terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Para onde caminhas futebol

Vivemos actualmente tempos difíceis a todos os níveis. Falta de emprego, carestia de vida, revoluções pelo mundo, nervos à flor da pele.
Como não podia deixar de ser a brutalidade chegou também ao futebol, fazendo infelizmente já parte dele.
As pessoas na generalidade que acompanham o fenómeno desportivo perderam a noção das coisas, fazendo da violência verbal e física um género de refúgio para as suas frustrações vividas no dia-a-dia, pelo que, se torna cada vez mais uma aventura ir a um Estádio assistir a um jogo de futebol.
No jogo Sporting - Benfica, (0-2) ainda na primeira parte, no topo da bancada mais perto de Roberto, nosso guarda-redes, rebentou a violência entre a assistência, não sem antes, serem atiradas bolas de golfe e artefactos/tochas a arder/fumo, que caíram junto ao nosso guardião, sendo necessária (na bancada) a presença das forças policiais, a fim de pôr cobro, a uma verdadeira selvajaria perpetuada por energúmenos "corajosos" pela maioria.
Sozinhos não passam de covardes, se é que, o mesmo epíteto não se pode ajustar aos ditos, mesmo estando em maioria, pois o que fazem não passa de actos cobardes e sem sentido.
A provocação não surge de forma ocasional, mas sim, premeditada. São grupos, geralmente jovens, que levam já na sua intenção, causar distúrbios, fomentar a violência gratuita, transformando um simples jogo de futebol, num campo de batalha, onde não se olha a meios para atingir os fins.
A Sporttv sonegou essas imagens. Existe quem concorde como também existe quem pense que, as imagens devem ser mostradas a fim de que se tomem medidas drásticas para erradicar de vez esses "animais" cuja presença é nefasta em qualquer Estádio de Futebol.
Dificilmente se chegará a um consenso. Chega-se sim, à concordância de pensamento, no que concerne a se ter que acabar com tal situação. Como não sei. Mas as instâncias que governam o nosso País, para falar em concreto, não podem continuar a fechar os olhos ou a fazer que não vêem ou ouvem, aquilo que se está a passar, para depois um dia não virem derramar lágrimas e lamentos sobre uma qualquer tragédia, que vai acontecer se tal estado de coisas continuar como está.
Ir com a família a um jogo é actualmente pura utopia.

O futebol requer alegria. Pode e deve haver foguetório, mas um foguetório sem mancha ou mácula, que apenas faça com que a alegria seja mais brilhante, na sua euforia controlada no seio da Paz e não no da violência.
Ver imagens como esta faz criar em cada um de nós a vontade de ir ao futebol e fazer parte daqueles que se unem na festa e contribuem para que o futebol seja isso mesmo: Uma festa.
É evidente que sabemos que ganhar não se pode equiparar ao perder. São estados de espirito totalmente diferentes.
Mas nunca nos podemos esquecer é que um jogo de futebol nunca pode ser uma guerra, uma batalha ou um meio de escape, que não seja o passar de forma diferente um fim-de-semana.
A festa não pode ser substituída pela violência. É um erro crasso que muita gente parece querer implementar nos estádios portugueses, falando concretamente do nosso País.
O Benfica ir jogar ao Porto, virá o tempo em que cada jogador do Glorioso, em vez de levar camisola e calção, será equipado com um fato em aço, do tipo usado pelos nossos guerreiros antepassados, que conquistavam terra após terra, a poder de espada em punho.
A festa do futebol tem que voltar. Não voltando, acaba a beleza de um jogo, que quando nasceu não foi para dividir os Povos mas sim unir as famílias, em torno do clube que entrasse no seu coração, mas sempre no respeito do seu adversário, factor que hoje não existe.

Pobre futebol para onde caminhas ...

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