quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O Manifesto V.

Eu não conheço pessoalmente o Enorme Vermelhovsky, mas há muito tempo que aprecio a defesa que ele faz do Glorioso, o que me permite conhecer bastante do Homem que ele é: trata-se de um homem adulto, com cultura bem acima da média, com uma carreira profissional bem conseguida e internacional, que viveu algum tempo algures no Reino Unido, a Monarquia Constitucional mais antiga do planeta.

Assim sendo, é caso para reflectirmos quando verificamos que este Nosso Companheiro decide confessar (num acto de coragem) que já perdeu a esperança no Desporto português e em Portugal.

Tal como todos os que assistimos a revolução de Abril, ao desenvolvimento da Terceira Republica e ao surgimento do POLVO, especialmente aqueles que, por uma razão ou outra, temos a possibilidade de avaliar, como que “de fora” estas ultimas décadas, o Patriota, Democrata e Benfiquista Vermelhovsky, já não consegue escapar a conclusão de que … isto já só lá vai com dor e pela razão de uma força que assente na Razão!

Ao longo do seu Manifesto, o Enorme V nem sente a necessidade de elaborar muito nos pressupostos, o que é um bom sinal da profundidade da convicção com que escreve as conclusões: o V fica-se por uma dezena de argumentos essenciais que, de tão óbvios, comprovados e comprovadamente essenciais, o “obrigam” a escrever que … não há outra alternativa.

Eu, que li O Manifesto V. como um exultante grito de cidadania, de Patriotismo e de Benfiquismo (e recomendo a leitura como obrigatória), partilho a mesma frustração, quando concordo, quase em absoluto, com todos os pressupostos.

Mas concordar com os pressupostos, não é o mesmo que concordar com as conclusões e eu … discordo delas!

Sem entrar em detalhes inexequíveis no horizonte deste texto, gostaria de recordar ao V e a todos os Companheiros que se sentem tentados pelas conclusões do seu Manifesto, o processo de independência da Índia e as teses do Mahatma e/ou o processo de liquidação do Apartheid na África do Sul, pela mão dessa outra grande alma que é o vovô Nelson Mandela.
Refiro estes exemplos, só para recordar que ate a própria “guerra pela independência e/ou pela justiça”, as únicas que a minha convicção pacifista me permitiria apoiar, devem ser evitadas.
A Historia demonstra que se pode saber como e quando começam as guerras (falo das verdadeiras), mas nunca é possível prever quando e como acabam, nem o preço que cobram.

Tal como o Enorme Vermelhovsky, também a mim não me repugna a ideia de morrer pelo Benfica, mas não aceito a ideia de matar a não ser pela minha Mulher e pelos meus Filhos.

E então, ficamos sem alternativa?

Caramba, Benfiquistas: temos os Nossos Valores e a herança da Nossa Historia!
O POLVO nasceu na Democracia, mas nasceu e cresceu a sombra dos seus defeitos e daquilo que nela podemos melhorar. O POLVO afirmou os seus anti-valores sobre a omissão da afirmação dos Nossos Valores: fomos Nós, sobretudo pela falta de unidade e rigor, que lhe demos “passagem”.
E, tal qual escrevia a Enorme Margarida, somos Nós que continuamos a permitir que ele Nos divida, Nos enfraqueça e cheguemos ao ponto de achincalharmos os Atletas.

E se é de “guerra” que falamos, então há que pensar em termos de táctica e estratégia militares …
E eu nunca vi que um cozinheiro criticasse e substituísse o “sniper”, nunca vi um “comando” criticar e substituir o amanuense e … sargento armado em General, esse era o Idi Amin Dada!

Que cada um faca a sua parte, pelo Benfica e por Portugal!

Viva o Benfica!
.

Escrito por: José Albuquerque

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