terça-feira, 16 de novembro de 2010

Rui Costa – o “Maestro” ( II ).

Mas não é só pelo passado e pelo respeito que ele Nos merece, que atacar o Rui de forma ínvia constitui, na minha humilde opinião, um grave atentado ao Glorioso.
Pelo passado, sim, mas principalmente pelo presente e pelo futuro do Clube, quem escolhe o “Maestro” como subterfúgio para objectivos que ele não subscreve e negou repetidamente, quem o elogia e/ou desaprova por comparação (e/ou falsa oposição) ao Presidente, quem o tenta “misturar em tricas”, tem de ser obrigado a pensar mais e melhor.

Quem isso faz, mais ou menos directamente, ou esquece ou finge esquecer o desafio que LFV lhe lançou há dois anos e meio, desconhece, ou simula desconhecer, o que representa ser Administrador de uma SAD com um Activo (conservadoramente avaliado, pelo valor contabilizado do Plantel) de quase 400 milhões e nela deter o pelouro do core business – o Futebol.
Sinceramente, estou convencido de que, pelo menos na esmagadora maioria, não têm nem ideia. Tal como nunca estiveram num balneário, nunca disputaram uma partida de futebol a sério e, ainda assim, têm sempre muitas coisas a dizer sobre as tácticas, sobre os Atletas e sobre os “negócios” que deveriam ser feitos.
Somos, todos, muito lestos a identificar os problemas e os “erros” (sobretudo á segunda feira), mas muito “poupados” no que toca ás soluções e/ou alternativas. Só que uma coisa é dar largas á frustração por um lance falhado ou por um mau resultado e outra, bem diferente, é não pensar nem no pouco que se sabe, nem admitir o tanto que se desconhece no momento de “botar tese” sobre a gestão do Nosso futebol.
O “Maestro”, que foi um Atleta de eleição, que tem um curricula exemplar de Benfiquista e que é um Senhor em tudo o que se lhe conhece (recordo-me, sempre, do Amigo que me ensinou que um “Super Homem” é um tipo que é bonzinho em tudo o que faz), não teve o privilégio de uma formação académica em Gestão …
Quer dizer … não tinha tido esse privilégio ate há dois anos e meio!
Trabalhando directamente com o Presidente (“os resultados são o pequeno almoço dos Vencedores”) e com o DSO, entre outros, com o pelouro do Futebol (todo ele) e as suas responsabilidades, enquanto Administrador, relativamente a TUDO o que diz respeito á SAD e ao Grupo, o Rui já está a fazer como que um “Mestrado” em Management. Que ninguém tenha a menor duvida!

E o que pretendo com tudo isto será defender que o “Maestro” vai ficar imune ao erro?
Longe disso, que eu já não tenho idade para endeusar quem quer que seja e a minha “tese” é bem mais simples e objectiva. Para a traduzir por uma equação bem simples, permitam-me que pergunte: quanto vai “valer” o Rui daqui a dois anos? E dentro de cinco?

Para o Glorioso, para a SAD e para todo o Grupo, o Nosso “Maestro” representa muitos milhões em goodwill. Ele é um “Activo intangível” (não contabilizado) de valor tão crescente quanto incalculável.
Benfiquista como poucos e identificado com o Clube desde que nasceu, irmanado desde as humildes raízes aos Valores mais nobres, um Senhor do Futebol reconhecido á escala planetária e cuidadosamente preparado como Gestor o Rui poderá não ser insubstituível, mas é e será, com toda a certeza e tal como sempre foi … ÚNICO!

O Benfica somos Nós, mas o Clube não é Nosso, não me canso de o repetir. O Benfica está nas Nossas mãos “a crédito” das gerações futuras, dos que o transportarão até á eternidade e para além dela.
Nas ultimas décadas já desperdiçamos demasiado tempo e recursos. Demoramos demasiado a perceber que o “jogo” estava viciado e escolhemos más soluções ou “não soluções”.

Malbaratar os talentos do “Maestro” … seria um “crime de lesa Glorioso”

Viva o Benfica! .
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Escrito por: José Albuquerque

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