quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O POLVO – parte II

O POLVO, também conhecido por SISTEMA, nos tempos em que o Sporting era dirigido por Homens Sérios, honrados e sem medo, não morreu.

Mas o que é O POLVO?

O POLVO tem sido descrito como sendo o símbolo da Máfia Siciliana – LA PIOVRA. Esta analogia, tem a ver com os vários e pegajosos tentáculos desta organização, que a todo lado chegam, a todos tocam e tudo controlam. Para além das relações de interesses económicos e de amizades, que visam obter vantagens financeiras, promoção pessoal e outras, O POLVO assenta a sua força no MEDO.
O MEDO de quem “precisa” do SISTEMA para viver e pode ser altamente prejudicado.
O MEDO de quem verifica que não ganha nada em ser honesto e sério, pelo contrário.
O MEDO de todos quantos, não se tendo deixado tentar pelo POLVO, verificam que, ano após ano, os líderes do POLVO vão ficando impunes, apesar de escutas, processos judiciais e afins.
Quando no início dos anos 70, uma jornalista italiana, Carla Cederna (que se tornou famosa por começar a trazer à luz do dia esta nova organização – LA PIOVRA, em que se tinha tornado a Máfia Siciliana, que tinha deixado de ser uma organização de crime organizado ligada a actividades criminosas tradicionais, tráfico de droga, contrabando, etc., para se tornar numa organização quase “honesta”, tendo assumido o controle de grandes empresas, bancos e afins e estendendo os seus “tentáculos” à escala global) começou a fazer as suas investigações na Sicília e chegando a Palermo, ela reparou que um pouco por toda a cidade estava escrito nas paredes : “ Chi ha soldi e amicizie va in culo alla Giustizia”, “Quem tem dinheiro e amizades vai ao c.. à Justiça”.
Esta frase, tornou-se o símbolo da impunidade, tornou-se o Símbolo do MEDO.
O MEDO de todos aqueles que, querendo ficar fora do SISTEMA, verificavam que nem a Justiça estava fora do alcance dos tentáculos do POLVO. Por isso a frase estava escrita por toda a cidade de Palermo, para que ninguém se esquecesse.
Cá, como lá, eles encarregam-se de nos lembrar isso todos os dias. Cá, como lá, eles tentam usar O MEDO.
Cá, como lá, eles têm uma equipa de jornaleiros, comentadeiros e afins que transmitem à saciedade, o que pretendem: que ninguém se esqueça que os seus pegajosos tentáculos chegam a todo lado, que ninguém se esqueça que todos estão ao seu alcance e que eles continuam impunes. Que ninguém se esqueça que O POLVO está vivo.
Cá, como lá, eles têm um exército de apaniguados que tudo faz em defesa do chefe. Quem não se lembra daquelas imagens grandiosas, da saída de PC do tribunal de Gondomar, rodeado pela turba ululante dos SD, em que se reconhecia em primeiro plano o Bruno Pidá? Sim, o mesmo Bruno Pidá, recentemente condenado a mais de 20 anos de cadeia por assassínio por um tribunal do Porto.
Porto, também apelidada de Palermo por um famoso ex-funcionário do FCP que, segundo o próprio, terá sido ameaçado de morte aquando da sua saída do clube. Quem é esse funcionário corajoso que não teve MEDO? É o anteriormente conhecido por Special One, agora mais apropriadamente apelidado de IL SPEZIALE, também conhecido por José Mourinho.
Cá, Como lá. O POLVO está bem vivo.
Os próximos tempos são fundamentais, não só em relação ao que resta da Liga Sagres, em que as manobras, mais ou menos despudoradas, as cortinas de fumo criteriosamente lançadas e as arbitragens habilidosas vão continuar, mas sobretudo porque, também se prepara a decapitação dos órgãos da Liga de Clubes que têm mostrado isenção e tem mostrado não ter MEDO.
“A Renovação” da Liga de Clubes está em marcha. Eles nem o escondem. Por isso os constantes ataques à CD e ao CA da Liga. Aliás, basta ler os “Tribunal do Jogo”, para ver quem eles preparam para substituir Vitor Pereira. Basta a ver o que escreve um dos notadores para ver quem é o “amigo” da agremiação já condenada por corrupção desportiva. Dou-lhes uma pista, a primeira letra do primeiro nome é um J e a primeira letra do último é um C. Mas o que é giro, é que para além de “amigo” da referida agremiação, agora também passou a ser “muito amigo” de outras agremiações subservientes e que orbitam à volta dessa. As chamadas agremiações papel de embrulho, que depois de usadas… deitam-se fora.
Cá, como lá, é preciso estarmos atentos.
Cá, como lá, há sempre quem tenha MEDO.
Mas,
Cá, como lá, HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE RESISTE, HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE DIZ NÃO
Porque,
CÁ, COMO LÁ, O POLVO AINDA NÃO MORREU
.
Escrito por: MARCOS GUIA

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