terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

As Grandes Escolhas do Benfica (VII)

Política de Vendas/Dispensas.

GRUPO A – “por razoes salariais”
A1 “aliciados” - Ricardo Rocha; Nelson; Miguel; Petit; Tiago; Ramires; Manelele; Di Maria; Simão; David Luiz (10)
A2 “aliviados” - Makukula; Quim; Butt; Leo; Reyes (5)

GRUPO B – “por falta de qualidade”
B1 “vendidos” - Ed Carlos; Ronaldo; Sepsi; Patrick; Katso; Diego Souza; Bergessio; Manduca; Halliche (9).
B2 “despachados” - Moretto; Bossio; João Pereira; Binya; Assis (5). .

Ora muito bem, como o prometido é devido e já sendo dia 1 de Fevereiro, aqui têm o texto de análise às Vendas e Dispensas da SAD nos anos mais recentes.
A lista com que começo, mesmo não sendo extensiva (por exemplo, não inclui os Atletas que terão saído da “Fábrica” sem assinarem um contrato profissional), parece-me ser suficientemente representativa para podermos concluir quais são os pressupostos da politica seguida pela SAD nesta área.

Já sabemos qual é a razão que leva a SAD a, com a actual estrutura de custos e sem as receitas que deveria ter pelos direitos de TV (no mínimo, são uns 23/25ME que “deixam” de entrar em cada época), ter de, necessariamente, equilibrar as “Contas” com vendas de passes que dêem origem a “mais valias” (proveitos resultantes entre o valor da venda e o valor, líquido das amortizações, pelo qual o passe estava representado no Balanço).
Não está em causa uma razão de natureza financeira (ou de “tesouraria”, digamos): o que está em causa é o “equilíbrio” entre Proveitos e Custos, ou seja, o “Saldo de Exploração”.

Além desse principio, identifiquei duas outras principais razões que tem levado a SAD a abrir mão de alguns dos seus activos, a saber: (Grupo A) “por razões salariais” e (Grupo B) “por falta de qualidade”.

Todos os (10) atletas do subgrupo A1 foram “aliciados” por propostas de outros clubes que incluíam promessas salariais ou incomportáveis para a SAD (os seis últimos), ou que foram consideradas “exageradas”, mesmo que não ultrapassassem o “tecto salarial” praticado (mais de 1M/ano, limpos de impostos, nos dois primeiros casos e o dobro, no caso do Petit). Quanto ao Miguel, a SAD tentou evitar esse aliciamento, mas o assunto acabou numa rescisão unilateral pelo atleta e, depois da “conciliação” ter dado razão ao Benfica, o caso vai ser dirimido em Tribunal (com a SAD a pedir mais de 12M de indemnizações ao atleta e seu “agente”).
Já quanto aos (5) atletas do subgrupo A2, a não renovação dos respectivos contratos (Quim e Leo), a não contratação (Reyes), a venda (Makukula) ou a dispensa (Butt), constituíram um importante “alivio da Folha Salarial”.

Notem que não discuto a “rentabilidade” de nenhuma de todas estas vendas, porque deixo isso para o Enorme BT26 que se comprometeu a escrever-nos sobre esse tema especifico.

Todos os (9) atletas do subgrupo B1 estiveram abaixo das exigências qualitativas técnicas da SAD, ou por não adaptação, ou por vontade expressa do atleta em sair, ou por qualquer outra razão que desconhecemos.
Neste subgrupo, eu tenho duas confissões a fazer: a primeira é que gostaria de saber porque é que o Sepsi e, sobretudo, o Patrick foram “recambiados” a tão grande velocidade, mesmo com algum (pouco) “prejuízo” económico (pergunto-me se não existiram razões “comportamentais”) e a segunda, prende-se com o meu espanto em como foi possível vender alguns destes passes (Ed, Diego e Bergessio) sem “prejuízo”, em verdadeiros “milagres” que conseguiram “limpar” contratações claramente falhadas.
Todos os (5) atletas do subgrupo B2, mesmo incluindo 4 internacionais pelos respectivos países, na minha opinião, não poderiam ser “valorizados” no Benfica. Eu admito que o exemplo do João Pereira poderia ter tido outro resultado, caso ele tivesse sido emprestado, até “amadurecer’, a outros clubes (na Equipa, acabaria expulso em mais de metade dos desafios) e, agora que confirmou ter valor, poderia ter originado um “proveito económico” interessante, mas … não creio que pudesse fazer parte do Plantel.

Em conclusão e desconhecendo os detalhes de cada uma destas negociações (e, repito, sem querer entrar na discussão dos valores), apetece-me dizer que aceito e concordo com os (2) grandes critérios que têm suportado a “escolha” de quais os atletas a vender para cumprir a reconhecida necessidade económica, a saber: controlo dos custos salariais e melhoria da qualidade do Plantel.
Mais ainda e sobretudo nos últimos anos, já nem sequer se pode dizer que a SAD vende tudo o que possa dar lucros, porque são bem conhecidas as “negas” dadas a várias propostas lucrativas que foram recebidas pela SAD, sobre alguns dos Nossos Atletas, dando cumprimento à estratégia aprovada de “manutenção de um núcleo formado pelos principais Atletas”, estratégia essa que constitui o terceiro critério (neste caso podemos falar de restrição) que rege a politica de vendas da SAD.

Viva o Benfica!

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