sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

"Ouvir" o pensamento, sentir a "voz" da alma

Diz a sábia doutrina que devemos ouvir o pensamento, mas não deixar falar a alma quando os caminhos são mais difíceis. A calma e a ponderação são unívocos de ... Amor.
Saber completar esses dons de vida fará com que os seres humanos sejam mais completos.
Não é fácil, não é difícil... É apenas um pouco complicado.
Ontem assisti, nervoso como sempre, ao jogo do nosso Benfica com o Hertha de Berlim para a Liga Europa.
Golo do Glorioso aos 3 minutos. E que golo. Lançamento longo, salvo erro feito pelo C. Martins, exímio domínio de bola pelo DI Maria, remate com o pé direito e, qual sintonia perfeita, ... acontece o salto do sofá, garganta em êxtase, punhos cerrados de fé.
As reminiscências da vontade elevam-nos para desejos que nem sempre são atendidos. Mas a fé que nos embala e nos faz amar um clube com a grandeza do Benfica não nos deixa cair em tentação malévola por muito que nos custe aceitar certos resultados menos conseguidos.
Queremos sempre mais e mais. Habituou-nos mal o Benfica desde o principio da época. Jogos em que tudo corria bem. Golos atrás de golos. Goleadas atrás de goleadas. Subiram os índices de esperança, tornou-se mais exigente o nosso ego. Contrariar essa índole é a mais complicada questão.
Em Berlim após o golo do Benfica surgiu a imagem do GELO que rodeava o terreno de jogo. Arrepiei-me.
Sugestão ou não, a verdade é que, a simbologia do pensamento atirou-me para cadafalsos temerosos, qual analogia: Gelo ............. de jogo.
Lutei contra o aforismo.
A veridicidade é que o jogo não seguiu o logradouro da minha vontade. Parecia que, algo emperrava a máquina, não em grão de areia, mas sim, em cubo de gelo.
Apáticos, friorentos, errando passes, tudo parecia correr mal aos jogadores do Glorioso.
O gelo que os rodeava parecia estar a fazer os seus efeitos. Bancadas vazias, falta de calor humano, quiçá um jogo mau. Na minha cabeça apenas batalhava: Mas o Hertha de Berlim não é o último classificado da liga Alemã? É um facto.
Mas pensemos na diferença desse facto: Com quem estava a jogar o Hertha de Berlim?
Estava apenas e só a jogar com o Sport Lisboa e Benfica. Cá como lá, a motivação quando uma equipa joga contra o Benfica é ENORME. É o jogo da ... vida.
Claro que, não sendo ingênuo, também não posso deixar de dizer que o Benfica poderia e deveria fazer um jogo muito diferente, para mais e melhor. A classe dos seus jogadores isso exige.
Mas um empate fora, com golos, é assim um resultado tão mau, olhando a que estamos a falar de uma liga Europeia? Parece-me que não.
Sofremos mais um auto-golo, pelo Javi Garcia, que deu o empate ao Hertha de Berlim. Ficámos aborrecidos? Ficámos. E o Javi Garcia como ficou? Tal como nós, a felicidade, não foi o seu sentir de coração. Tenho a certeza que a tristeza o invadiu. Acontece aos melhores.
Somos benfiquistas, somos exigentes, mas saibamos parar os pensamentos menos bons para que a nossa alma sossegue e nos diga:

VIVA O BENFICA PORRA

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