terça-feira, 13 de outubro de 2009

BENFICA SEMPRE

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) impôs ao Benfica a obrigatoriedade de não impedir os jornalistas de acederem aos eventos organizados pelo clube da Luz. Esta posição surge na sequência de queixas da TVI, "Correio da Manhã" e "Maisfutebol", impedidos de assistir a várias conferências de imprensa do clube.
O Benfica alegou que as restrições a alguns órgãos de informação se deviam a terem noticiado “factos que ofendem a dignidade e o bom-nome da Benfica SAD”.

A ERC, no entanto, recusou os argumentos do clube da Luz, acusando-o de estar a recorrer a uma prática “grave e lesiva do direito de acesso dos jornalistas.”Recomendando ao Benfica que se abstenha de emitir “convites selectivos e individualizados em moldes que promovam a sistemática exclusão de determinados órgãos de comunicação social de eventos com relevância informativa”, a ERC recorda que esta deliberação “tem natureza vinculativa e incorre em crime de desobediência quem não a acatar.

”Esta deliberação foi tomada na reunião do conselho regulador da ERC realizada a 8 de Outubro.

jornal Público
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Comunicado

O mau jornalismo não passará!

É chegado o tempo, e uma vez que a ERC aprovou e divulgou uma deliberação com a qual, na sua grande maioria, o Sport Lisboa e Benfica concorda, de recordar algo que muitos, de forma intencional, parecem querer omitir: O Sport Lisboa e Benfica sempre cumpriu com os critérios legais consagrados no Estatuto do Jornalista, ao contrário de alguns jornalistas que, ainda hoje, continuam pela prática a violar esse mesmo Estatuto.

Apesar da rápida interpretação que o sr. Luís Sobral faz da deliberação e da vitória reclamada em crónica publicada, ao final da tarde, no Maisfutebol, não nos parece que haja razões para tanta adjectivação e exaltação.A ERC disse algo com o qual o Sport Lisboa e Benfica concorda: a obrigatoriedade de respeito pelo direito do acesso dos jornalistas aos eventos de interesse público. Algo, de resto, que o Benfica sempre respeitou!

O que o Sport Lisboa e Benfica sempre distinguiu foi eventos que não são do interesse público e para os quais se reserva o direito de convidar quem bem entende. Matéria que, de resto, foi bem explicada aos responsáveis da ERC.

Nunca pretendeu o Sport Lisboa e Benfica discriminar, nem tão pouco alterar a linha editorial da TVI ou de quaisquer outros meios de comunicação, mas apenas proteger a instituição em relação à manipulação praticada em relação ao tratamento informativo praticado por estes.Manipulação não é apenas a adulteração propositada de determinados factos com o intuito de beneficiar ou prejudicar alguém.

A manipulação também é a selecção de notícias que vão entrar no alinhamento; as reportagens que se fazem e aquelas que se deixam de fazer; as pessoas que se convidam para comentar determinados factos, enfim, tudo isto são formas de manipulação e em tudo isto a TVI foi tendenciosa, parcial e sensacionalista.Como os membros da ERC bem sabem a agenda mediática é construída com base em critérios subjectivos, condicionando – por essa via – e em função das opções que se tomam aquilo que se quer que as pessoas discutam, pelo prisma que os meios entendem que devem ser discutidos.

Acresce a tudo isto que, quando a chefia editorial que coordena a equipa é parcial, dificilmente toda a estrutura abaixo desta pode comportar-se de forma diferente. Luís Sobral , em matéria de Benfica, em geral, e em relação a Luís Filipe Vieira, em particular, não consegue – e desconhecemos as razões – ser isento na análise. Esta apreciação nada tem de especulativa, é uma constatação de facto.

Basta atender em algumas das mais recentes crónicas de Luís Sobral no Maisfutebol:

- 16 de Maio 2009 – “Esqueçam o treinador, pensem no presidente”

- 10 de Junho 2009 – “Estou farto de benfiquistas”

- 20 de Junho 2009 – “Benfica e a oportunidade perdida”

– “Tenho pena que no próximo dia 3 de Julho o Benfica não eleja um Presidente como José Eduardo Moniz”

A linha editorial da TVI sempre esteve ‘contaminada’ pela visão parcial do seu responsável pela editoria de desporto. Razão pela qual sempre foi pouco objectiva e muito desfocada. É evidente que tudo isto, para uma sociedade cotada em bolsa, como é o caso do Benfica, tem custos, e grandes. Qualquer informação – mesmo que falsa – tornada pública e “travestida” de notícia assume consequências imparáveis. Nunca mais pode ser apagada, ainda que ela seja posteriormente desmentida ou corrigida.Não deixa de ser curioso que são as pessoas que mais violam os deveres e os valores do código deontológico que rege a profissão que mais invocam esses mesmos valores por uma questão de oportunismo!Estamos de acordo com a ERC, nunca pusemos em causa o acesso de jornalistas a eventos de evidente interesse público. Este comportamento será mantido, mas para eventos de carácter particular continuaremos a convidar aqueles que cumprem o que está estipulado no Estatuto do Jornalista: “informar com rigor, rejeitando o sensacionalismo e demarcando claramente factos da opinião”.

Estamos, igualmente, como referi há alguns meses atrás, do lado do Presidente da ERC, que, entendendo que um determinado jornalista do Expresso não lhe dava garantias de isenção, recusou a entrevista alegando que “ninguém pode ser obrigado a falar com quem não quer”! Fazemos nossas as suas palavras e garantimos que para jogos de carácter oficial e eventos de interesse público as portas estão abertas a todos.

Em eventos particulares, o critério e o respectivo convite é um direito nosso e uma responsabilidade da qual não nos demitimos!

João Gabriel

Director de Comunicação Sport Lisboa e Benfica
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Moral da história:

Existem leis e as leis são para serem cumpridas. Totalmente de acordo. Mas uma verdade não deixa de a ser só porque alguém diz que é mentira.
Na minha casa, no caso especifico do Sport Lisboa e Benfica, manda quem tem o direito sobre a mesma, ou seja, a direcção do Sport Lisboa e Benfica.
Assim, escudando-se na Lei, podem os jornaleiros entrar e a seu belo prazer escrever barbaridades e tudo aquilo que queiram, mesmo recorrendo à mentira.
Como diria o poeta: Não, não vou por aí.
Na minha modesta opinião, penso que, em eventos de caráter não público, ou seja, sujeito a convite, só entra quem for convidado. Taxativo.
Por isso, não será uma mera decisão do ERC que nos irá colocar de joelhos perante o mau, incompetente e mentiroso jornalismo, que todos os dias nos aparece à porta.

E se assim são, porque muitos o são, NÃO ENTRAM ONDE NÃO SÃO CONVIDADOS.

BENFICA UM ORGULHO

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