias de intervalo sobre uma das melhores exibições que a Equipa realizou, o Benfica culminou uma série de 4 desafios em 10 dias, com viagens de ida e volta á Turquia e á Madeira, da única maneira que poderia ‘abrir a porta’ ao velho xistrema e, nesse momento, perdeu o Campeonato.
Segunda conclusão – o crac não ganhou este Campeonato!
Em primeiro lugar, não o ganhou porque foi o Benfica quem o perdeu, em segundo lugar não o conquistou porque o fica a dever a uma série significativa de apintagens altamente favoráveis, sem as quais nunca teria conseguido este titulo.
Terceira conclusão – os BOIS da apaf, apesar de muito menos agressivos, ainda foram capazes de desempenhar o seu habitual papel determinante, muito menos nos ROUBOS ao Glorioso, mas ainda muito pelas ajudas vergonhosas ao clubeco dos andruptos.
De facto, são as próprias estatísticas (de penalties, de cartões e de faltas, quer a favor quer contra) e já não só as imagens a comprovarem o medíocre nível das arbitragens no ‘futeluso’ e, por ainda mais um ano, a sua decisiva influência nos resultados finais.
Quarta conclusão – ao conseguir 77 pontos (85,5% dos 90 possíveis), que deveriam ter sido 81 (90%) se não fossem os ROUBOS do ‘menino a dias’ e do ‘xistralhadas’,o Benfica realizou um excelente percurso, cumprindo o único objetivo que, legitimamente, pode ser estabelecido numa prova por pontos.
Numa prova por eliminatórias a “duas mãos”, pode estabelecer-se como objetivo o de chegar á final, mas numa prova por pontos e na minha humilde opinião, não pode colocar-se como objetivo “fazer-se melhor que os outros”, sobretudo numa competição tão ‘inquinada’ como este nosso ‘futeluso’.
Quinta conclusão – ao longo das 30 jornadas, comprovou-se que esta foi a melhor Equipa que a Benfica SAD já conseguiu reunir. Bem sei que se trata de uma opinião subjetiva, mas eu assento esta afirmação no facto de reconhecer ao Nosso Plantel a existência de 14 Atletas (de campo, sem contar com guarda redes) com capacidade para assumir a titularidade, mesmo sem termos podido contar com o Aimar, o Carlos Martins e o autoexcluído Nolito.
Sexta conclusão – mantendo a base da Equipa (Técnicos, Atletas e Estrutura), reforçando eventuais pontos menos fortes que a Administração tenha podido identificar e, naturalmente, suprindo eventuais saídas de Atletas que possam vir a ser alvo de propostas irrecusáveis, a próxima época pode ser encarada com otimismo e com objetivos ainda mais ambiciosos. Como estou a falar de Campeonato, eu admitiria como correto que a Equipa se imponha o desafio de renovar um objetivo de 75 pontos para o próximo Campeonato.
Apreciação geral.
Quanto aos moldes em que ainda assenta este ‘futeluso’ nacional, espero que a Liga e a Federação consigam melhorar dois aspetos demasiado graves para não preocuparem toda a gente que tenha alguma responsabilidade nesta realidade e que persistem a condicionar a Verdade Desportiva, a saber: a péssima qualidade de algumas equipas de arbitragem, algumas delas indiscutivelmente comandadas pelo POLVO e a dramática falta de “fair play financeiro” que continua a permitir que equipas insolventes compitam deslealmente com outras equipas que cumprem as suas responsabilidades.
Dentro de uns dias, após o final da época, voltarei aqui para fazer a minha avaliação global sobre o ano desportivo da Benfica SAD.
Viva o Benfica!
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Escrito por: José Albuquerque.
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