domingo, 20 de fevereiro de 2011

“Os resultados são o combustível dos Campeões”

Esta frase, que aprendi há três décadas, deveria ser vivida, constantemente, a todos os níveis da vida do Grupo Benfica, Sócios e Adeptos incluídos.

O Glorioso Sport Lisboa e Benfica, todos o sabemos, é muito mais que um Clube: a Nossa História, desde sempre e hoje ainda mais, constitui prova insofismável disso mesmo e essa realidade está completamente vincada nos Nossos Valores essenciais (Solidariedade, Universalismo, Democracia, Desportivismo e Ecletismo).
Esta última década, pressinto-o, ficará na História, na Nossa e na de Portugal, como a da resistência ao POLVO, desde o quase abismo em que ele (com a Nossaautorização”, há que o confessar) Nos lançou, até ao Clube pujante que nunca deveríamos ter deixado de ser e que, hoje mais do que nunca, não só Somos, como prometemos vir a ser, a um nível antes inimaginável.

As coisas chegaram a tal ponto, nesta parte infame do “des porto porto guês” (pobre Invicta, que tal mancha te permitiste), que, regressados à Nossa História e aos Nossos Valores, não podemos alijar a responsabilidade patriótica que detemos, enquanto Maior Clube do Mundo, de crescer ainda mais e mais, secando este lamaçal vergonhoso que a Nossa crise permitiu. De tudo isto, sinto-o até aos ossos, tem a maioria dos Benfiquistas alguma consciência, pelo que só adianta repeti-lo para que ninguém se distraia, nem por um instante e por mais que a amestrada da mérdia e a incompetente ordem institucional não se cansem de tentar branquear, ou dourar, o nojo destas últimas três décadas.

E temo-lo feito, em pequeno número no início, que não fomos muitos a perceber o verdadeiro móbil e objectivos do “Bando dos 4 pintos”, em número crescente, sempre crescente e sempre crescente em capacidade, competência e motivação. Honra e Glória aos Benfiquistas que, por esse planeta fora, por este país dentro, em centenas de locais e milhares de oportunidades, hoje com o bastião da Gloriosasfera, desde simples Adeptos até aos membros dos Nossos Corpos Sociais, TODOS, UM e fazendo jus ao Nosso Mote “Raça, Querer e Ambição”, desmascarámos e combatemos o POLVO, assegurando o único bastião que lhe foi inacessível.

Poderíamos ter feito mais e melhor? Claro que sim, mas essa é uma verdade universal e permanente.
O que, realmente, importa é que o vimos a fazer cada dia mais e melhor, amplificando constantemente as Nossas capacidades e competências, ganhando cada dia mais terreno ao POLVO, obrigando-o a entrar em túneis e a deles sair pior do que entrara, empurrando-o para um descaramento que tem tanto de inaudito quanto de desesperado e assegurando-lhe que o seu fim se aproxima a passos largos.
Melhor ainda, fizemos isto sem nunca prescindir dos Nossos Valores, sem recorrer a quaisquer esquemas obscuros, sem espertalhices: com toda a transparência, do sofrimento fizemos energias, do que poderia ser ódio fizemos Alegria e da derrota anunciada fizemos a Vitória prometida e já cumprida.
E é por tudo isto, Companheiros, que eu, olhando sobre o ombro, só consigo descobrir razões para ter ainda maior motivação. Mesmo quando reparo no que deveríamos ter evitado, logo me envaideço do tanto, tanto que conseguimos, no chamamento de uma ambição que, obrigando-me a aprender com os erros, me obriga a Festejar os Sucessos, todos e cada um, como semente da exigência sem limites que tenho para o Futuro.

Eu nunca senti o Benfica sem um Imenso Orgulho, mas, confesso, tempos houve em que esse orgulho tinha a letra apequenada pelo sofrimento e pela sombra da dúvida. Hoje, já não consigo sentir o Nosso Clube sem sorrir de uma Vaidade que, por ser Universalista, nada tem nem de mesquinha, nem de arrogante, nem sequer de egoísta.
Hoje, com a certeza absoluta de que os meus Filhos e Netos viverão o Benfica no Desporto Português, sem pintos moluscos, prometo-me não só não esquecer, nunca, qual tem de continuar a ser o caminho, como garanto que não permitirei que a ignomínia que resta me impeça de Festejar e Celebrar a Vitória, seja a de ontem, a de hoje ou a de amanhã.

Ainda bem que a Nossa Festa incomoda o POLVO: assim, podemos fazê-la quer por Paixão, quer por Razão!

Viva o Benfica!

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