sábado, 23 de janeiro de 2010

O URRO do Moribundo

Se existem pessoas por quem tenho o maior respeito, são sem dúvida, todos aqueles que trabalham no mar, de onde bravamente tiram o seu sustento, e o pão dos seus filhos.
Sofrem esses as agruras dos temporais, lutam contra ventos e marés, são os filhos da esperança, quais heróis das ondas revoltas
Confiro, no entanto, que existe quem não trabalhando no mar, nade em águas, não tão belas e puras como aquelas, mas sim noutras, poluentes, mal cheirosas, qual charco fétido, próprio para albergar determinados anopluros.
Na passada Quinta-Feira na bonita localidade de Vizela, ouviu-se um desses “marinheiros” que, qual tábua de salvação, se agarra ao vento, sem pára-quedas, ou outro apetrecho que lhe consiga salvar a honra e a dignidade.
Antes, só se ouvia que existiam escutas, mas nunca ninguém as tinha ouvido o que dava um certo poder de manobra ao “marinheiro” de águas podres.
Ouvidas as escutas, caiu a máscara, secaram as águas.
Agarrado à dita tábua de salvação, ronca o chafurdeiro:

- «Vamos estar atentos, vamos sair daqui com uma convicção, podem contar comigo, inventar o que quiserem, podem atacar-me da forma mais sórdida que inventarem, não me preocupam, são muito baixos, são muito reles»,

Chama-se a isto, o desespero do moribundo, de quem não tem qualquer argumento, de quem se esvasiou a boia, de quem sentiu partir-se o “barco”.
Repare-se que não nega as escutas ou qualquer facto com essas, relacionado.
Nem falo na sua suspensão que o deveria inibir de falar como presidente da colectividade assumidamente corrupta.
Mas compreendo que, secadas as impuras águas, sinta agora o chão a fugir-lhe irremediavelmente por debaixo dos sapudos pés.
Não fosse o Estado em que vivemos, há muito que tinha deixado de poder chafurdar nas águas em que chafurda.

Estaria sim a "navegar" entre quatro paredes, vedadas a quadrados de ferro.

Vão longos os tempos em que a aldrabice, os esquemas mafiosos, as tramoias que se fizeram a belo prazer, infestaram o futebol em Portugal, tirando-lhe a VERDADE e o crédito.
Pelo teor das escutas interroga-se o mais leigo em matéria penal como é possivel este “marinheiro” andar em terra firme e ainda não ter sido mandado para os mares bravios e ondolados de: Um “mar” que o parta.
Não sei até que ponto será admitido a postação a público das escutas. Sei sim, que elas mostram o lado podre e fedorento de uma personagem cada vez mais “castigado” pela sua própria ambição.
Cairá, e será lembrado pela maioris das pessoas, aquelas que considero sérias e honestas, com uma frase que se adapta na perfeição: Com o desprezo que merecem os vermes.

A partir de agora, acredito que o futebol, será mais puro e limpo, voltando a ser um “mar” onde os verdadeiros marinheiros, neste caso os jogadores, possam “navegar” com as suas forças e habilidade, onde ganhe a VERDADE DESPORTIVA, e não a nefasta mentira

Eu acredito num futebol verdadeiro, limpo e honrado

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