segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Carta aberta ao Nosso Técnico

Meu Caro Jorge,

Ainda que o não conheça pessoalmente, não posso deixar de lhe agradecer, nesta oportunidade em que lhe escrevo, pela forma como liderou a Equipa na época anterior e, naturalmente, pelo seu determinante contributo para os dois títulos por ela conquistados.

Posto isto, escrevo-lhe, desta forma aberta, para lhe pedir um favor: que, hoje mesmo e se ainda não o fez, assuma perante a Equipa a total responsabilidade pela derrota inadmissível que acabamos de sofrer … todos.
Não me atrevo a pedir-lhe que o faça perante as câmaras da Btv, como a gravidade da derrota poderia justificar, apenas porque quero acreditar que os Benfiquistas não duvidam do seu arrependimento, mas sinto que, por liderança, será inadmissível que o Jorge perca esta oportunidade para dar o exemplo aos jovens que comanda.

Sabe, Meu Caro, os Valores Benfiquistas de que Nos orgulhamos e que queremos continuar a viver constituem um manancial a que temos de “regressar” insistentemente, como forma de Gloriosa reafirmação, sempre e mais ainda nos momentos mais graves. Esses Valores, não duvide, também exigem que V. assuma a responsabilidade pelas erradas soluções nas quais, ontem e em Nosso nome, decidiu apostar.
Os Atletas, do mais velho ao menos experiente, necessitam de ouvir da sua boca que não foram responsáveis pelo desaire que nos envergonha a todos e que todos teremos de pagar.

Também não me atrevo a discriminar todos e cada um dos seus erros de ontem (se o Jorge não sabe quais foram, então não tem outro caminho que não o da demissão), mas não posso deixar de o alertar para a falácia do único argumento que, até agora, lhe ouvi: defrontando um extremo direito com um peso determinante no adversário, não faz nenhum sentido escolher outro opositor alem do melhor lateral esquerdo do mundo e esse … não se chama David.
Eu até gosto de o ver a omitir dados aos merdia, mas espero que o Presidente não admita que o Jorge volte a mentir aos Benfiquistas … nunca mais!

Para terminar e nesta hora em que o imagino a caminho de Luanda (onde, estou certo, vai assistir a mais uma enorme demonstração de Benfiquismo que, espero, será bem aproveitada pela Equipa) para abrilhantar uma Festa que, por ser Portuguesa e Angolana, tinha de ser Benfiquista, tenho de escrever-lhe que o Jorge não foi o primeiro técnico a não apresentar a melhor equipa disponível para um desafio no ladrão, mas terá, obrigatoriamente, de ter sido o último a fazê-lo de mote próprio.

Na convicção de que já me posso despedir de si do mesmo modo que faço com qualquer outro Companheiro, envio-lhe o meu

Viva o Benfica!
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Escrito por: José Albuquerque

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