sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Reflexão precisa-se

Diz a sabedoria que em função das caminhadas traçadas na vida o mais velho é aquele que melhor saberá controlar as sua emoções. Daí certos laivos de alguma traquinice da juventude.
Dizem uns que o clubismo é uma doença, dizem outros que é amor e dedicação.
Eu, que nada sei, direi que é uma mistura de ambas as preces.
Somos um povo que facilmente nos deixamos envolver nos anseios que a vida nos traz.
Na época finda chegamos finalmente ao titulo numa temporada fulgurante em que a nossa equipa dava espectáculo em campo, marcava golos atrás de golos, levando-nos à felicidade extrema.
Mas uma verdade, penso eu, é que só fomos campeões no último jogo. Dirão que o Braga esteve soberbo, que até foi ajudado em determinados jogos, o que é um facto verídico, mas também provavelmente seria já um índice do que iria ser a presente época e do qual não nos apercebemos e por isso não nos preparamos convenientemente.
Entramos no presente campeonato a perder. Por esta ou aquela razão não fomos tão fortes que nos deixamos intranqüilizar e o afastamento progressivo da equipa do Norte quer queiramos quer não, fez mossa na capacidade vencedora dos nossos atletas.
Com as ofertas milionárias que alguns dos jogadores têm recebido de outros clubes poderá ser também um factor a considerar.
Luisão com as declarações que proferiu em relação ao badalado pseudo interesse do Atl. Madrid deu um sério aviso do que poderia ser a presente época. Jogadores que não saíram para clubes em que iriam ganhar muito mais, não estão a conseguir os níveis de concentração que deles era esperado e desejado.
Fizeram-se contratações que até agora não renderam o o que tenho a certeza podem render, casos de Franco Jara, e até de Alan Kardec, o que, conjuntamente com lesões de jogadores fundamentais na manobra do conjunto, como Oscar Cardozo, têm causado grandes contratempos, quiçá irrecuperáveis no desejo, como seria a conquista do campeonato, e da Europa.
Algumas declarações de Jorge Jesus, como por exemplo: A jogar assim será difícil alguém nos ganhar, não foi entendido na gênese da “alimentação” do ego, mais parecendo, ter tido o efeito contrário.
Lá diz o sábio que quem muito fala pouco acerta.
Afastados, pelo menos na perspectiva, da conquista do campeonato, fomos agora afastado sem glória da Champions League, quando tinhamos tudo para ir mais além.
Olhando à performance mostrada pela nossa equipa na época passada, ninguém diria que, esse desiderato fosse um facto constatável e minguante no conceito de conquista.
Jorge Jesus o grande maquinista do rolo compressor parece actualmente um homem desmotivado, sem crença nem força, para continuar porventura a brindar-nos com o sabor da conquista.
Apático, sem aqueles seus saltos deícticos de enorme querer, ambição, acesa chama, que motivava os jogadores e desmotivava quem nos defrontava.
Quem não se recorda da brilhante vitória sobre o Porto, na Catedral, quando nos faltavam vários jogadores importantes, mas que a raça benfiquista superou, sendo em campo mais forte.
A desculpa da chegada tardia dos jogadores, em função da sua estada no Mundial, embora importante e a considerar, não me parece ser a real culpada do que se está a passar. Episódios caricatos, como David Luiz não aceitar a renovação do contrato, o aparente desconhecimento do fecho do espaço aéreo em Israel, entre outras, mostra algo mais, que um erro de arbitragem, quiçá uma bola que não entra na baliza.
Uma reflexão profunda tem de ser feita no Benfica. Erros de formação da equipa como no recente jogo no Porto, a não entrada em Israel, na equipa inicial, de Carlos Martins, que tem sido apenas um dos jogadores em melhor forma, são índices claros que algo vai menos bem no seio da águia.
Mudanças estruturais, de mentalidade, psicológicos ou outras, terão que ser feitas.
Não mudar a equipa de forma radical, mas saber apontar os erros, falando neles, não os encapotar nas desculpas que nos têm orientado em muitas e muitas situações, pensando que o mal não está só nos outros, mas também, em nós próprios.
Saibamos todos em conjunto e em sede própria dar o nosso grito de alerta, opinar construtivamente, apresentado as nossas concepções, que estudadas por quem de direito, poderão de alguma forma ajudar quem tem a obrigação de decidir.

Viva o Benfica

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