sábado, 2 de janeiro de 2010

A "Fábrica de Atletas"


A “Fábrica de Atletas” – o que é, para que
serve e quanto devemos, nela, investir?

Sempre que a BenficaSAD adquire o “passe” de um Atleta com menos de 23 anos, de cada vez que é “emprestado” um outro que passou a ser “Sénior” e, sobretudo, quando ela não oferece um Contrato de Profissional a um Atleta dos “Juniores”, lá volta à mesa das discussões o tema da … “Formação”.

E, quando assim acontece, é um pouco de tudo o que todos podemos ler e ouvir. Desde o célebre “… e portugueses?”, ao famigerado “… não há melhor, lá no Seixal?”, passando pelo já célebre discurso da “… falta de oportunidades”, há sempre uns quantos “experts” (alguns, nem devem ter praticado outro desporto que não o de sofá) dispostos a “provar” que, no mínimo, a SAD é governada por incompetentes, ou, o máximo, que andam todos cheios de “comichões”.

Afinal de contas, o que é, para que serve e qual deve ser o nível de investimento que o Grupo Benfica deve pretender para a sua “Formação de Atletas”? É que, antes do mais, é disso que se trata – de formação de Atletas, não só no futebol, nem só em modalidades ditas de “Alto Rendimento” (leia-se … de Atletas profissionais). A nossa formação são os pavilhões, as piscinas, o Centro de Rugby, as “Escolinhas”, o Campus e tudo o mais que se enche de jovens (Sócios, quase sempre), motivados para a prática desportiva e pelos Valores Universais Benfiquistas.

A tudo isto há, imaginem, quem chame “um mal necessário”! Bendito “mal”, este, que é uma das funções vitais do Glorioso e que, julgo eu, deveria estar ainda mais presente em todos os aspectos da vida do Universo Benfica (por exemplo, assegurando a distribuição gratuita, em versão digitalizada, de “O Benfica” e a todos os nossos Atletas não profissionais).

“Mens sanae in corpore sanum” (espero que estas minhas declinações não sejam … “decalinações”, ahahah), “Citius, Altius, Fortius” e os Valores Populares do Benfica, entre os quais destaco o Universalismo (a integração, por oposição a toda e qualquer segregação) e o amor à Verdade Desportiva, são alguns dos conceitos que fazem do Glorioso um Clube Ímpar e Eterno, pelo que a sua promoção junto de quantos mais melhor, não só é necessária, como deve ser fundamental, para que o Bem do Benfica chegue mais longe e para que seja maior o Bem do Benfica.

É que é, exactamente, para isso mesmo que “servem” todas as nossas “Fábricas”! E é, exactamente, por isso mesmo que devemos levá-las o mais longe possível, incluindo além fronteiras! E, naturalmente, que nelas devemos investir tanto quanto nos for possível, nem um cêntimo menos!

E no futebol? A mesmíssima coisa: que se apliquem os mesmos princípios, devidamente adaptados à realidade de um Desporto que é o mais popular no planeta, que já é a sua maior “Indústria” ligada ao Desporto e que é um Desporto em que a “alta competição” começa … na puberdade (creio que o Messi foi para Barcelona com 13 anos).

Devemos ter estrangeiros no Seixal? É claro que devemos!
Qual o critério de selecção entre portugueses e estrangeiros? Só pode haver um: lugar aos melhores!

Felizmente, depois do quase abandono da era JVA e, sobretudo, desde a inauguração do Campus, a “Fábrica” da BenficaSAD já é das melhores do planeta, já engloba milhares de Atletas, já soma muitos títulos (fora o roubado, “à pedrada”) e já promete muitas e valiosas “pérolas”. Mais que isso e porque, salvo a excepção dos precoces fora de série, a formação só termina aos 23 anos (pelas regras da FIFA), são já bastantes os Atletas Sénior que, dentro e fora da Equipa, estão, contratados, a concluir a evolução que poderá, no caso dos melhores, garantir-lhes um futuro no Glorioso e dos quais basta dar o exemplo do Fábio Coentrão.

Viva o Benfica!
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Escrito por: José Albuquerque

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