quinta-feira, 2 de agosto de 2012

DEMOCRACIA BENFIQUISTA

Todos Nós, Benfiquistas, sobretudo os mais velhos, os que ainda viveram o regime fascista, temos na génese desta louca paixão pelo Glorioso uma das suas idiossincrasias essenciais: os Valores Democráticos.

Por essa razão, por essa determinante razão, eu pertenço ao grupo a quem é quase insuportável assistir a discursos de Companheiros que, cegos pelo anti vieirismo, não hesitam em colocar em causa a democraticidade do Clube (e do Jornal e da BTV, etc.). Tenho que me confessar enojado com discursos desse jaez, desculpem.

A cerca de 100 dias da próxima AG eleitoral do Benfica e porque estou absolutamente certo de que ela corresponderá a mais uma demonstração insofismável de tudo o que de melhor somos, TODOS UM, sejam quais vierem a ser os resultados finais, é com a minha habitual Vaidade Benfiquista que aqui venho reafirmar, sem desprimor a outros blogues dos Nossos, que este OBELOVOARDAAGUIA (e o Enormíssimo Ricardo, seu Fundador) sempre foi e sempre será mais um exemplo gritante disso mesmo: Democracia. 

A esse propósito, quero iniciar este texto de hoje com a recordação de há três anos, dia em que mais de vinte mil de Nós fomos votar e eleger os Corpos Sociais do Glorioso Sport Lisboa e Benfica, conferindo-lhes uma legitimidade democrática que só uma excessiva falta de vergonha, ou uma clamorosa inveja poderão pretender questionar. 
Quando essas excessiva falta de vergonha e clamorosa inveja se concretizam nas mais cobardes e infundadas acusações ao Nosso Presidente, numa absoluta negação dos mais elementares Valores Democráticos e Benfiquistas, ficam eliminadas todas e quaisquer hipóteses de debate, nem que fosse com objetivos puramente destrutivos e essa é uma das razões pelas quais eu me recuso a, sequer, comentar as baboseiras do bicho castrado e seus afins.
Mas não deixo de registar um facto interessante: todos os que, como é o meu caso, conhecem pessoalmente o Companheiro Luís Filipe Vieira, sabemos bem como ele adora ver, ouvir ou ler esse tipo de canalhices, a ponto de já não ser a primeira vez que me dizem coisas do estilo de “estes cobardolas ainda o conseguem motivar mais, se é que isso é possível”.   

Talvez seja por isso que, no meu caso particular, ainda me choca mais quando esses comportamentos nojentos se viram para um outro Companheiro especial que, quer como Atleta, quer como acionista, quer como Administrador da SAD, adquiriu o direito a ser respeitado por todos Nós, especialmente pelos que possam ter alguma critica a fazer a propósito do seu trabalho.
Esta minha convicção, que já me levou a criticar, sem “punhos de renda”, um Companheiro deste blogue que, certamente num momento de instabilidade, se esqueceu que o “Maestro” também é Pai, Homem e Chefe de Família, além de um insigne Benfiquista, é a principal motivação para este meu texto, ainda de olhos postos naquela maravilhosa e interminável fila de Benfiquismo, formada por todos os que não prescindimos de eleger os Corpos Sociais.   

Obrigado, Companheiro Rui Costa, 

No modelo de governo do Clube, especialmente considerando o peso determinante da SAD no Grupo Benfica e a predominância do futebol, por mais eclética que seja a Nossa tradição e por mais que ela venha a ser honrada, crescentemente, desde há uma década, a função de Administrador da SAD com o pelouro do futebol, constitui um desafio tão peculiar que só poderia ser desempenhado por mais um verdadeiro Superbenfiquista, ou melhor, pelo Príncipe dos Benfiquistas … e é, exatamente, isso que tu és!
Recordo-me de, no dia em que foste cooptado, ter previsto que irias iniciar a mais exigente das tuas experiências profissionais e por mais apoio que eu estivesse seguro que te seria garantido pelos outros Administradores e, sobretudo, pelo Presidente. Uma experiência infinitamente mais exigente (e menos bem remunerada) do que aquelas que te propunham em Itália (Milan AC e Florentina).
Em contrapartida dessa menor remuneração, sei que tens tido o supremo gozo de participar, 24 em 24 e 7 em 7, na construção de um futuro ainda mais Glorioso para o Clube, o Clube que não é só o teu e meu, o Clube que é a paixão dos nossos Filhos. Mais e melhor que isso, pelo menos para muitos Companheiros, tens progredido no caminho que poderá vir a transformar-te no Presidente de quase, quase, quase todos os Benfiquistas.

Entretanto e se me permitires, faz-nos o favor de não esquecer que boa parte de nós somos daqueles que, depois de vivermos as gloriosas décadas de 60 e 70, sofremos as agruras de apoiar Atletas como um Paredão, esse portento de talento, ou aquele soberbo “matador” de apelido … Hassan. 
Recorda-te que a maioria de nós já se não lembra de quando sorria depois de chamar gatuno a um árbitro e já levamos décadas de consciência de que eles nada têm a ver com os “gatunos” do antanho, uma vez que se transformaram em sorvedores de “fruta da época”, regada com “leitinho para dormir”. E pensa que, talvez como tu próprio, vivemos hoje um martírio quando nos sentamos em frente a uma folha de papel com a intenção de escalar “o onze” titular, seguido de outro tanto para escolher que Atletas nem mandaríamos “calçar”.

Hoje, “Maestro” e muito por tua culpa, podes ter a certeza que somos muitos a desejar que vocês não contratem mais nenhum lateral esquerdo, só para ter a certeza de poder ver o Melgarejo a titular. Hoje, Rui, damos por nós a cometer o sacrilégio de dizer para com os nossos botões que … “menos mal que o El Mago ainda não pode entrar”.  

E é assim que Nós somos e que somos o Benfica.
Ansiosos por Nos afogarmos, no Marquês, em lágrimas de Vaidade.Porque somos do Benfica. Porque lhe pertencemos, desde que Nos fizemos gente e enquanto formos gente. 

Viva o Benfica! 

Escrito por: José Albuquerque.

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