domingo, 13 de dezembro de 2009

O busílis da questão: o valor da Catedral! … Será?

Na discussão do tema da Reestruturação Empresarial do Grupo Benfica, há um aspecto que assume capital importância para muitos Companheiros e que, para mim, não tem nenhuma relevância: o valor contabilístico da Catedral (ou melhor, da Benfica Estádio).

É claro que, em termos técnicos, o cálculo desse valor (e a eventual discussão dos critérios e/ou do momento oportuno para efectuar essa avaliação) é determinante, por necessário, para executar as operações de reestruturação. Sobre isso ninguém pode ter dúvidas.

Mas que se eleve essa questão específica ao grau de verdadeiro “busílis” deste tema, é disso que discordo: eu sou incapaz de imaginar O BENFICA sem o ver como UM TODO DE TODAS AS PARTES. Assim de simples!

Ainda há Companheiros que, como o Enorme Tramontano, torcem o nariz à estória das SAD (que a lei quase que impõe) e, agora, há Companheiros que, tal como o Enorme Eagle (do FORUMBENFICA) consideram que o objectivo essencial (ou único?) da reestruturação, deveria ser o equilíbrio do Balanço do Clube. A uns e outros, no maior Respeito Benfiquista, eu confesso que me estou de “cagantes” para essas nuances e, fosse eu a decidir, optaria sempre pela solução que maiores vantagens (fiscais e estratégicas, sobretudo) propiciassem, quando avaliadas numa óptica de Grupo.

É óbvio que, no processo de trocas financeiras entre as partes em que se concretiza a reestruturação, quanto maior for o valor atribuído à Catedral (à Benfica Estádio, para ser rigoroso), “melhor” para quem a detém (o Clube/SGPS) e “pior” para quem a vai (irá?) englobar (a SAD). Sobre isso também não há dúvidas, embora eu não tenha podido calcular (porque não estudei a operação) qual seria o “Óptimo Estratégico e Fiscal”, a longo prazo, para esse valor.

Parto do princípio que quem estudou a operação e avalizou a solução (a Proposta), o fez baseado em critérios técnicos transparentes (não vi, ainda, uma única acusação em contrário), pelo que considero injustificável que se chegue a pretender adiar uma solução urgente, só à espera da melhor oportunidade (para o Clube), sobretudo quando o único “argumento” invocado – o eventual contrato de naming da Catedral (pelo impacto no valor da BE), pode ser solucionado com uma simplicidade infantil (basta adicionar à Proposta um ponto a definir que, se e quando exista tal contrato, a maior parte dos benefícios terão o Clube como destino, até um determinado valor, sobretudo se tal vier a suceder após a fusão com a SAD).

Por mim, podem discutir o quanto preferirem, já que, para mim, a Catedral tem um valor que não é, de facto, discutível: ela é a nossa Praça de S. Pedro e não haverá NUNCA, NINGUÉM que possa, nem sequer, pensar em a vender para fora do (Grupo) Benfica!

Aí sim, os Benfiquistas fariam tantas revoluções, quantas as que fossem necessárias, até fazer a “Restauração”!

Eu não aceito perder tempo a escolher entre “falências técnicas” (Clube versus SAD), até porque não considero nenhuma delas como o objectivo da reestruturação, porque nenhuma delas passa de, meramente, contabilística e, assim mesmo, entre todos os intangíveis subavaliados, há um outro perante o qual nos vergamos TODOS (até a Catedral): A MARCA BENFICA (e essa, só pode pertencer ao Clube, seja quem for que, no Grupo, faça a sua gestão)!

Expliquei-me bem, ou, pelo menos, razoavelmente?

Se houver dúvidas … venham elas!

Viva OBELOVOARDAAGUIA!

Viva o Benfica!
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Escrito por : José Albuquerque

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